“Ainda bem que não consegui abortá-lo”, revela mãe de Cristiano Ronaldo

Em lançamento de livro sobre a história da família, ela conta que tomou um chá abortivo para interromper a gestação, mas felizmente não funcionou

“Foi uma grande alegria, e ainda bem que não consegui abortar. Porque ele foi uma estrela que iluminou a nossa vida”. A frase foi dita por Dolores Aveiro, mãe do jogador de futebol Cristiano Ronaldo, à Gazeta Esportiva, durante o lançamento do livro “Mãe Coragem”, em São Paulo. A biografia, escrita pelo jornalista angolano Paulo Sousa Costa, conta a história de vida de Dolores e de Cristiano Ronaldo, passando pelo momento em que ela quase abortou o filho.

No livro o autor conta sobre a violência física sofrida por Dolores por parte do pai e da madrasta e de seu casamento na adolescência com o primeiro namorado. Aos 20 anos ela já era mãe de três filhos e levava uma vida precária e com um marido ausente. Passados 10 anos do nascimento da então filha caçula, Dolores se viu grávida da quarta criança e, não querendo mais passar pelo que já estava vivendo com os outros três, decidiu pelo aborto.

Ela então procurou por um médico que se recusa a interromper a gravidez. Disposta a não ter o filho, Dolores resolveu tomar um chá caseiro que não surtiu efeito e a forçou a seguir com a gestação.

Com o tempo, Cristiano Ronaldo acabou se tornando a alegria da família e a estrela que os iluminou, relata. “Por isso, quero aconselhar as mulheres a não fazerem isso, porque nunca se sabe o filho que vai ter. Acho que sou a ‘mulher coragem’, e quero dizer a todas as mulheres que lutem! As coisas mais valiosas que temos na vida são nossos filhos”, explicou à Gazeta Esportiva.

O livro tem como principal objetivo ser uma inspiração para outras mulheres, para que sejam fortes como ela foi. Além desse episódio na vida da família Aveiro, o livro conta sobre o início da carreira de Cristiano Ronaldo e do momento em que Dolores precisou deixar o filho que tinha apenas 10 anos, ir embora para Lisboa jogar futebol.  Há ainda a ida para a Inglaterra, o tempo em que ela passou por um câncer e a alegria de ver o filho que quase foi abortado, se tornar pai em 2010.

Irlanda libera o aborto no país

Quem assistiu neste fim de semana à população da Irlanda sair às ruas com faixas nas mãos, braços erguidos e lágrimas nos olhos (principalmente se assistiu pelas lentes deformadas dos noticiários da TV aberta ou dos sites de notícias liberais), talvez tenha ficado com a impressão de que alguma coisa boa estivesse acontecendo. Os irlandeses teriam avançado nos “direitos das mulheres”, assegurando-lhes plena “liberdade sexual e reprodutiva”, superando “décadas de preconceito” no país et cetera.

Tantos eufemismos, porém, eram para dizer uma só coisa: que a Irlanda derrubou a Oitava Emenda de sua Constituição e… legalizou o aborto.

Talvez seja necessário lembrar, não só aos irlandeses, mas a todo o mundo, que a verdade não depende de maioria de votos.
O texto constitucional que 66,4% da população irlandesa pôs abaixo, por meio de um referendo, dizia expressamente o seguinte: “O Estado reconhece o direito à vida do não-nascido e, com a devida consideração ao igual direito à vida da mãe, garante em suas leis respeitar e, na medida do possível, defender e reivindicar esse direito”. Agora, ao invés, o que se lerá no mesmo lugar é: “Condições podem ser estabelecidas por lei para regular a terminação da gravidez.”

A nova mudança legal vem consolidar o afastamento definitivo da Irlanda de suas raízes cristãs. Um jornal brasileiro chegou a dizer que o “‘sim’ da Irlanda ao aborto” foi “um duro golpe para a Igreja Católica”.

Como cristãos católicos, precisamos reconhecer: ver o aborto legalizado, onde quer que seja, é de fato um golpe, e dos mais pesados. Mas seria o caso de nos perguntarmos se esse é um golpe apenas para a Igreja Católica e para conservadores — como a mídia em geral parece dar a entender —, ou se estamos a falar de algo maior, que afeta, no fundo, muito mais do que uma religião ou um segmento político.

Uma manchete dizendo, por exemplo, que o “sim” da Irlanda ao aborto é um duro golpe para crianças que ainda não nasceram, seria por acaso menos realista? O que é, afinal, um aborto, senão um golpe, literalmente falando, certeiro e mortífero, desferido contra um ser humano no ventre de sua mãe? A emenda constitucional que acaba de cair na Irlanda reconhecia claramente “o direito à vida do não-nascido”. A partir de agora, cabe perguntar, o que será feito desse direito? Simplesmente desaparecerá?

Por isso, o “sim” da Irlanda ao aborto é também um duro golpe para os direitos do homem. (Embora a expressão esteja hoje um tanto quanto desgastada, manipulada politicamente por grupos nem sempre preocupados de fato com a dignidade do homem, a crítica é cabível porque não há nada que repugne tanto ao senso de justiça que todo ser humano leva dentro de si do que o assassinato de um ser humano inocente, como acontece no aborto.)

Se Deus não existe, tudo é permitido, inclusive matar nossos próprios filhos.
A Irlanda pode até ter derrubado a Oitava Emenda, mas talvez seja necessário lembrar, não só aos irlandeses, mas a todo o mundo, que a verdade não depende de maioria de votos. Nem se todas as nações da terra tornassem legal o aborto (por unanimidade!) ele deixaria de ser o que é. Uma lei que autoriza um homicídio não o torna menos indigno ou menos imoral. Muito pelo contrário, são os Estados que perdem crédito e autoridade quando fazem concessões desse tipo, promulgando leis positivas diretamente contrárias à lei natural, inscrita na natureza mesma do ser humano.

Pode parecer antiquado falar disso nos dias de hoje, mas reconhecer o direito natural, “uma justiça anterior e superior à lei escrita”, é a única forma de evitar que totalitarismos como o nazismo, por exemplo, voltem a florescer. É a única forma de impor um limite ao poder dos Estados e impedir que seus decretos sejam “elaborados arbitrariamente” [1]. Ou, no caso da Irlanda, é a única forma de dizer “não” à “ditadura da maioria”, como se algo errado em si pudesse tornar-se moralmente legítimo só porque um, dois ou três terços de uma comunidade assim o quiseram e determinaram.

Como pessoas e sociedades inteiras possam ficar tão cegas assim, a ponto de não compreenderem mais a maldade de uma prática como o aborto, não é muito difícil entender. Embora o ser humano seja capaz, sempre e em todos os lugares, de reconhecer os princípios mais básicos da lei natural, o conhecimento de suas aplicações, no entanto,

[…] não é o mesmo em todos os homens e pode ser prejudicado por causas acidentais, como a força das paixões, os maus costumes ou o diverso desenvolvimento da razão e da civilização. É o que explica o fato de alguns povos terem chegado a considerar lícitos o furto ou a antropofagia [2].
Estão corretos os jornais, portanto, ao associar o resultado do referendo deste fim de semana à queda da prática religiosa na Irlanda. Quando uma sociedade se afasta de Deus e de uma moral objetiva, como a que oferece a doutrina católica, seus próprios elementos de civilização vão se perdendo…

Assim, não nos deveria assustar se, no futuro, alguns povos voltassem “a considerar lícitos o furto ou a antropofagia”. Se Deus não existe, afinal, tudo é permitido — até matar nossos próprios filhos. Quando deixam de acreditar em Deus, as pessoas passam a acreditar em qualquer coisa.

        Padre Paulo Ricardo

 

Referências

José Pedro Galvão de Sousa, Direito natural, direito positivo e estado de direito. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1977, p. 5.
Ibid., p. 16.

Ele mudou de gênero e se arrependeu. E conta as consequências

A evidência inquestionável que o transgênero não é nato é a existência de pessoas que acreditam sinceramente que precisam de uma mudança de gênero e depois mudam de opinião e fazem a  destransição.  O processo traz consequências físicas, emocionais e financeiras.

Walt Heyer Public Discourse [02/03/2018] [15h47]

Reconstrução das mamas e faloplastia são algumas das cirurgias que os transgêneros podem ter que fazer caso queiram voltar ao gênero biológico.

Quando o ativista e performer transgênero Alexis Arquette (antes Robert Arquette) morreu, em 11 de setembro de 2016, aos 47 anos, mal cabiam nos obituários os elogios referidos a ele. Arquette apareceu em filmes como “Pulp Fiction” e “Afinado no Amor” e era uma grande força na luta dos direitos dos transgêneros.

Mas, apesar de muitas homenagens terem sido feitas a Arquette depois de sua morte, poucos mencionaram a sua decisão de parar de viver como mulher. A reportagem do The Hollywood Reporter mencionou os problemas que Arquette encontrou depois da transição. Claramente, até mesmo transgêneros conhecidos e talentosos que foram aceitos quando escolheram mudar de sexo podem ter problemas ao decidir voltar ao gênero de nascimento. Diz a revista:

“Em 2013, durante várias complicações de saúde, Alexis voltou a se apresentar como homem, contando ao seu amigo Ibrahim que ‘gênero é uma mentira’. Que ‘colocar um vestido não muda nada biologicamente. A cirurgia não muda nada’. Ele disse também que ‘a readequação sexual é fisicamente impossível. Tudo o que se pode fazer é adotar características superficiais, mas a biologia nunca vai mudar’. Ibrahim suspeita que essa percepção tinha uma relação próxima aos tormentos emocionais que Arquette então vivia.”

O processo de abandonar a vida como transgênero e voltar para seu gênero nato é chamado em inglês de destransition (“destransição”, em tradução livre). Como alguém que passou por todos esses processos, eu gostaria que mais pessoas falassem sobre a realidade da vida depois da transição para outro gênero e os motivos pelos quais algumas pessoas decidem voltar para seu gênero de nascimento.

Por que uma pessoa transgênero pode querer “destransicionar”?

Pessoas não nascem transgêneros. A evidência inquestionável que o transgênero não é nato é a existência de pessoas que acreditam sinceramente que precisam de uma mudança de gênero e depois – às vezes vários anos depois – mudam de opinião e voltam. Pessoas que voltaram atrás, como eu, escrevem para mim e me contam suas histórias e lutas. Eles não querem que muitas pessoas saibam quem eles são e o que viveram. Querem viver com calma e escondidos porque estão com vergonha e se sentem arrependidos. Eles não conseguem expor publicamente que a vida como transgênero não funcionou como esperavam. A vergonha, e eu posso dizer isso, é inimaginável.

Como se chega ao ponto de “destransição”?

Baseado somente em sentimentos fortes, um indivíduo transgênero tomará hormônios e passará pela cirurgia de readequação sexual para alinhar a aparência do seu corpo com o gênero que acredita ser verdadeiramente o seu. Eu fiz isso. Pessoas, especialmente jovens, pensam que sentimentos fortes nunca vão mudar, mas eles podem sim mudar ao longo do tempo.

Muitos de nós que passaram por essa “transformação” perceberam tarde demais que não precisávamos de médicos e tratamentos para lidar com nossos problemas. O arrependimento normalmente acontece anos depois, quando percebemos que tentar trocar de gênero não resolveu os problemas que tínhamos antes. Em alguns casos, a transição foi só uma suspensão breve da agonia que sentíamos de ter um gênero biologicamente incorreto.

A história de Dave

Recebi esse relato pessoal por e-mail em agosto de 2016. Esse jovem adulto – vou chamá-lo de Dave – conta sua história, ecoando palavras já faladas por outros indivíduos transgênero ao longo dos anos:

“Eu comecei a transição para mulher no fim da minha adolescência e mudei meu nome logo depois que fiz 20 anos, há quase dez anos. Mas não foi bom para mim; só me senti infeliz como mulher. Falaram que os meus sentimentos como trans são permanentes, imutáveis, entranhados fisicamente no meu cérebro e que nunca mudariam, e que a única maneira que eu encontraria paz seria me transformar em mulher. O problema é que eu não me sinto mais assim. Quando comecei terapia há alguns anos para superar algumas questões da minha infância, minha depressão e ansiedade começaram a diminuir, junto com meus sentimentos trans. Então há dois anos comecei a considerar voltar para meu gênero de nascença, e me senti bem fazendo isso. Eu não tenho dúvidas – quero ser homem!”.

Podemos ver nesse relato o que eu mesmo aprendi na minha vida: os sentimentos transgêneros nem sempre são permanentes, imutáveis e fisicamente entranhados no nosso cérebro. Sentimentos, mesmo os mais fortes, não justificam a ingestão de hormônios e a cirurgia.

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Alertas são feitos por médicos há 40 anos, e ainda assim o arrependimento, a infelicidade, o suicídio e a “destransição” continuam. Para mim, assim como para Dave, a psicologia fez o que a cirurgia nunca conseguiu: resolver o desejo de ser algo que biologicamente eu nunca seria. A terapia acabou com meus sentimentos transgêneros.

Quando os produtos falham, as companhias de carro precisam chamar os clientes e pagar pelos consertos. Não é assim com cirurgiões ou psicólogos que popularizaram e permitiram a transição de gênero. Eles escapam das consequências, enquanto ex-transgêneros precisam lidar com a questão financeiramente, emocionalmente, fisicamente e pessoalmente.

“Destransição” física

O processo de destransição física depende de quais passos o indivíduo já fez para alterar sua aparência no processo de transição.

Algumas pessoas que fazem a transição não passam pelas radicais cirurgias de readequação sexual. Um caso é o de Jenner, ex-atleta olímpico. A transição, extremamente pública, para mulher não incluiu a cirurgia, então sua genitália permaneceu masculina. Chaz Bono é outro caso conhecido de transição de mulher para homem, mas os órgãos sexuais de Chaz ainda são femininos.

Mulheres que fazem a transição para homens frequentemente tomam testosterona, o hormônio masculino, que permite o crescimento de barba, músculos de aparência masculina e mudança na proporção do corpo. Elas também passam por mastectomias para retirar as mamas. Já a mudança de órgãos sexuais é feita por uma cirurgia cara e arriscada, e o resultado frequentemente não vale o investimento. As poucas pessoas que passaram por isso e entraram em contato comigo não alteraram os órgãos sexuais.

Os maiores desafios para os transgêneros feminino-masculino que querem “destransicionar” e voltar para o gênero feminino são os tratamentos de eletrólise para remover os pelos faciais, que podem ser caros e dolorosos, e as soluções para lidar com a ausência de seios. Voltar a ser mulher pode ou não incluir implantes mamários. Ao tomar essa decisão, como todas as decisões de “destransição”, o indivíduo deve pensar nos prós e nos contras.

Para homens que fizeram a transição para mulheres com a cirurgia completa, o retorno completo não está mais disponível. Quando desejarem voltar ao gênero masculino, uma opção é um procedimento de faloplastia (a construção do pênis). Mas, na prática, muitos homens que fazem a “destransição” optam por não passar pela cirurgia pelo custo alto e os riscos frequentes. Além disso, o resultado nem sempre se compara à funcionalidade da genitália masculina. Assim, se as estatísticas de “destransição” considerarem apenas aqueles que fizeram a faloplastia cirúrgica, o número deixará de lado a maior parte daqueles que fizeram a “destransição”.

Infelizmente, nem tudo que os cirurgiões fazem para mudar o gênero pode ser desfeito. Partes do corpo que foram sacrificadas, reformuladas ou removidas nunca serão as mesmas novamente.

Como a maioria dos quase 20% de pessoas que alegam ter se arrependido depois da mudança cirúrgica de gênero, primeiro eu precisei entender a verdade: nenhuma cirurgia ou hormônio seria capaz de mudar meu gênero nato e biológico. Só quando percebi que meu gênero – masculino – nunca mudou, mesmo depois da cirurgia, eu comecei o processo de “destransição”.

Motivos para “destransicionar”

Os motivos para procurar a “destransição” são vários. Algumas pessoas voltam para seus sexos natos depois de tentativas de suicídio. Alguns chegam à conclusão que “não era para elas”. Alguns relatam dificuldades de se vestir diariamente como o sexo oposto: isso se torna difícil demais para continuar com a transição. Alguns relatam que perceberam que não eram mulheres de verdade e que nunca seriam. Para outros, os problemas médicos decorrentes da cirurgia provocam a vontade de “destransicionar”.

Comecei a pensar nisso quando aprendi que fatores psicológicos podem fazer com que as pessoas se identifiquem como transgêneros. Abuso sexual infantil é uma das principais causas, mas com frequência existem outros fatores. Estudos mostram que vários transtornos coexistem entre pessoas transgênero e que outras experiências – que não apenas o abuso sexual – podem causar dificuldades de identidade de gênero.

Meus olhos se abriram quando entrei num Programa de Estudo no fim dos anos 80. O curso incluía aulas de psicologia relevantes para comportamentos destrutivos e vícios. Eu comecei a perceber que a condição transgênero poderia ser um transtorno de desenvolvimento que evoluiu ao longo do tempo, não algo presente no nascimento.

Naquele momento, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM na sigla em inglês) identificava o fenômeno transgênero como um Transtorno de Identidade de Gênero, ou seja, um transtorno psicológico causado pela incompatibilidade de identidade de gênero. Na sua última edição, o DSM removeu a palavra “transtorno” e mudou o termo para Disforia de Gênero.

Mas a mudança do nome não ajudou a reduzir o número de pessoas que se arrependem da transição e tentam se suicidar depois. O novo nome para a mesma condição não descobriu as causas para alguém se identificar como transgênero.

A comunidade médica faz um desserviço à sociedade ao não conseguir melhorar o diagnóstico de transtornos psicológicos que coexistem ao sentimento transgênero e ao não conseguir desenvolver um tratamento que evite cirurgias de readequação sexual desnecessárias.

Os silenciosos

Mudar de sexo é uma tentativa de escapar para um mundo transgênero fabricado cirurgicamente e com hormônios. A minha transição foi o resultado de anos me vestindo como mulher, o que começou nas mãos da minha avó quando eu tinha quatro anos, depois que eu fui molestado pelo meu tio. Uma forte dor psicológica fez com que eu quisesse ser mulher. Ser transgênero era uma forma de me esconder até que eu tive acesso a um tratamento psicológico real. Agora, vinte anos depois da “destransição”, estou vivendo o sonho – casado, estou longe da loucura de uma vida como transgênero.

É importante entender que pessoas de todos os tipos de vida, de todas idades, com ou sem religião, “destransicionam”. Nós que “destransicionamos” somos testemunhas silenciosas, não reconhecidas, da brevidade do indulto.

Fiquei quieto por muito tempo.

É doloroso ver grupos de pessoas tentarem transformar homens e mulheres com uma cirurgia cosmética de readequação sexual. A consequência é, tragicamente, um rastro de vidas quebradas. O que vemos na história de Dave e na minha é que esse grande experimento não se provou eficiente em tratar todas as pessoas com questões de identidade de gênero. Quando alguém diz “sou transgênero” é muito provável que, mais cedo ou mais tarde, chegue o dia que dirá “a vida transgênero não é mais para mim”.

Nós precisamos entender que os sentimentos transgêneros podem mudar e que a “destransição” acontece. A pessoa pode mudar de gênero, mas o gênero biológico permanece.

Walt Heyer é escritor e palestrante. Por meio de livros, do seu site SexChangeRegret.com e seu blog WaltHeyer.com, Heyer quer conscientizar a opinião pública sobre a incidência de arrependimento e as consequências sofridas com a mudança de sexo.

@2018 Public Discourse. Publicada com permissão. Original em inglês.

Projeto de lei que protege liberdade de quem é contra uniões homossexuais enfurece a esquerda

Batizado de “Ato em Defesa da Primeira Emenda”, projeto quer proteger de eventuais sanções estatais aqueles que acreditam na concepção tradicional do casamento

Rachel del Guidice Daily Signal [14/03/2018] [09h22]

Reprodução/Flickr/nathanmac87

O senador republicano Mike Lee apresentou um projeto de lei, baseado no princípio da liberdade religiosa, que busca proteger – de eventuais punições por parte do Estado, como a revogação da isenção de impostos ou retenção de benefícios federais – cidadãos que acreditam na concepção tradicional de casamento.

“O que um indivíduo ou organização acredita como definição tradicional de casamento não é – e nunca deveria ser – parte da tomada de decisão do governo ao conceder benefícios”, afirmou Lee, que representa o estado de Utah, ao Daily Signal.

O recém-apresentado projeto de lei recebeu modificações em relação à versão original, de 2015, por amparar também “aqueles que apoiam qualquer definição de casamento entre duas pessoas, incluindo a união homossexual”, noticiou a CNN. O senador disse que, se aprovado, o texto evitaria que americanos pudessem ser penalizados por suas crenças religiosas.

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“O Ato em Defesa da Primeira Emenda [como o projeto é chamado] simplesmente garante que esse direito [de liberdade religiosa] sempre será efetivo nos Estados Unidos – que burocratas federais jamais poderão exigir que aqueles que acreditam na definição tradicional de casamento terão de escolher entre viver de acordo com suas crenças pessoais, mantendo sua ocupação, ou de acordo com seu status fiscal”, disse o senador.

Grupos de esquerda atacaram o projeto. O representante legislativo Ian Thompson, da American Civil Liberties Union (União Americana de Liberdades Civis, em português), disse que o projeto vai promover “discriminação financiada pelos contribuintes”.

Sarah Warbelow, da ONG Human Rights Campaign, falou à CNN sobre a possível mudança na legislação. “Passar a impressão de que a lei não tem como alvo apenas as pessoas LGBT me parece uma tentativa falsa, ou fracassada, de fazê-la parecer constitucional”.

Masen Davis, CEO da organização Freedom for All Americans (Liberdade para todos os americanos, em português), que trabalha na “proteção integral à não-discriminação dos LGBT em todo os EUA”, também não recebeu bem o projeto.

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“Quaisquer mudanças feitas no texto não conseguirão esconder seu verdadeiro objetivo: legalizar a discriminação contra a população LGBT”, afirmou à CNN.

Diretora do Richard and Helen DeVos Center for Religion and Civil Society, da The Heritage Foundation, Emilie Kao declarou, via e-mail, ao Daily Signal, que acredita que a legislação vai proteger tanto aqueles que acreditam no conceito tradicional de casamento quanto quem pensa de forma diversa.

“O senador Lee apresentou um projeto muito necessário, que busca proteger a liberdade para agir de acordo com a crença de que um casamento só pode ocorrer entre um homem e uma mulher”, disse.

“Ainda que a Suprema Corte tenha definido tal visão como ‘decente e honrosa’, no julgamento do caso Obergefell v. Hodges [decisão de 2015 que obriga todos os estados a reconhecerem o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo], temos visto uma onda de processos contra pessoas que acreditam nisso. Numa sociedade plural, deve haver espaço para discordâncias a respeito do casamento”.

©2018 Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês.

Decisão judicial interfere na autoridade dos pais em relação aos seus filhos

Em 16 de fevereiro de 2018, a juíza do estado de Ohio Sylvia Sieve Hendon decidiu, no Tribunal Juvenil do Condado de Hamilton, remover uma criança com disforia de gênero da custódia de seus pais biológicos e garantiu a custódia aos avós.

A decisão foi tomada com base no apoio dos avós ao desejo da jovem de dezessete anos de submeter-se à uma “transição” por meio de terapia hormonal, enquanto os pais questionam o julgamento da menor e são contra a transição por motivos religiosos.

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Embora seja verdade que os pais já haviam concordado em permitir que a criança vivesse com os avós antes da decisão judicial, a questão em jogo não é onde a criança vive. É esta: quem tem autoridade para tomar decisões médicas prudentes no melhor interesse da criança? De acordo com a decisão da juíza Hendon, a resposta é o estado de Ohio.

Uma sentença problemática

Em sua decisão, a própria juíza observou que “não faz parte da jurisdição deste tribunal se intrometer no tratamento de uma criança, exceto no caso de circunstâncias muito raras em que a vida desta dependa de obter ou não tratamento”.

A juíza, então, nega que a vida da criança esteja em jogo, com base no testemunho médico. Então, se a juíza reconhece que um suicídio iminente não é provável, por que ela invalidou os direitos dos pais? Com base em quê a juíza tomou uma atitude tão importante e drasticamente invasiva?

A sentença da juíza parece ainda mais imprudente se considerarmos o fato de que a criança vivia consistentemente de acordo com o seu sexo de nascimento até pelo menos o verão de 2016, apesar de um prolongado padrão de dificuldades em sua saúde mental.

A juíza ainda reconheceu que os protocolos de tratamento recomendados para indivíduos com disforia de gênero estão “evoluindo rapidamente e há uma surpreendente ausência de estudos clínicos definitivos disponíveis para determinar o sucesso de diferentes modalidades de tratamento”.

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Então, como o melhor interesse da criança pode ser determinado pelo tribunal quando, nas palavras da juíza, existe uma “ausência de estudos clínicos definitivos”? Permitir o acesso de uma criança a tratamentos hormonais, ao tomar a drástica atitude de revogar a custódia dos pais, requer uma resposta melhor do que a especulação fornecida pela juíza Sylvia Hendon.

A decisão da juíza, que acaba por invalidar os direitos familiares, baseia-se na problemática ideologia transgênero. Considere este excerto:

É lamentável que esse caso tenha requerido uma resolução do tribunal, já que a família teria sido mais bem acompanhada caso isso tivesse sido resolvido dentro da própria família; afinal, todas as partes tinham amplo entendimento da realidade do fato de que a criança pode verdadeiramente não estar em conformidade com seu gênero e que possui o direito de seguir sua vida com uma identidade de gênero diferente daquela designada ao nascimento.”

Reconhecer a realidade psicológica da disforia de gênero não garante status ontológico [real] de alguém ser, verdadeiramente, um membro do sexo oposto.

A juíza então recomenda que a assembleia de Ohio adote um regime jurídico para casos similares que surgirem no futuro, algo que a juíza reconhece ser inevitável, considerando o “crescente interesse ao redor do mundo em cuidados para transgêneros”.

Apesar do rompimento de direitos familiares, a decisão do tribunal assegura direitos de visitação e encoraja a família a trabalhar no sentido de uma “reintegração da criança na família”.

Um ataque descarado aos direitos familiares

Esta decisão representa um ataque descarado aos direitos de pais que amam seus filhos, cuidam deles e querem o melhor para eles, mas discordam da ideologia transgênero que diz que o melhor caminho para um futuro saudável é se identificar como um membro do sexo oposto.

Este caso imensamente importante e comovente aumenta as preocupações sobre o futuro dos direitos familiares na esteira da revolução transgênero. Se as instituições médicas consideram que “transicionar” é do melhor interesse de um menor e os pais são contra isso, com base em questões religiosas ou morais, precedentes legais agora existem para sugerir que os direitos familiares podem ser rompidos na intenção de aprovar a ortodoxia transgênero.

Esse caso em particular envolve uma criança que é quase um adulto legalmente. Mas, considerando que a crianças com disforia de gênero podem ser administrados hormônios sexuais a partir dos doze anos de idade, é apenas uma questão de tempo antes de surigem casos de crianças ainda mais novas desejando utilizar supressores de puberdade ou terapias hormonais, contra a vontade de seus pais. Em uma corrida entre a medicina politizada e os direitos familiares, quem vence?

O tribunal aparentemente pesou o interesse no bem-estar clínico da criança contra a vontade dos pais, que discordam da ideologia subjacente e dos protocolos de tratamento associados com o o movimento transgênero.

A cobertura da CNN do caso menciona as objeções religiosas dos pais à transição de sua filha, mas também observa que os pais fizeram sua “diligência prévia” e pesquisa sobre o tem, e que eles expressaram preocupações com o juízo de sua filha. Claramente, a juíza ignorou opiniões dissidentes sobre tratamentos para a disforia de gênero como sendo insuficientemente convincentes.

Não seria possível que os pais conheçam o histórico de decisões e do juízo de sua filha melhor que um curador apontado por um tribunal? Quando se trata de medicina experimental como a transição de gênero, a resposta aparentemente é “não”.

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Como já era de se esperar, a mídia construiu a história completamente em defesa do direito da criança à transição, não dando real atenção à questão de se é aceitável, sábio ou até mesmo seguro deixar uma enorme e irreversível decisão como a transição de gênero nas mãos de uma adolescente menor de idade.

Este caso deve causar frio na espinha de qualquer cidadão, religioso ou não, que tenha perguntas ou preocupações sobre a rápida aceitação do dogma transgênero nos Estados Unidos [e no ocidente]. Por quê? Porque sinaliza o ritmo acelerado pelo qual o dogma transgênero se enraizou na sociedade e as consequências para qualquer pai que ouse questionar o sistema transgênero. Ele revela o quão vulneráveis são os direitos familiares.

Mais ainda, sinaliza a disposição do Estado em intervir e revogar a custódia dos pais em nome do melhor interesse da criança – mesmo que o julgamento sobre o que está no “melhor interesse” da criança seja baseado em padrões inconstantes de cuidados para transtornos de identidade de gênero cuja causa a ciência ainda terá de explicar.

Um artigo sobre essa história alega, em um jogo de soma-zero, que a menos que à criança seja permitido fazer a transição, as suas chances de cometer suicídio aumentam. Se uma criança está à beira do suicídio, não seria razoável questionar se não há questões mais profundas em jogo? Preocupações sobre o suicídio na comunidade transgênero sugerem que comorbidades que acompanham a disforia de gênero possuem muito mais culpa do que não receber afirmação social suficiente, terapia hormonal e cirurgia de redesignação sexual.

Futuras implicações

As implicações desse caso são maiores do que podem parecer inicialmente. Poderia estar próximo o dia em que, por exemplo, futuros pais adotivos teriam negada a oportunidade de amar e cuidar de uma criança órfã porque são judeus ortodoxos, cristãos ou muçulmanos e discordam da ortodoxia LGBT? Isso já aconteceu no Reino Unido.

Que alternativas restam para uma criança com disforia de gênero que não quer realizar a transição? Que conselho divergente seus pais podem oferecer sem o medo da intervenção estatal?

Em tempos normais, o caso de Ohio seria fácil de decidir. É claro que os pais devem ter mantidos os direitos familiares sobre uma criança que eles amam, cuidam e para quem desejam o melhor. É claro que há caminhos alternativos a ser buscados quando se lida com conflitos de identidade de gênero.

Mas onde a revolução sexual puder funcionar para infligir a sua ideologia constantemente em evolução – mesmo que às custas dos direitos familiares – ela o fará. E o fará sem remorso e com um espírito de justiça social autocongratulatória.

Este caso nunca deveria ter chegado ao nível que chegou. Que tenha chegado a um juiz é um claro exemplo do Grande Irmão [“Big Brother”] confundindo seu papel com o de mãe e pai. Ele estabelece um precedente que coloca em risco não apenas a família natural, mas também o bem-estar de crianças.

Andrew T. Walker é Diretor de Estudos em Políticas e da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa. Ele é doutorando em Ética Cristã no Seminário Teológico Batista do Sul.

São Tomás de Aquino nos fala do aborto

Na Idade Média Tomás de Aquino[i], um dos grandes pensadores da humanidade, debateu e condenou o aborto.  Inicialmente afirma-se que Tomás de Aquino não escreveu um livro ou tratado sobre a problemática do aborto. Acima de tudo Tomás é um pensador preocupado com as questões metafísicas e éticas que envolvem o ser humano. Por isso, grande parte de sua obra versa sobre esses temas. No entanto, ele deixou, ao longo de sua vasta obra, referências diretas e explícitas sobre o aborto.

No entanto, Tomás de Aquino distingue o aborto em duas categorias, sendo elas: o aborto natural e o aborto voluntário. No aborto natural o próprio organismo humano, por motivos diversos e expressamente médicos, expulsa, antes do tempo, o feto e, com isso, promove a morte do mesmo. Já o aborto voluntário[ii] é quando o indivíduo procura, de forma artificial e propositadamente, expulsar o feto de dentro do ventre materno, antes do momento apropriado para o nascimento e, com isso, provocar a morte do mesmo. Na perspectiva do Aquinate, o aborto voluntário trata-se de uma forma de assassinato e de um tipo de esterilização parcial, pois apesar do indivíduo continuar, na maioria dos casos, podendo engravidar e ter outros filhos, a gravidez interrompida artificialmente não gera nenhum filho.

Sem contar que Tomás de Aquino condena o uso do veneno da esterilidade, ou seja, dos anticoncepcionais que ou impedem a gravidez ou então, quando esta já está em pleno processo de desenvolvimento, impedem o desenvolvimento do feto e, com isso, provocam a realização de um aborto voluntário. Para ele[iii] quem procura tais métodos anti-natalidade, que atuam contra a natureza, mesmo sendo legalmente casados não podem receber o nome de cônjuges, pois não buscam conscientemente a realização plena do casamento, a qual se dá com a concepção e o nascimento dos filhos. Uma família só está totalmente formada quanto existe os cônjuges e os filhos. Impedir, por meio do aborto ou outro método anti-natalidade, o nascimento dos filhos é impedir o desenvolvimento natural da própria família.

No caso explicito do aborto, Tomás de Aquino afirma que de “nenhum modo é lícito matar ao inocente [o feto ainda no ventre da mãe]”[iv]. Além disso, ele afirma que o que “fere a mulher grávida faz algo ilícito, e, por esta razão, se disso resulta a morte da mulher ou do feto animado, não se desculpa do crime de homicídio, sobretudo, quando a morte segue certamente a esta ação violenta”[v].

Para ele a prática abortiva trata-se, pois, de um pecado gravíssimo, porque não mata somente o corpo, mas também a alma. É uma prática que se enquadra dentro do mandamento bíblico que determina: “Não Matarás” (Êxoto 20, 13; 23, 7; Deuteronômio 5, 17). Em suas palavras: “alguns matam somente o corpo, mas outros matam a alma, tolhendo-a a vida da graça, ou seja, arrastando-a ao pecado mortal; outros, porém, matam a ambos, o corpo e a alma: são os suicidas e aqueles que matam as crianças que ainda não nasceram [por meio da prática do aborto]”[vi]. Em Tomás de Aquino o aborto é uma das possibilidades de manifestação do homicídio qualificado, ou seja, é quando há um assassinato, neste caso do feto, com a clara intenção de cometer um crime.

Em grupos e ambientes que defendem o aborto e dentro de setores que, dentro da Igreja, se alto proclamam de progressistas, modernos e vanguarda teológica; é comum se encontrar um tipo de argumentação que afirma, dentre outras coisas, que Tomás de Aquino vê o aborto apenas como um ato antiético, mas que não chega a condenar a sua prática. Essa afirmação é uma tentativa de se buscar algum fundamento, mesmo que indireto, para se defender o aborto. O problema é que esse tipo de fundamentação é superficial e, em grande medida, falta de uma leitura mais atenta e analítica da obra do Aquinate. Se a obra de Tomás de Aquino for lida com atenção se verá que ele coloca dentro do mandamento do “Não Matarás” o aborto. Para ele o aborto é um assassinato de uma pessoa e, por isso, deve ser evitado de todas as formas.

Sobre a perspectiva do aborto na Idade Média a Declaração sobre o aborto provocado, da Congregação para a Doutrina da Fé, afirma: “É certo que, na altura da Idade Média em que era opinião geral não estar a alma espiritual presente no corpo senão passadas as primeiras semanas, se fazia uma distinção quanto à espécie do pecado e à gravidade das sanções penais. Excelentes autores houve que admitiram, para esse primeiro período, soluções casuísticas mais suaves do que aquelas que eles davam para o concernente aos períodos seguintes da gravidez. Mas, jamais se negou, mesmo então, que o aborto provocado, mesmo nos primeiros dias da concepção fosse objetivamente falta grave. Uma tal condenação foi de fato unânime”[vii].

[i] Sobre a reflexão de Tomás de Aquino sobre o aborto, recomenda-se consultar: SANTOS, Ivanaldo. Tomás de Aquino e o aborto. In: Teologia em Questão, v. X, p. 43-62, 2012; FAITANIN, Paulo. Acepção teológica de pessoa em Tomás de Aquino. In: Aquinate, Niterói, Rio de Janeiro, v. 3, p. 47-58, 2006.

[ii] AQUINO, Tomás. In IV Sent., d. 31, q.2, a.3, exp.

[iii] AQUINO, Tomas. In IV Sent., d. 31, q.2, a.3, exp.

[iv] AQUINO, Tomas. S. Theo., II-II, q. 64, a.6, e.

[v] AQUINO, Tomás. S. Theo., II-II, q. 64, a.8, ad2.

[vi] AQUINO, Tomás. In decem pracetis, a.7.

[vii] CONGREGAÇÃO PARA A DOUTIRNA DA FÉ. Declaração sobre o aborto provocado. Cidade do Vaticano, 18 de novembro de 1974, n. 7.

Fonte – www.zenit.org

ONU repete o nazismo ao sugerir aborto de crianças com Down, denuncia ativista pró-vida

Uma jovem de 21 anos, portadora da síndrome de Down, fez um discurso impressionante em uma das reuniões da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH) no início deste ano. Agora, ela publicou uma carta aberta, que vem chamando atenção para a agenda abortista da ONU, amplamente ignorada pela mídia.

Charlotte Helene Fien defendeu seu direito de viver após o advogado Yadh Ben Achour, representante da Tunísia na Comissão encorajar a adoção de uma lei que proteja as mulheres grávidas que desejam abortar filhos com Síndrome de Down. O posicionamento de Fien, que está se tonando um símbolo mundial do ativismo pró-vida, deixou os representantes da ONU  atordoados. Ela foi aplaudida de pé após seu discurso veemente.

O tunisiano Achour declarou – em uma reunião oficial da Comissão – acreditar que o aborto é um “meio viável” para prevenir que crianças vivam com “desvantagem” ao longo de toda uma vida. Ele sugeriu que a questão fosse debatida pelo CDH e acrescentou: “Nós podemos evitar as desvantagens e devemos fazer tudo o que pudermos para evitá-las”.

A resposta de Fien tanto no vídeo quanto na carta aberta, divulgada pela ONG Live Acition esta semana questiona o raciocínio de que pessoas como ela deveriam ser abortadas por mães que muitas vezes não entendem o que é o Down. Além de afirmar que fica “profundamente ofendida” e se sente atacada por uma instituição que deveria defender os direitos de todos, inclusive das pessoas com deficiência.

“Eu sou um ser humano como você. Nossa única diferença é um cromossomo extra”, escreveu ela. “E parece que meu cromossomo extra me deixa muito mais tolerante que o senhor”.

A argumentação de Fien é que a ONU se comporta como os nazistas, promovendo de maneira disfarçada a eugenia. Além de seis milhões de judeus, a ideologia de Adolf Hitler, que defendia uma “pureza de raça” assassinou entre 1939 e 1945 milhares de deficientes, ciganos, negros e homossexuais.

“Sua proposta é nojenta e má. Você precisa pedir desculpas pelos seus horríveis comentários. Você também deve ser retirado da posição de especialista que ocupa no Conselho de Direitos Humanos. Você não é um especialista em síndrome de Down. Você, senhor, não pode falar em nome da minha comunidade…. Se outras características hereditárias, como a cor da pele, fossem usadas para erradicar um grupo de pessoas, o mundo gritaria. Por que vocês não estão chorando quando pessoas como eu estão sendo extintas? O que fizemos para fazer vocês quererem que desapareçamos? Até onde sei, pessoas como eu não odeiam, discriminam nem cometem crimes”, disse Fien na carta, que foi postada nas redes sociais, gerando uma onda de apoio a ela e em solidariedade às pessoas com deficiência.
Aborto de pessoas com Down
Diversas reportagens veiculadas na imprensa internacional, que tiveram repercussão também no Brasil, mostram como existe um número crescente de mães e pais, nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, que decidem pelo aborto ao saberem que a criança terá síndrome de Down.

Após testes pré-natais coletando-se uma amostra de sangue da mãe na terceira semana de gestação, é possível identificar quem possui trissomia 21, condição genética que leva ao nascimento de crianças com síndrome de Down.

Nos Estados Unidos o número de abortos de fetos diagnosticados com trissomia 21 foi de 67% (estatística do período 1995-2011). Na França, chegou a 77% (2015), no Reino Unido a média é de 90% (2011). Na Dinamarca o número chega 98% (2015). Mas é na Islândia que a questão tomou proporções inimagináveis, pois praticamente 100% dos casos resultam em aborto.

Fonte: Faith Wire

O que a Igreja ensina sobre a fecundação artificial

Campos de concentração para eliminar pessoas? Certamente, muitos de nós ficaríamos horrorizados só em pensar na ideia. No entanto, damos de ombros para o fato de que, através da fertilização “in vitro”, milhares de seres humanos sejam arbitrariamente manipulados e selecionados para morrer.

A fecundação artificial, também denominada “in vitro”, consiste na fecundação de um óvulo em proveta, fora portanto do corpo da mulher. Nisso o procedimento é diferente da “inseminação artificial”, que acontece mediante a transferência, nas vias genitais da mulher, do esperma previamente recolhido. O juízo moral a respeito de ambas as práticas é negativo, de acordo com o Magistério da Igreja, mas, neste episódio de “A Resposta Católica”, apenas a fecundação artificial será objeto de análise.

Vejamos, então, por que razões a Igreja se manifesta contrária a essa técnica de procriação. Os argumentos para rejeitar a fecundação “in vitro” podem ser condensados basicamente em dois, os quais são expressos em duas importantes declarações do Magistério recente da Igreja. Deixamos transcritos abaixo os trechos que consideramos mais relevantes para a abordagem integral da questão.

1. “Um ponto preliminar para o juízo moral acerca de tais técnicas é constituído pela consideração das circunstâncias e das conseqüências que elas comportam em relação ao respeito devido ao embrião humano. A consolidação da prática da fecundação in vitro exigiu inúmeras fecundações e destruições de embriões humanos. Ainda hoje, pressupõe habitualmente uma hiperovulação da mulher: vários óvulos são extraídos, fecundados e, a seguir, cultivados in vitro por alguns dias. Normalmente, nem todos são inoculados nas vias genitais da mulher; alguns embriões, comumente chamados ‘excedentes’, são destruídos ou congelados. Entre os embriões implantados, às vezes alguns são sacrificados por diversas razões eugênicas, econômicas ou psicológicas. Tal destruição voluntária de seres humanos ou a sua utilização para diversos fins, em detrimento da sua integridade e da sua vida, é contrária à doutrina já recordada, a propósito do aborto provocado.

Freqüentemente verifica-se uma relação entre fecundação in vitro e eliminação voluntária de embriões humanos. Isso é significativo: com esta maneira de proceder, de finalidades aparentemente opostas, a vida e a morte acabam submetidas às decisões do homem que, dessa forma, vem a se constituir doador arbitrário de vida ou de morte. Esta dinâmica de violência e de domínio pode permanecer despercebida por parte daqueles mesmos que, querendo utilizá-la, a ela se sujeitam. Um juízo moral acerca do FIVET (fecundação in vitro e transferência do embrião) deve levar em consideração os dados de fato aqui recordados e a fria lógica que os liga: a mentalidade abortista que o tornou possível, conduz assim, inevitavelmente, ao domínio por parte do homem sobre a vida e a morte dos seus semelhantes, que pode levar a uma eugenia radical.

No entanto, abusos deste tipo não eximem de uma aprofundada e ulterior reflexão ética acerca das técnicas de procriação artificial consideradas em si mesmas, abstração feita, tanto quanto possível, da destruição dos embriões produzidos in vitro.” (Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Donum Vitae, sobre o respeito à vida humana nascente e a dignidade da procriação, de 22 de fevereiro de 1987)

2. “Além disso, é eticamente inaceitável para a Igreja a dissociação da procriação do contexto integralmente pessoal do ato conjugal, pois a procriação humana é um ato pessoal do casal homem-mulher, que não admite nenhuma forma de delegação substitutiva. A aceitação pacífica da altíssima taxa abortiva das técnicas de fecundação in vitro demonstra eloquentemente que a substituição do ato conjugal por um procedimento técnico – além de não ser conforme ao respeito devido à procriação, que não se reduz à simples dimensão reprodutiva – contribui para enfraquecer a consciência do respeito devido a cada ser humano. O reconhecimento de tal respeito é favorecido pela intimidade dos esposos, animada pelo amor conjugal.

A Igreja reconhece a legitimidade do desejo de ter um filho e compreende os sofrimentos dos cônjuges angustiados com problemas de infertilidade. Tal desejo, porém, não pode antepor-se à dignidade de cada vida humana, a ponto de assumir o domínio sobre a mesma. O desejo de um filho não pode justificar a ‘produção’, assim como o desejo de não ter um filho já concebido não pode justificar o seu abandono ou destruição.” (Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Dignitas Personae, sobre algumas questões de bioética, 8 de setembro de 2008, n. 16)

O Catecismo da Igreja Católica lembra, enfim, aos casais que não podem gerar filhos que “a esterilidade física não é um mal absoluto” (n. 2379). Embora constitua um fato particularmente doloroso, unidos ao sacrifício de Cristo, os nossos sofrimentos adquirem valor redentor. Além disso, mesmo àqueles casais que não podem oferecer à Igreja filhos gerados de seu próprio ventre, permanece vivo o apelo de Cristo para que se tornem efetivamente pais espirituais, gerando filhos já, não para este mundo terreno e passageiro, mas para a vida vindoura e eterna.

Charlie Gard: Cardeal Elio Sgreccia desmascara os argumentos da sentença

Nestas horas dramáticas, testemunho, doloroso e impotente, a evolução recente e os contornos ruinosas que estão tomando a história do pequeno Charlie Gard, o britânico de 10 meses, criança que sofre de síndrome mitocondrial de encefalomiopatia de início na infância, que, com base em decisões judiciais e mais recentemente pelo próprio Tribunal de direitos Humanos Europeu, deve ser acompanhado até a morte por meio do desprendimento da máquina que garante a sua ventilação mecânica e a interrupção simultânea de alimentação e hidratação artificiais, não antes de ter adquirido um estado de sedação profunda.

Nos diferentes graus de julgamento, os tribunais ingleses têm reafirmado que o processo de decadência geral das condições clínicas de Charlie e, com ela, a deterioração gradual e inexorável da função do órgão que preside às funções vitais, em primeiro lugar entre todos os respiradores, leva a acreditamos que qualquer decisão sobre novas ações que prolongasse -o em condições de vida semelhantes, seria julgada ilegítima, uma vez que nem tomadas no real, os melhores interesses da pequena, mas se destina a aumentar com o tempo e intensidade, a dor e o sofrimento do mesmo.

O que é mais surpreendente é que a própria ideia de apresentar Charlie para núcleos de terapias experimentais de protocolos que estão em desenvolvimento foi considerada impraticável. O Estados Unidos, propôs a fotografia mais avançada dos pais, melhor ainda “inútil”, por consultores médicos entrevistados pelos juízes, em face da necessidade realmente urgente, você quer dar um desempenho imediatamente e permanentemente para dispositivos julgados unânimes desde falado aqui.
Parece que todo mundo tem contribuído, ao longo dos últimos seis meses, para criar uma espécie de “thanatological agressiva” contra o pequeno Charlie, uma corrida, por juízes e médicos, destinadas a assegurar a resolução mais rápida possível para o seu caso, fazendo silenciando qualquer ressurgimento da esperança dos pais, bem como cada raio de luz sobre as chances de sucesso de uma terapia que, embora apenas testado em ratos e uma cepa de outras crianças britânica que sofreram pelas doenças, de acordo com o mesmo professor responsável do experimento em curso nos EUA, quando perguntado especificamente pelos pais de Charlie, poderia, pelo menos teoricamente, ser benéfico para suas condições gerais de saúde. É verdade que depois que ele pediu permissão para prosseguir com o julgamento da terapia de Charlie, em janeiro, a encefalopatia epiléptica é sofrimento criado por crises repetidas, e danos cerebrais mais graves; Mas aqui o que você quer para discutir as preocupações bastante, e sempre, a capacidade de decidir quando e como acabar com a vida de um ser humano indefeso. Para este fim, parece apropriado considerar alguns pontos críticos que emergem da reflexão global sobre esta história, para muitos aspectos paradigmáticos.

  1. O incurability nunca pode ser confundido com o incurável: uma pessoa com um mau pensamento, o estado atual da medicina, incurável, é, paradoxalmente, a pessoa que mais do que qualquer outro tem o direito de solicitar e obter assistência e cuidado, foco e dedicação contínua: é um alicerce fundamental da ética do cuidado, que tem como principal alvo aqueles que estão em um estado, minoria, grande fraqueza vulnerável. E Charlie é o exemplo paradigmático de alguém que tem o direito de ser assistido em todas as fases de sua doença, por necessidade, devido à idade e doença, que vive. A face humana da medicina se manifesta na prática clínica do “cuidar” da vida do sofrimento e doentes.
  2. O direito de ser continuamente objeto, ou melhor ainda, objeto de atenção e cuidado de familiares ou não, está na dignidade que uma pessoa humana, mesmo recém-nascidos, doentes e sofredores, nunca deixa de ser o titular. É o ser substancial do homem e os seus poderes que sustentam que a dignidade, não só a sua concreta e desconto acidental. Isto é o que se entende por “dignidade puramente ontológica da pessoa”, um status que é independente completamente do direito de usar ativamente e requintadamente as próprias faculdades de um ser racional, bastando que eles existem como atual potencial e, possivelmente, acionável ser racional o mesmo .
  3. A hidratação de alimentação artificial por sondanaso-gástrica, em nenhum caso, pode ser considerada como uma terapia. Há tanta artificialidade do meio utilizado para administrar, uma vez que não considerar a terapia dar leite para o bebê usando uma mamadeira. Não é que para os processos pelos quais estes alimentos são produzidos é, uma vez que não consideram o leite em pó a terapia, por exemplo, a produção dos quais também sofre de um processo industrial de comprimento e totalmente mecanizada. Não é pelo fato de que o saco parenteral é prescrito por um médico especialista, porque a mesma compra de fórmula é sujeito a receita médica pediatra. Água e alimentos não se tornem dispositivos médicos no único fundamento de que são administrados artificialmente, de modo a não interromper você suspender a terapia, mas é deixar morrer de fome e se depois simplesmente não é capaz de alimentar-se.
  4. A ideia-chave que fundou o consentimento informado tem a ver com o princípio de que o paciente nunca é um indivíduo anônimo de aplicar determinados conhecimentos técnicos, mas um sujeito consciente e responsável, que deve ser chamada a participar no desenvolvimento ponto de que é necessário para ocasionar uma melhoria na sua saúde e, possivelmente, alcançar a cura e tratamento meta. Isto implica a necessidade de ser envolvido nas decisões que lhe dizem respeito, em uma relação dialógica que evita que vem para descansar na posição de ter de aceitar passivamente a decisão e as escolhas dos outros. A história do pequeno Charlie, prova em contrário, uma vez que é determinado sobre a dinâmica de tempo de desconexão substancial entre as decisões médicas e a vontade de seus pais, como evidenciado pela última emblematicamente a sua proibição, que é a podem transportar, para ver a morte em sua casa, seu filho.
  5. A proibição de sujeitar Charlie o tratamento experimental não pode, em circunstâncias, ser justificada por atraente para o estado de sofrimento que o mesmo está atualmente a viver. É bem possível que a terapia experimental não produzir os resultados médicos esperados, mas é igualmente verdade que os sofrimentos do Charlie pedir uma abordagem paliativa integral e sistemática que hipoteticamente poderia acompanhar o julgamento. O encerramento do acesso a estas terapias, foi justificada tanto em nome da futilidade do mesmo – aparente prognóstico cuja aleatoriedade está dentro absolutamente rotineira e seus parâmetros incertos de cada terapia experimental -, e em que a necessidade de poupar esses sofrimentos além disso, que prolongam a vida de tal condição poderia ter gerado: assim, a perspectiva mesmo remotamente para deixar vivo Charlie, ou mesmo para estender o tempo de vida por meio da terapia experimental, acredita-se, a priori, foi uma perspectiva não viável em nome da necessidade de evitar causar sofrimento adicional, e isto não é através de solução paliativos adequados, mas pela morte induzida.
  6. O princípio dos melhores interesses da criança, que as cartas internacionais colocar no centro dos mecanismos para a proteção do mesmo e que os mesmos tribunais ingleses tomaram uma justificação chave para suas decisões, dificilmente implica, ou melhor, uma forma legítima de eutanásia passivo como aquele que foi decidido praticar no pequeno Charlie. Acreditamos que seu interesse para ir na direção de assegurar uma existência digna quanto possível, através de uma estratégia analgésica adequada para controlar a dor, se você realmente não deve ser possível percorrer o caminho para acessar o protocolo experimental já em curso EUA. Que é exatamente o que eles têm continuamente pediu aos pais Charlie até agora.
  7. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, tem incrivelmente glissando em todos os aspectos de conteúdo listados até agora e de fato parece ter ido mais longe, assumindo uma postura argumento puramente processual, em nome do princípio da margem de apreciação. Enquanto ele apontou no seu acórdão que é de 28 de junho, que as decisões dos tribunais nacionais Inglês completadas de nenhuma maneira uma violação dos artigos 2, 6 e 8 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, confirmando assim a correção formal de suas ações, por outro lado, decidiu não ir para a história da respiração-power-hidratação artificial suspensas em nome do soberano que a autonomia dos Estados-Membros que os autorizam a regular à vontade as questões por implicações eticamente mais complicadas, como é o caso de praticidade ou menos eutanásia passiva em um recém-nascido. E isso apesar do fato de que as disposições conjugadas dos artigos 2 e 8 da Convenção para governar de forma muito clara a proibição de privar deliberadamente qualquer pessoa do bem fundamental da vida
  8. Não pode deixar de ver que por trás de todos os aspectos desta história, está escondido, embora nunca mencionou, uma idéia de eficiência na gestão dos recursos de saúde que leva a eliminá-los de uma forma que não pode gerar uma cultura insidiosa de resíduos. Em uma sociedade que inclui um fenômeno crescente de medicalização da doença e, juntamente com número de idosos cada vez maior, com o resultado de doenças degenerativas que eles trazem com eles, os recursos cada vez mais escassos destinados ao sistema de saúde por parte dos governos nacionais, alimenta uma ethos negócio da eficiência a qualquer custo que faz o seu vital objetivo exclusivo primário,,,, portanto, exagerar o número daqueles que, marginalizados por causa de sua expectativa de vida, são identificados como rejeito a ser eliminado, se possível.
  9. É ainda mais inquieta a facilidade com que aceitamos o paradigma da qualidade de vida, ou o modelo cultural que inclina-se para reconhecer a dignidade de algumas vidas não-humanas completamente identificadas e confundido com patologia que trazem ou o sofrimento que seja acompanhada. Nunca um paciente pode ser reduzida à sua patologia, como todos os seres humanos não cessa, por um momento, e apesar de sua condição de doença e / ou sofrimento, para ser um universo incomensurável de significado que merece atenção em todos os momentos de china que quer incondicionalmente o seu bom e não renunciou a considerar a sua existência como segunda classe pelo simples fato de derramar em necessidade, a necessidade, no sofrimento. Uma vida em que você faria um favor excluí-lo permanentemente. E isso é particularmente verdade no caso daqueles que não podem, ou não pode mais expressar o que é agora e que ouvem, como no caso do pequeno Charlie.
  10. No transparência das posturas esquizofrênicos implícitas por estes novos paradigmas culturais, pode-se compreender a ambivalência dos que, ao reivindicar a liberdade total de acesso e eutanásia indiscriminada, baseando-se na predominância exclusiva da autonomia individual, nega ao mesmo tempo essa decisão autonomia em outros casos, como o presente, onde acredita-se que eles têm o direito de decidir apenas os médicos, sem qualquer envolvimento dos pais. A ambivalência dos que pensam que é certo que eles pagam os médicos em posição de conceder ainda um longo margem aos pais para que possam processar a separação de seu filho, permitindo-lhes permanecer em sua companhia, e não a pensar em vez do que seria necessário mães de aluguel que são privadas de seus fetos, imediatamente após o nascimento, com os desejos de seus “proprietários barriga”. A ambivalência dos que pensam para proteger a dignidade da vida de um sujeito, negando a própria vida, que é a base príncipe não só da dignidade do homem, mas de toda a outro prêmio que pode ser feito em seu favor. A ambivalência dos que lutam pela proteção legal, direitos internacionais institucionais dos mais fracos, no quadro dos sistemas democráticos e, em seguida, aceita de bom grado para ver se Juizada legalizou a eutanásia, praticada até mesmo na menor, na maioria os fracos, os mais necessitados.
  • O Cardeal Elio Sgreccia, um dos principais bioeticistas reconhecidos em todo o mundo, foi presidente da Pontifícia Academia para a Vida, de 2005 a 2008.

Texto retirado do The Gift of Life Blog