Cristiano Ronaldo, Thiago Silva e o “Chaves” quase foram abortados por suas mães

Redação da Aleteia | Abr 10, 2018

3 testemunhos retumbantes para as mulheres que temem abraçar a vida dos próprios bebês que crescem em seu ventre

Cristiano Ronaldo

Cristiano Ronaldo | Twitter
Quando Maria Dolores descobriu que estava grávida pela quarta vez, procurou por um médico para fazer o aborto. O médico, porém, respondeu que não havia nenhuma razão física para abortar e que, além do mais, aquele bebê lhe traria muita alegria na vida.

Sem a cumplicidade do médico, Maria Dolores tentou sozinha outros métodos “caseiros” de aborto que, felizmente, não funcionaram. Por fim, ela se arrependeu e decidiu:

“Se a vontade de Deus é que esta criança nasça, que assim seja!”
Durante o parto, o mesmo médico disse uma frase que ficou para sempre na memória de Maria Dolores:

“Com pés como estes, ele será um jogador de futebol!”
Em outras consultas, vendo a preocupação da mãe, o médico a animava dizendo:

“Fica alegre, mulher, que este bebê vai te dar muita sorte na vida e muitas felicidades!”
Cristiano Ronaldo é hoje o craque decisivo de um dos maiores clubes de futebol do planeta, o Real Madrid, e já levou, diversas vezes, diferentes premiações de melhor jogador do mundo.

Thiago Silva

Dona Ângela, mãe do jogador brasileiro de futebol Thiago Silva, também revelou que tinha pensado em abortar.

“Eu cheguei a chorar no colo do meu pai dizendo que não queria fazer o aborto, mas que eu também não tinha condição de criar mais um filho. Só que ele não deixou que eu fizesse isso, que cometesse um pecado!”
De origem humilde, Thiago cresceu na favela de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Hoje, o caçula de dona Ângela é considerado um dos melhores zagueiros do mundo.

Roberto Gómez Bolaños, o “Chaves”

Conhecido no Brasil pela sua atuação como os personagens Chaves e Chapolin Colorado, o ator mexicano Roberto Gómez Bolaños revelou que, quando sua mãe estava grávida, sofreu um acidente em que quase morreu. Os médicos então recomendaram que ela abortasse.

A mãe respondeu:

“Abortar, eu? Jamais!”
E o “Chaves”, anos mais tarde, pôde assim testemunhar:

“Ela defendeu a vida, a minha vida. É graças a ela que eu estou aqui”

Sem Vida de Oração é impossível chegar à santidade

Os Santos Padres e os grandes mestres da vida espiritual estão todos de acordo em proclamar a eficácia santificadora, verdadeiramente extraordinária, da oração. Sem oração — sem muita oração — é impossível chegar à santidade.

Os testemunhos que se poderiam apresentar são inúmeros [1]. A título de exemplo, porém, reuniremos aqui apenas alguns.

São Boaventura. — “Se queres sofrer com paciência as adversidades e misérias desta vida, sê homem de oração.

Se queres alcançar virtude e fortaleza para vencer as tentações do inimigo, sê homem de oração.

São Boaventura.
Se queres mortificar tua vontade própria com todas os seus gostos e apetites, sê homem de oração.

Se queres conhecer as astúcias de Satanás e defender-te de seus enganos, sê homem de oração.

Se queres viver alegremente e caminhar com suavidade pelo caminho da penitência e do trabalho, sê homem de oração.

Se queres afugentar da tua alma as moscas importunas dos vãos pensamentos e cuidados, sê homem de oração.

Se a queres sustentar com a gordura da devoção e trazê-la sempre cheia de bons pensamentos e desejos, sê homem de oração.

Se queres fortalecer e confirmar teu coração no caminho de Deus, sê homem de oração.

Finalmente, se queres desenraizar da tua alma todos os vícios e plantar em seu lugar as virtudes, sê homem de oração: porque nela se recebe a unção e a graça do Espírito Santo, que ensina todas as coisas.

Além disso, se queres subir à altura da contemplação e gozar dos doces abraços do esposo, exercita-te na oração, porque este é o caminho por onde a alma sobe à contemplação e gosto das coisas celestiais.” [2]

São Pedro de Alcântara. — Citando um outro autor, escreve:

Na oração, purifica-se a alma dos pecados, apascenta-se a caridade, certifica-se a fé, fortalece-se a esperança, alegra-se o espírito, derretem-se as entranhas, pacifica-se o coração, descobre-se a verdade, vence-se a tentação, renovam-se os sentidos, repara-se a virtude enfraquecida, despede-se a tibieza, consome-se a ferrugem dos vícios, e saltam as centelhas vivas de desejos do céu, entre as quais arde a chama do divino amor. Grandes são as excelências da oração, grandes são seus privilégios. A ela estão abertos os céus, a ela se descobrem os segredos, e a ela estão sempre atentos os ouvidos de Deus. [3]
Santa Teresa. — Para a grande mestra da vida espiritual, a oração é o tudo! Não há outro exercício no qual insista tanto, em todos os seus escritos, e ao qual conceda tanta importância santificadora como à oração. Parece-nos inútil citar textos: basta abrir ao acaso qualquer um dos seus livros. Segundo ela, a alma que não faz oração está perdida; jamais chegará à santidade. De igual modo pensava São João da Cruz, tão identificado com a insigne reformadora do Carmelo.

A alma que não faz oração está perdida; jamais chegará à santidade.
São Francisco de Sales. — “Pela oração falamos a Deus e Deus reciprocamente nos fala, aspiramos a Ele e respiramos n’Ele, e Ele nos inspira e respira sobre nós.

Mas de que tratamos nós na oração? Qual é o assunto da nossa conversação? Nela, Teótimo, não se fala senão de Deus; porque de que mais pode falar e se entreter o amor senão do amado? Por isso, a oração e a teologia mística são uma mesma coisa. Chama-se teologia porque, assim como a teologia especulativa tem a Deus por objeto, também a teologia mística não fala senão de Deus, mas com três diferenças:

aquela trata de Deus enquanto Deus, e esta fala de Deus enquanto sumamente amável; isto é, aquela considera a Divindade da Suma Bondade, e esta a Bondade da Divindade;
a especulativa trata de Deus com os homens e entre os homens; a teologia mística fala de Deus, com Deus e em Deus;
a especulativa tende ao conhecimento de Deus, e a mística ao amor, de modo que aquela torna seus alunos sábios, doutos e teólogos; enquanto esta os torna ardentes, afeiçoados e amantes de Deus.” [4]
Os textos poderiam multiplicar-se com abundância, mas não é necessário. Todas as escolas de espiritualidade cristã concordam em proclamar a necessidade absoluta da oração e sua extraordinária eficácia santificadora.

À medida que a alma intensifica a sua vida de oração, aproxima-se mais de Deus, em cuja perfeita união consiste a santidade. A oração é a frágua do amor, onde se acende a caridade e se ilumina e abrasa a alma com suas labaredas, que são luz e vida ao mesmo tempo. Se a santidade é amor, união com Deus, o caminho mais curto e rápido para que a alcancemos é a contínua e ardente vida de oração.

Referências

Remetemos o leitor à preciosa obra do P. Arintero, Cuestiones místicas, principalmente à questão 2, artigos 4-5, onde se pode encontrar um verdadeiro arsenal de testemunhos dos Santos Padres e místicos experimentais.
Citado ou comentado por São Pedro de Alcântara: Tratado de la oración, p. 1.ª, c. I. Esta pequena obra, como se sabe, é uma recopilação da que, com o mesmo título, foi publicada pelo Frei Luís de Granada.
Tratado de la oración, p. 1ª, c. I.
Tratado do Amor de Deus, l. 6, c. 1.
Notas

Traduzido e adaptado de Teología de la Perfección Cristiana. Madri: BAC, 2015, pp. 636-638, n. 481.

Anjos da Guarda

É doutrina comum e cara na Igreja que a um anjo do Senhor está confiada a guarda de cada batizado. O Catecismo do Concílio de Trento resumia a doutrina tradicional dos séculos anteriores nestes termos:

Por desígnio de sua providência, confiou Deus aos anjos a obrigação de guardarem o gênero humano e de assistirem a todos os homens individualmente, para que não sofram dano de maior gravidade. Assim como os pais dão aos filhos guardas, que os defendem de perigos, quando precisam viajar por caminhos expostos e arriscados, assim também o Pai Celeste destinou a cada um de nós um anjo que nos proteja, com seu auxílio e vigilância, para podermos evitar as emboscadas dos inimigos e repelir seus tremendos ataques contra nós; para que, sob a sua direção, possamos conservar-nos no caminho reto e que nenhum ardil do falso adversário nos faça desviar do rumo que leva ao céu.
O Catecismo tem ainda o cuidado de explicar: “Deus não só envia seus anjos em certas ocasiões e para fins particulares, mas também lhes confiou nossa proteção desde o primeiro instante de nossa existência e incumbiu-lhes de velarem pela salvação individual de todos os homens”.

A Igreja endossou oficialmente esta doutrina estabelecendo para o dia 2 de outubro uma festa litúrgica universal para os santos anjos da guarda. A liturgia deste dia nos oferece um rico florilégio de textos (orações, hinos, leituras, responsórios, antífonas e salmos), nos quais a fé da Igreja se transforma em oração. A oração oficial deste dia reza: “Ó Deus, que na vossa misteriosa providência mandais os vossos anjos para guardar-nos, concedei que nos defendam de todos os perigos e gozemos eternamente do seu convívio”.

Todos conhecemos esta oração familiar: “Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador, a ti me confiou a piedade divina. Sempre me rege e guarda, governa e ilumina. Amém”. Durante o último Concílio ecumênico, o Vaticano II (de 1962 a 1965), todas as reuniões gerais dos bispos do mundo inteiro terminavam sempre com esta piedosa invocação. Era a expressão da fé da Igreja universal em forma de oração, segundo o conhecido adágio: a lei da oração é a lei da fé, isto é: a lei da fé deve estabelecer a lei da oração.

Pode-se por isso afirmar que a doutrina acerca do ministério dos anjos, tal como está nos numerosos textos litúrgicos, é a expressão pública da fé católica. A Igreja:

reza aos anjos da guarda porque crê que eles receberam de Deus a especial missão de servir aos que devem herdar a salvação;
suplica ao anjo que apresente nossas orações ao Senhor porque crê que o espírito celeste serve de intermediário;
manda que unamos nossas vozes com as dos anjos porque crê que eles estão ao nosso lado, na igreja, para cantar conosco as glórias do Criador;
ordena com frequência implorar o auxílio do anjo na hora da luta contra as tentações e emboscadas do diabo e seus demônios porque crê que estes andam de fato por aí como um leão a rugir procurando a quem devorar, e que o anjo é particularmente indicado para valer-nos nesta sorte de combates espirituais;
em cerimônia solene implora do céu anjo especial para custodiar um templo porque crê que Deus há de enviá-lo realmente;
faz-nos rezar todos os dias ao anjo para que nos ilumine porque crê que ele pode fazê-lo e está disposto a isso;
suplica a presença do anjo da paz porque crê que os espíritos celestes podem ser deputados para tal missão;
exige o afastamento do demônio e a presença do anjo bom porque crê na atuação real de um e de outro;
nomeia e estabelece anjos como patronos e protetores de nações, províncias, dioceses, paróquias ou comunidades porque crê que os espíritos virão mesmo tomar conta e defender o que lhes foi confiado;
pede aos anjos que acompanhem e protejam seus filhos nas viagens porque crê que o exemplo de Tobias não foi nem é singular;
chama os anjos na hora da morte, roga-lhes que nos defendam na derradeira agonia porque crê que os anjos nos acompanham de fato até estar definitivamente garantida nossa eterna beatitude.
Na Carta aos Hebreus damos com um texto particularmente expressivo. O inspirado autor fala da superioridade de Jesus Cristo sobre os anjos, apresenta vários argumentos para sua tese e lança então, no v. 14 (do capítulo I), uma pergunta como se fosse um argumento: “Porventura, não são todos eles (os anjos) espíritos servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação?”

Esta pergunta do Apóstolo permite uma afirmação positiva, que é precisamente a doutrina da Igreja sobre os anjos da guarda: os anjos são espíritos destinados a ministrar (o grego diz: leit-ourgikós: destinado ao serviço, ao ministério), enviados por Deus para servir (diakonia) aos que devem herdar a salvação. Jesus falou provavelmente destes anjos-diáconos quando, em Mt 18, 10, nos admoesta que não devemos dar escândalo aos pequeninos “porque seus anjos no céu contemplam continuamente a face do Pai”.

Não é sem comoção que lemos esta revelação do anjo a Tobias:

Vou descobrir-vos a verdade — diz o anjo — e não vos ocultarei o que está em segredo: quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos e deixavas o teu jantar e escondias os mortos em tua casa de dia e os enterravas de noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor. (Tb 12, 11-12; cf. 3, 25)
Os Santos Padres falam frequentemente deste “anjo da oração”. A Igreja Orante exprime esta sua fé num momento solene, na Oração Eucarística chamada Cânon Romano, num texto que inexplicavelmente foi omitido na atual tradução brasileira oficial: “Supplices te rogamos, omnipotens Deus: iube haec perferri per manus sancti Angeli tui in sublime altare tuum, in conspectu divinae maiestatis tuae”. Lembra as “taças de ouro cheias do perfume, que são as orações dos santos” e que estão sobre o altar do céu (Ap 5, 8).

Os anjos nos acompanham desde o primeiro instante de nossa existência até estar definitivamente garantida nossa eterna beatitude.
Por isso a Igreja reza sobre as oferendas, na missa votiva dos santos anjos: “Nós vos apresentamos, ó Deus, com nossas humildes preces, estas oferendas de louvor; levadas pelos anjos à vossa presença, sejam recebidas com agrado e obtenham para nós a salvação”.

Alegram-se os anjos com a perseverança dos justos e a conversão dos pecadores (cf. Lc 15, 10). Procuram, por isso, levar os pecadores ao arrependimento e à penitência. O “anjo da penitência” ocupa um lugar especial na Patrística. O anjo deve excitar na alma a contrição. Mas se ele acorda em nós o remorso, será para o nosso bem e nossa paz. O “anjo da paz” passou da Patrística para a Liturgia. Nosso atual ritual romano exclama muitas vezes: “Esteja presente o anjo da paz!” Como confortou a Cristo em agonia (cf. Lc 22, 43), assim deve trazer também a nós a paz interior.

O anjo da guarda é particularmente invocado “para que nos ilumine”. Pode e deve haver com o anjo verdadeira “conversação”. Mas não é dado aos anjos penetrar em nossa intimidade mais profunda. Só Deus é o perscrutador dos corações. Falando da nossa consciência, ensina o Concílio Vaticano II que ela “é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem, onde ele está sozinho com Deus” (Gaudium et Spes, 16). Lá o anjo só entra se for convidado e lhe abrirmos o coração.

“Enviado por Deus para nos servir” (Hb 1, 14), alguma coisa real o anjo terá que fazer em nosso favor. Com ordem divina para nos ajudar, com vontade de socorrer, com possibilidade de auxiliar, com inúmeras oportunidades para isso, o anjo de fato nos favorece na medida em que nele confiarmos e a ele nos abrirmos. Mas também com relação aos anjos parece valer a admoestação do apóstolo: “Não apagueis o espírito” (1Ts 5, 19). Desgraçadamente, pode o homem “apagar o espírito”, anular sua ação, fechar-se em orgulhosa autossuficiência, não querer o auxílio do anjo, não confiar nele, não rezar a ele, ignorá-lo, desprezá-lo, pode até negar sua existência.

Devemos estar abertos para a ação do anjo, confiar nele, dar-lhe oportunidades, manifestar-lhe nossos pensamentos e desejos íntimos, querer receber suas iluminações, manter com ele verdadeiras relações de amizade: ele quer ser nosso companheiro e amigo!

Referências

Transcrito e levemente adaptado de “Espiritismo, orientação para os católicos”, 9.ª ed., São Paulo: Loyola, 2014, pp. 191-194.

A verdadeira razão pela qual católicos não podem ser maçons

Padre Paulo Ricardo | Ago 31, 2017

Três séculos após a fundação da primeira Grande Loja Maçônica, os princípios dessa instituição continuam frontalmente incompatíveis com a doutrina católica

Por Ed Condon [*] — O antagonismo recíproco entre a Igreja Católica e a Maçonaria está bem firmado e é de longa data. Durante a maior parte dos últimos 300 anos, as duas instituições têm sido reconhecidas, mesmo pela mentalidade secular, como implacavelmente opostas uma à outra. Em décadas recentes, a animosidade entre elas tem-se apagado da consciência pública em grande medida, devido ao menor envolvimento direto da Igreja em assuntos civis e à derrocada dramática da Maçonaria, tanto em números quanto em importância. Mas, por ocasião dos 300 anos da Maçonaria, vale a pena rever o que sempre esteve no “núcleo” da absoluta oposição da Igreja a esse grupo. Aparentemente, a Maçonaria pode não passar de um clube esotérico masculino, mas ela já foi, e continua sendo, um movimento filosófico altamente influente — e que impactou de modo dramático, ainda que sutil, a sociedade e a política modernas no Ocidente.

A história da Franco-maçonaria preenche, por si só, vastas páginas. A sua gradual transformação de guildas de pedreiros medievais em uma rede de sociedades secretas, com uma filosofia e um rito gnósticos próprios, pode ser lida com grande interesse. A versão mais recente da Franco-maçonaria teve início com a formação da Grande Loja da Inglaterra, em 1717, em um bar chamado Goose & Gridiron, próximo à Catedral londrina de São Paulo Apóstolo. Nos primeiros anos, antes que a Igreja fizesse qualquer pronunciamento formal sobre o assunto, muitos católicos já faziam parte da associação e a “diáspora” dos católicos e jacobitas ingleses foi crucial para espalhar a Franco-maçonaria na Europa continental. Ela chegou a se tornar, em alguns lugares, tão popular entre os católicos que o Rei Francisco I da Áustria serviu de protetor formal da instituição.

Mesmo assim, a Igreja se converteu na maior inimiga das lojas maçônicas. Entre o Papa Clemente XII, em 1738, e a promulgação do primeiro Código de Direito Canônico, em 1917, oito papas ao todo escreveram condenações explícitas à Franco-maçonaria. Todas previam a mais estrita pena eclesiástica para quem se associasse: excomunhão automática reservada à Sé Apostólica.

Mas o que a Igreja entendia, e entende hoje, por Franco-maçonaria? Que características fizeram com que ela merecesse uma tal condenação?

É comum ouvirmos dizer que a Igreja se opôs à Franco-maçonaria por causa do caráter supostamente revolucionário ou sedicioso das lojas. Está relativamente difundida a ideia de que as lojas maçônicas eram células essencialmente políticas para republicanos e outros reformistas, e a Igreja se opunha a elas para defender o velho regime absolutista, ao qual ela estava institucionalmente atrelada. No entanto, embora a sedição política eventualmente se sobressaísse na oposição da Igreja à Maçonaria, essa não era, em hipótese alguma, a razão originária de sua rejeição. O que Clemente XII denunciou originalmente não era uma sociedade republicana revolucionária, mas um grupo que propagava o indiferentismo religioso: a ideia de que todas as religiões (e nenhuma delas) têm igual validade, e que na Maçonaria estão todas unidas para servirem a um entendimento comum e mais elevado da virtude. Os católicos, como membros, deveriam colocar sua adesão à loja acima de sua pertença à Igreja. Em outras palavras, a proibição rigorosa da Igreja devia-se não a motivos políticos, mas ao cuidado com as almas.

Desde o princípio, a preocupação primária da Igreja foi a de que a Maçonaria submete a fé de um católico à da loja, obrigando-o a colocar uma fraternidade secularista fundamental acima da comunhão com a Igreja. A linguagem legal e as penalidades aplicadas nas condenações à Franco-maçonaria eram, na verdade, muito similares àquelas usadas na supressão dos albigenses: a Igreja vê a Franco-maçonaria como uma forma de heresia. Ainda que os próprios ritos maçônicos contenham um material considerável que pode ser chamado de herético — e até de explicitamente anticatólico, em alguns casos —, a Igreja sempre esteve muito mais preocupada com a filosofia geral da Franco-maçonaria do que com a ostentação de seus rituais.

Ao longo dos séculos XVIII e XIX, a Igreja Católica e o seu lugar de privilégio no governo e na sociedade de muitos países europeus tornaram-se objeto de crescente oposição secular e até mesmo de violência. Existem, é verdade, poucas evidências históricas — se é que as há — de que as lojas maçônicas tenham desempenhado um papel ativo no início da Revolução Francesa. De qualquer modo, a causa dos horrores anticlericais e anticatólicos da Revolução pode ser encontrada na mentalidade secularista descrita pelas várias bulas papais que condenam a Maçonaria. As sociedades maçônicas foram condenadas não porque pretendessem ameaçar as autoridades civis e eclesiásticas, mas porque uma tal ameaça, na verdade, constituía a consequência inevitável de sua existência e crescimento. A revolução era o sintoma, não a doença.

A coincidência de interesses entre Igreja e Estado, e o ataque a elas empreendido por sociedades secretas revolucionárias, foram mais claros nos Estados Papais da Península Itálica, onde a Igreja e o Estado eram uma só coisa. Assim que começou o século XIX, ganhou notoriedade uma imitação da Franco-maçonaria, de caráter revolucionário explícito e oposição declarada à Igreja: eles se chamavam de Carbonari (“carbonários”, palavra italiana para “carvoeiros”) e, em sua campanha por um governo constitucional secular, praticavam tanto o assassinato quanto a insurreição armada contra os vários governos da Península Itálica, sendo identificados como uma ameaça imediata à fé, aos Estados Papais e à própria pessoa do Pontífice Romano.

A ligação entre a ameaça passiva da filosofia secreta maçônica e a conspiração ativa da Carbonária foi explicada na Constituição Apostólica Ecclesiam a Jesu Christo, do Papa Pio VII, promulgada em 1821. Mesmo tratando e condenando a oposição aberta e declarada dos Carbonari à governança temporal dos Estados Papais, ainda assim era claro que a mais grave ameaça colocada por essas células violentamente revolucionárias era a sua filosofia secularista.

Ao longo de todas as várias condenações papais à Franco-maçonaria, mesmo quando as lojas financiavam ativamente campanhas militares contra o papa, como fizeram com a conquista de Garibaldi e a unificação da Itália, o que sempre constituiu a primeira objeção da Igreja à Loja foi a ameaça que ela representava à fé dos católicos e à liberdade da Igreja de agir em sociedade. O fato de os ensinamentos da Igreja serem minados nas lojas, e a sua autoridade em matéria de fé e moral ser questionada, era repetidamente descrito como uma conspiração contra a fé, tanto nos indivíduos quanto em sociedade.

Na encíclica Humanum Genus, o Papa Leão XIII descreveu a agenda maçônica como sendo a exclusão da Igreja da participação em assuntos públicos e a perda gradual de seus direitos como um membro institucional da sociedade. Durante o seu tempo como papa, Leão escreveu um grande número de condenações à Franco-maçonaria, tanto no âmbito pastoral quanto no âmbito legislativo. Ele sublinhou em detalhes o que a Igreja considerava ser a agenda maçônica, agenda esta que, lida com um olhar contemporâneo, ainda é de uma relevância surpreendente.

Ele se referiu especificamente ao objetivo de secularizar o Estado e a sociedade. Ressaltou em particular a exclusão do ensino religioso das escolas públicas e o conceito de que “o Estado, que deve ser absolutamente ateu, tem o inalienável direito e dever de formar o coração e os espíritos de seus cidadãos” ( Dall’Alto dell’Apostolico Seggio, n. 6). Também denunciou abertamente o desejo maçônico de tirar da Igreja qualquer forma de controle ou influência sobre escolas, hospitais, instituições de caridade públicas, universidades e qualquer outra associação que servisse ao bem comum. Também deu um destaque específico ao impulso maçônico de repensar o matrimônio como um mero contrato civil, promover o divórcio e apoiar a legalização do aborto.

É praticamente impossível ler esta agenda e não reconhecer nela a base de quase todo o nosso discurso político contemporâneo. O fato de muitos de nossos principais partidos políticos, se não todos, apoiarem tranquilamente essas ideias, e o próprio conceito de Estado secular e suas consequências sobre a sociedade ocidental, incluindo a pervasiva cultura do divórcio e a disponibilidade quase universal do aborto, tudo isso é uma vitória da agenda maçônica. E isso levanta questões canônicas muito sérias sobre a participação católica no atual processo político secular.

Ao longo de séculos de condenações papais à Franco-maçonaria, era normal que cada papa incluísse nomes de novas sociedades que compartilhavam da filosofia e da agenda maçônicas e que, por isso, também deveriam ser entendidas pelos católicos, nos termos da lei canônica, como “maçônicas”. No século XX, isso chegou a incluir partidos políticos e movimentos como o comunismo.

Quando o Código de Direito Canônico foi reformado, após o Vaticano II, o cânon específico que proibia os católicos de aderirem a “seitas maçônicas” foi revisado. No novo código, promulgado em 1983 por São João Paulo II, a menção explícita à Franco-maçonaria foi retirada completamente. O novo cânon 1374 refere-se somente a associações “que maquine[m] contra a Igreja”. Muitos entenderam essa mudança como um indicativo de que a Franco-maçonaria não mais era considerada má aos olhos da Igreja. Na verdade, os membros do comitê responsável pela reforma esclareceram que eles queriam se referir não apenas aos franco-maçons, mas a muitas outras organizações; a conspiração da agenda secularista maçônica tinha-se espalhado para tão além das lojas que continuar usando um termo abrangente como “maçônico” seria confuso. O então Cardeal Ratzinger emitiu um esclarecimento da nova lei em 1983, no qual deixou claro que o novo cânon havia sido formulado para encorajar uma interpretação e uma aplicação mais abrangentes.

Dado o entendimento cristalino, no ensinamento da Igreja, do que a conspiração ou a agenda maçônica incluem — a saber, o matrimônio como um mero contrato civil aberto ao divórcio à vontade; o aborto; a exclusão do ensino religioso das escolas públicas; a exclusão da Igreja do provimento de bem-estar social ou do controle de instituições de caridade —, parece-nos impossível não perguntar: quantos de nossos partidos políticos no Ocidente não estariam agora sob a proibição do cânon 1374? A resposta talvez não agrade muito aqueles que querem ver um fim para a chamada “guerra cultural” dentro da Igreja.

Mais recentemente, o Papa Francisco tem falado repetidas vezes de sua grave preocupação com uma infiltração maçônica na Cúria e em outras organizações católicas. Ao mesmo tempo, ele alertou contra a Igreja se tornar uma mera ONG em seus métodos e objetivos — perigo que vem diretamente dessa mentalidade secularista a que a Igreja sempre chamou “filosofia maçônica”.

A infiltração maçônica na hierarquia e na Cúria tem sido tratada há muito tempo como uma espécie de versão católica do “bicho-papão” embaixo da cama, ou da paranoia macarthista com infiltrados comunistas. De fato, quando se conversa com pessoas que trabalham no Vaticano, rapidamente se descobre que, para cada dois ou três que riem dessa história, há pelo menos um que deparou diretamente com esse fato. Eu mesmo conheço pelo menos duas pessoas que, durante o tempo em que trabalharam em Roma, foram abordadas para se associarem. O papel das lojas maçônicas como ponto de encontros confidencial para pessoas com ideias e agendas heterodoxas mudou pouco desde a França pré-revolucionária até o Vaticano de hoje. 300 anos após a fundação da primeira Grande Loja Maçônica, o conflito entre a Igreja e a Franco-maçonaria nunca esteve tão vivo.

(Via Pe. Paulo Ricardo)

O misterioso Homem do Sudário, reconstruído em 3D: assim era Jesus?

Lucandrea Massaro / Redação da Aleteia | Mar 28, 2018

Arrepiante: “Consideramos que finalmente estamos diante de uma imagem precisa de como era Jesus nesta terra”, diz o cientista responsável

Estaremos diante de uma reconstituição do corpo real de Jesus Cristo?

“Esta estátua é a representação tridimensional do Homem do Sudário, em tamanho natural, feita com base em medidas milimétricas tomadas do pano em que o corpo de Cristo foi envolvido após a crucificação”.
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Quem explica é Giulio Fanti, professor de medições mecânicas e térmicas na Universidade de Pádua e estudioso da relíquia, uma das mais enigmáticas e apaixonantes do mundo cristão (e também do mundo incrédulo). Com base em suas medições, o professor fez a reconstituição em 3D que, a seu ver, permite afirmar que essas são as reais características do Cristo crucificado.

“Consideramos que finalmente estamos diante de uma imagem precisa de como era Jesus nesta terra. A partir de agora não será mais possível retratá-lo sem levar em conta este trabalho”.
O professor concedeu à revista italiana Chi a conversa exclusiva em que afirmou:

“Segundo os nossos estudos, Jesus era um homem de extraordinária beleza. Longilíneo, mas muito robusto, tinha 1m80 de altura, quando a altura média naquele tempo era de cerca de 1m65. E tinha uma expressão real e majestosa” (cf. Vatican Insider).

Mediante os estudos e a projeção tridimensional, Fanti pôde também computar as numerosas feridas no corpo do Homem do Sudário:

“No Sudário eu contei 370 feridas de açoites, sem considerar as laterais, que o pano não revela porque envolveu apenas a parte anterior e a posterior do corpo. Mas podemos supor pelo menos 600 golpes. Além disso, a reconstrução tridimensional permitiu observar que, na hora da morte, o Homem do Sudário pendeu para a direita, porque o ombro direito foi deslocado de modo tão grave que lesou os nervos” (cf. Il Mattino di Padova).

As perguntas envoltas no mistério do Sudário são desafiadoras. Mais informações científicas e históricas podem ser encontradas acessando-se este artigo.

É notório que, nesse homem torturado, vemos sinais inquestionáveis de sofrimento. Os olhos da fé enxergam nele o homem por excelência, aquele que foi apresentado pela arrepiante frase “Ecce Homo”, “Eis o homem”; aquele que foi visto manso e majestoso diante de Pilatos, mas que sofreu terrível flagelação, espancamentos, coroação de espinhos, subida ao Calvário carregando aos ombros a própria cruz, crucificação como inocente e morte pela nossa redenção.

 

Acreditar na autenticidade do Sudário não é obrigatório para nenhum cristão. Mas o carácter excepcional daquele pano fúnebre e seus séculos e séculos de mistério fascinante e desafiador provoca o nosso entendimento e as nossas certezas, tal como fez aquele Nazareno que desafiou as nossas certezas ao amar os seus perseguidores, a perdoá-los do alto da cruz e derrotar a morte para sempre.

Ele mudou de gênero e se arrependeu. E conta as consequências

A evidência inquestionável que o transgênero não é nato é a existência de pessoas que acreditam sinceramente que precisam de uma mudança de gênero e depois mudam de opinião e fazem a  destransição.  O processo traz consequências físicas, emocionais e financeiras.

Walt Heyer Public Discourse [02/03/2018] [15h47]

Reconstrução das mamas e faloplastia são algumas das cirurgias que os transgêneros podem ter que fazer caso queiram voltar ao gênero biológico.

Quando o ativista e performer transgênero Alexis Arquette (antes Robert Arquette) morreu, em 11 de setembro de 2016, aos 47 anos, mal cabiam nos obituários os elogios referidos a ele. Arquette apareceu em filmes como “Pulp Fiction” e “Afinado no Amor” e era uma grande força na luta dos direitos dos transgêneros.

Mas, apesar de muitas homenagens terem sido feitas a Arquette depois de sua morte, poucos mencionaram a sua decisão de parar de viver como mulher. A reportagem do The Hollywood Reporter mencionou os problemas que Arquette encontrou depois da transição. Claramente, até mesmo transgêneros conhecidos e talentosos que foram aceitos quando escolheram mudar de sexo podem ter problemas ao decidir voltar ao gênero de nascimento. Diz a revista:

“Em 2013, durante várias complicações de saúde, Alexis voltou a se apresentar como homem, contando ao seu amigo Ibrahim que ‘gênero é uma mentira’. Que ‘colocar um vestido não muda nada biologicamente. A cirurgia não muda nada’. Ele disse também que ‘a readequação sexual é fisicamente impossível. Tudo o que se pode fazer é adotar características superficiais, mas a biologia nunca vai mudar’. Ibrahim suspeita que essa percepção tinha uma relação próxima aos tormentos emocionais que Arquette então vivia.”

O processo de abandonar a vida como transgênero e voltar para seu gênero nato é chamado em inglês de destransition (“destransição”, em tradução livre). Como alguém que passou por todos esses processos, eu gostaria que mais pessoas falassem sobre a realidade da vida depois da transição para outro gênero e os motivos pelos quais algumas pessoas decidem voltar para seu gênero de nascimento.

Por que uma pessoa transgênero pode querer “destransicionar”?

Pessoas não nascem transgêneros. A evidência inquestionável que o transgênero não é nato é a existência de pessoas que acreditam sinceramente que precisam de uma mudança de gênero e depois – às vezes vários anos depois – mudam de opinião e voltam. Pessoas que voltaram atrás, como eu, escrevem para mim e me contam suas histórias e lutas. Eles não querem que muitas pessoas saibam quem eles são e o que viveram. Querem viver com calma e escondidos porque estão com vergonha e se sentem arrependidos. Eles não conseguem expor publicamente que a vida como transgênero não funcionou como esperavam. A vergonha, e eu posso dizer isso, é inimaginável.

Como se chega ao ponto de “destransição”?

Baseado somente em sentimentos fortes, um indivíduo transgênero tomará hormônios e passará pela cirurgia de readequação sexual para alinhar a aparência do seu corpo com o gênero que acredita ser verdadeiramente o seu. Eu fiz isso. Pessoas, especialmente jovens, pensam que sentimentos fortes nunca vão mudar, mas eles podem sim mudar ao longo do tempo.

Muitos de nós que passaram por essa “transformação” perceberam tarde demais que não precisávamos de médicos e tratamentos para lidar com nossos problemas. O arrependimento normalmente acontece anos depois, quando percebemos que tentar trocar de gênero não resolveu os problemas que tínhamos antes. Em alguns casos, a transição foi só uma suspensão breve da agonia que sentíamos de ter um gênero biologicamente incorreto.

A história de Dave

Recebi esse relato pessoal por e-mail em agosto de 2016. Esse jovem adulto – vou chamá-lo de Dave – conta sua história, ecoando palavras já faladas por outros indivíduos transgênero ao longo dos anos:

“Eu comecei a transição para mulher no fim da minha adolescência e mudei meu nome logo depois que fiz 20 anos, há quase dez anos. Mas não foi bom para mim; só me senti infeliz como mulher. Falaram que os meus sentimentos como trans são permanentes, imutáveis, entranhados fisicamente no meu cérebro e que nunca mudariam, e que a única maneira que eu encontraria paz seria me transformar em mulher. O problema é que eu não me sinto mais assim. Quando comecei terapia há alguns anos para superar algumas questões da minha infância, minha depressão e ansiedade começaram a diminuir, junto com meus sentimentos trans. Então há dois anos comecei a considerar voltar para meu gênero de nascença, e me senti bem fazendo isso. Eu não tenho dúvidas – quero ser homem!”.

Podemos ver nesse relato o que eu mesmo aprendi na minha vida: os sentimentos transgêneros nem sempre são permanentes, imutáveis e fisicamente entranhados no nosso cérebro. Sentimentos, mesmo os mais fortes, não justificam a ingestão de hormônios e a cirurgia.

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Alertas são feitos por médicos há 40 anos, e ainda assim o arrependimento, a infelicidade, o suicídio e a “destransição” continuam. Para mim, assim como para Dave, a psicologia fez o que a cirurgia nunca conseguiu: resolver o desejo de ser algo que biologicamente eu nunca seria. A terapia acabou com meus sentimentos transgêneros.

Quando os produtos falham, as companhias de carro precisam chamar os clientes e pagar pelos consertos. Não é assim com cirurgiões ou psicólogos que popularizaram e permitiram a transição de gênero. Eles escapam das consequências, enquanto ex-transgêneros precisam lidar com a questão financeiramente, emocionalmente, fisicamente e pessoalmente.

“Destransição” física

O processo de destransição física depende de quais passos o indivíduo já fez para alterar sua aparência no processo de transição.

Algumas pessoas que fazem a transição não passam pelas radicais cirurgias de readequação sexual. Um caso é o de Jenner, ex-atleta olímpico. A transição, extremamente pública, para mulher não incluiu a cirurgia, então sua genitália permaneceu masculina. Chaz Bono é outro caso conhecido de transição de mulher para homem, mas os órgãos sexuais de Chaz ainda são femininos.

Mulheres que fazem a transição para homens frequentemente tomam testosterona, o hormônio masculino, que permite o crescimento de barba, músculos de aparência masculina e mudança na proporção do corpo. Elas também passam por mastectomias para retirar as mamas. Já a mudança de órgãos sexuais é feita por uma cirurgia cara e arriscada, e o resultado frequentemente não vale o investimento. As poucas pessoas que passaram por isso e entraram em contato comigo não alteraram os órgãos sexuais.

Os maiores desafios para os transgêneros feminino-masculino que querem “destransicionar” e voltar para o gênero feminino são os tratamentos de eletrólise para remover os pelos faciais, que podem ser caros e dolorosos, e as soluções para lidar com a ausência de seios. Voltar a ser mulher pode ou não incluir implantes mamários. Ao tomar essa decisão, como todas as decisões de “destransição”, o indivíduo deve pensar nos prós e nos contras.

Para homens que fizeram a transição para mulheres com a cirurgia completa, o retorno completo não está mais disponível. Quando desejarem voltar ao gênero masculino, uma opção é um procedimento de faloplastia (a construção do pênis). Mas, na prática, muitos homens que fazem a “destransição” optam por não passar pela cirurgia pelo custo alto e os riscos frequentes. Além disso, o resultado nem sempre se compara à funcionalidade da genitália masculina. Assim, se as estatísticas de “destransição” considerarem apenas aqueles que fizeram a faloplastia cirúrgica, o número deixará de lado a maior parte daqueles que fizeram a “destransição”.

Infelizmente, nem tudo que os cirurgiões fazem para mudar o gênero pode ser desfeito. Partes do corpo que foram sacrificadas, reformuladas ou removidas nunca serão as mesmas novamente.

Como a maioria dos quase 20% de pessoas que alegam ter se arrependido depois da mudança cirúrgica de gênero, primeiro eu precisei entender a verdade: nenhuma cirurgia ou hormônio seria capaz de mudar meu gênero nato e biológico. Só quando percebi que meu gênero – masculino – nunca mudou, mesmo depois da cirurgia, eu comecei o processo de “destransição”.

Motivos para “destransicionar”

Os motivos para procurar a “destransição” são vários. Algumas pessoas voltam para seus sexos natos depois de tentativas de suicídio. Alguns chegam à conclusão que “não era para elas”. Alguns relatam dificuldades de se vestir diariamente como o sexo oposto: isso se torna difícil demais para continuar com a transição. Alguns relatam que perceberam que não eram mulheres de verdade e que nunca seriam. Para outros, os problemas médicos decorrentes da cirurgia provocam a vontade de “destransicionar”.

Comecei a pensar nisso quando aprendi que fatores psicológicos podem fazer com que as pessoas se identifiquem como transgêneros. Abuso sexual infantil é uma das principais causas, mas com frequência existem outros fatores. Estudos mostram que vários transtornos coexistem entre pessoas transgênero e que outras experiências – que não apenas o abuso sexual – podem causar dificuldades de identidade de gênero.

Meus olhos se abriram quando entrei num Programa de Estudo no fim dos anos 80. O curso incluía aulas de psicologia relevantes para comportamentos destrutivos e vícios. Eu comecei a perceber que a condição transgênero poderia ser um transtorno de desenvolvimento que evoluiu ao longo do tempo, não algo presente no nascimento.

Naquele momento, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM na sigla em inglês) identificava o fenômeno transgênero como um Transtorno de Identidade de Gênero, ou seja, um transtorno psicológico causado pela incompatibilidade de identidade de gênero. Na sua última edição, o DSM removeu a palavra “transtorno” e mudou o termo para Disforia de Gênero.

Mas a mudança do nome não ajudou a reduzir o número de pessoas que se arrependem da transição e tentam se suicidar depois. O novo nome para a mesma condição não descobriu as causas para alguém se identificar como transgênero.

A comunidade médica faz um desserviço à sociedade ao não conseguir melhorar o diagnóstico de transtornos psicológicos que coexistem ao sentimento transgênero e ao não conseguir desenvolver um tratamento que evite cirurgias de readequação sexual desnecessárias.

Os silenciosos

Mudar de sexo é uma tentativa de escapar para um mundo transgênero fabricado cirurgicamente e com hormônios. A minha transição foi o resultado de anos me vestindo como mulher, o que começou nas mãos da minha avó quando eu tinha quatro anos, depois que eu fui molestado pelo meu tio. Uma forte dor psicológica fez com que eu quisesse ser mulher. Ser transgênero era uma forma de me esconder até que eu tive acesso a um tratamento psicológico real. Agora, vinte anos depois da “destransição”, estou vivendo o sonho – casado, estou longe da loucura de uma vida como transgênero.

É importante entender que pessoas de todos os tipos de vida, de todas idades, com ou sem religião, “destransicionam”. Nós que “destransicionamos” somos testemunhas silenciosas, não reconhecidas, da brevidade do indulto.

Fiquei quieto por muito tempo.

É doloroso ver grupos de pessoas tentarem transformar homens e mulheres com uma cirurgia cosmética de readequação sexual. A consequência é, tragicamente, um rastro de vidas quebradas. O que vemos na história de Dave e na minha é que esse grande experimento não se provou eficiente em tratar todas as pessoas com questões de identidade de gênero. Quando alguém diz “sou transgênero” é muito provável que, mais cedo ou mais tarde, chegue o dia que dirá “a vida transgênero não é mais para mim”.

Nós precisamos entender que os sentimentos transgêneros podem mudar e que a “destransição” acontece. A pessoa pode mudar de gênero, mas o gênero biológico permanece.

Walt Heyer é escritor e palestrante. Por meio de livros, do seu site SexChangeRegret.com e seu blog WaltHeyer.com, Heyer quer conscientizar a opinião pública sobre a incidência de arrependimento e as consequências sofridas com a mudança de sexo.

@2018 Public Discourse. Publicada com permissão. Original em inglês.

Projeto de lei que protege liberdade de quem é contra uniões homossexuais enfurece a esquerda

Batizado de “Ato em Defesa da Primeira Emenda”, projeto quer proteger de eventuais sanções estatais aqueles que acreditam na concepção tradicional do casamento

Rachel del Guidice Daily Signal [14/03/2018] [09h22]

Reprodução/Flickr/nathanmac87

O senador republicano Mike Lee apresentou um projeto de lei, baseado no princípio da liberdade religiosa, que busca proteger – de eventuais punições por parte do Estado, como a revogação da isenção de impostos ou retenção de benefícios federais – cidadãos que acreditam na concepção tradicional de casamento.

“O que um indivíduo ou organização acredita como definição tradicional de casamento não é – e nunca deveria ser – parte da tomada de decisão do governo ao conceder benefícios”, afirmou Lee, que representa o estado de Utah, ao Daily Signal.

O recém-apresentado projeto de lei recebeu modificações em relação à versão original, de 2015, por amparar também “aqueles que apoiam qualquer definição de casamento entre duas pessoas, incluindo a união homossexual”, noticiou a CNN. O senador disse que, se aprovado, o texto evitaria que americanos pudessem ser penalizados por suas crenças religiosas.

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“O Ato em Defesa da Primeira Emenda [como o projeto é chamado] simplesmente garante que esse direito [de liberdade religiosa] sempre será efetivo nos Estados Unidos – que burocratas federais jamais poderão exigir que aqueles que acreditam na definição tradicional de casamento terão de escolher entre viver de acordo com suas crenças pessoais, mantendo sua ocupação, ou de acordo com seu status fiscal”, disse o senador.

Grupos de esquerda atacaram o projeto. O representante legislativo Ian Thompson, da American Civil Liberties Union (União Americana de Liberdades Civis, em português), disse que o projeto vai promover “discriminação financiada pelos contribuintes”.

Sarah Warbelow, da ONG Human Rights Campaign, falou à CNN sobre a possível mudança na legislação. “Passar a impressão de que a lei não tem como alvo apenas as pessoas LGBT me parece uma tentativa falsa, ou fracassada, de fazê-la parecer constitucional”.

Masen Davis, CEO da organização Freedom for All Americans (Liberdade para todos os americanos, em português), que trabalha na “proteção integral à não-discriminação dos LGBT em todo os EUA”, também não recebeu bem o projeto.

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“Quaisquer mudanças feitas no texto não conseguirão esconder seu verdadeiro objetivo: legalizar a discriminação contra a população LGBT”, afirmou à CNN.

Diretora do Richard and Helen DeVos Center for Religion and Civil Society, da The Heritage Foundation, Emilie Kao declarou, via e-mail, ao Daily Signal, que acredita que a legislação vai proteger tanto aqueles que acreditam no conceito tradicional de casamento quanto quem pensa de forma diversa.

“O senador Lee apresentou um projeto muito necessário, que busca proteger a liberdade para agir de acordo com a crença de que um casamento só pode ocorrer entre um homem e uma mulher”, disse.

“Ainda que a Suprema Corte tenha definido tal visão como ‘decente e honrosa’, no julgamento do caso Obergefell v. Hodges [decisão de 2015 que obriga todos os estados a reconhecerem o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo], temos visto uma onda de processos contra pessoas que acreditam nisso. Numa sociedade plural, deve haver espaço para discordâncias a respeito do casamento”.

©2018 Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês.

Decisão judicial interfere na autoridade dos pais em relação aos seus filhos

Em 16 de fevereiro de 2018, a juíza do estado de Ohio Sylvia Sieve Hendon decidiu, no Tribunal Juvenil do Condado de Hamilton, remover uma criança com disforia de gênero da custódia de seus pais biológicos e garantiu a custódia aos avós.

A decisão foi tomada com base no apoio dos avós ao desejo da jovem de dezessete anos de submeter-se à uma “transição” por meio de terapia hormonal, enquanto os pais questionam o julgamento da menor e são contra a transição por motivos religiosos.

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Embora seja verdade que os pais já haviam concordado em permitir que a criança vivesse com os avós antes da decisão judicial, a questão em jogo não é onde a criança vive. É esta: quem tem autoridade para tomar decisões médicas prudentes no melhor interesse da criança? De acordo com a decisão da juíza Hendon, a resposta é o estado de Ohio.

Uma sentença problemática

Em sua decisão, a própria juíza observou que “não faz parte da jurisdição deste tribunal se intrometer no tratamento de uma criança, exceto no caso de circunstâncias muito raras em que a vida desta dependa de obter ou não tratamento”.

A juíza, então, nega que a vida da criança esteja em jogo, com base no testemunho médico. Então, se a juíza reconhece que um suicídio iminente não é provável, por que ela invalidou os direitos dos pais? Com base em quê a juíza tomou uma atitude tão importante e drasticamente invasiva?

A sentença da juíza parece ainda mais imprudente se considerarmos o fato de que a criança vivia consistentemente de acordo com o seu sexo de nascimento até pelo menos o verão de 2016, apesar de um prolongado padrão de dificuldades em sua saúde mental.

A juíza ainda reconheceu que os protocolos de tratamento recomendados para indivíduos com disforia de gênero estão “evoluindo rapidamente e há uma surpreendente ausência de estudos clínicos definitivos disponíveis para determinar o sucesso de diferentes modalidades de tratamento”.

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Então, como o melhor interesse da criança pode ser determinado pelo tribunal quando, nas palavras da juíza, existe uma “ausência de estudos clínicos definitivos”? Permitir o acesso de uma criança a tratamentos hormonais, ao tomar a drástica atitude de revogar a custódia dos pais, requer uma resposta melhor do que a especulação fornecida pela juíza Sylvia Hendon.

A decisão da juíza, que acaba por invalidar os direitos familiares, baseia-se na problemática ideologia transgênero. Considere este excerto:

É lamentável que esse caso tenha requerido uma resolução do tribunal, já que a família teria sido mais bem acompanhada caso isso tivesse sido resolvido dentro da própria família; afinal, todas as partes tinham amplo entendimento da realidade do fato de que a criança pode verdadeiramente não estar em conformidade com seu gênero e que possui o direito de seguir sua vida com uma identidade de gênero diferente daquela designada ao nascimento.”

Reconhecer a realidade psicológica da disforia de gênero não garante status ontológico [real] de alguém ser, verdadeiramente, um membro do sexo oposto.

A juíza então recomenda que a assembleia de Ohio adote um regime jurídico para casos similares que surgirem no futuro, algo que a juíza reconhece ser inevitável, considerando o “crescente interesse ao redor do mundo em cuidados para transgêneros”.

Apesar do rompimento de direitos familiares, a decisão do tribunal assegura direitos de visitação e encoraja a família a trabalhar no sentido de uma “reintegração da criança na família”.

Um ataque descarado aos direitos familiares

Esta decisão representa um ataque descarado aos direitos de pais que amam seus filhos, cuidam deles e querem o melhor para eles, mas discordam da ideologia transgênero que diz que o melhor caminho para um futuro saudável é se identificar como um membro do sexo oposto.

Este caso imensamente importante e comovente aumenta as preocupações sobre o futuro dos direitos familiares na esteira da revolução transgênero. Se as instituições médicas consideram que “transicionar” é do melhor interesse de um menor e os pais são contra isso, com base em questões religiosas ou morais, precedentes legais agora existem para sugerir que os direitos familiares podem ser rompidos na intenção de aprovar a ortodoxia transgênero.

Esse caso em particular envolve uma criança que é quase um adulto legalmente. Mas, considerando que a crianças com disforia de gênero podem ser administrados hormônios sexuais a partir dos doze anos de idade, é apenas uma questão de tempo antes de surigem casos de crianças ainda mais novas desejando utilizar supressores de puberdade ou terapias hormonais, contra a vontade de seus pais. Em uma corrida entre a medicina politizada e os direitos familiares, quem vence?

O tribunal aparentemente pesou o interesse no bem-estar clínico da criança contra a vontade dos pais, que discordam da ideologia subjacente e dos protocolos de tratamento associados com o o movimento transgênero.

A cobertura da CNN do caso menciona as objeções religiosas dos pais à transição de sua filha, mas também observa que os pais fizeram sua “diligência prévia” e pesquisa sobre o tem, e que eles expressaram preocupações com o juízo de sua filha. Claramente, a juíza ignorou opiniões dissidentes sobre tratamentos para a disforia de gênero como sendo insuficientemente convincentes.

Não seria possível que os pais conheçam o histórico de decisões e do juízo de sua filha melhor que um curador apontado por um tribunal? Quando se trata de medicina experimental como a transição de gênero, a resposta aparentemente é “não”.

Confira: Ele mudou de gênero e se arrependeu. E conta as consequências

Como já era de se esperar, a mídia construiu a história completamente em defesa do direito da criança à transição, não dando real atenção à questão de se é aceitável, sábio ou até mesmo seguro deixar uma enorme e irreversível decisão como a transição de gênero nas mãos de uma adolescente menor de idade.

Este caso deve causar frio na espinha de qualquer cidadão, religioso ou não, que tenha perguntas ou preocupações sobre a rápida aceitação do dogma transgênero nos Estados Unidos [e no ocidente]. Por quê? Porque sinaliza o ritmo acelerado pelo qual o dogma transgênero se enraizou na sociedade e as consequências para qualquer pai que ouse questionar o sistema transgênero. Ele revela o quão vulneráveis são os direitos familiares.

Mais ainda, sinaliza a disposição do Estado em intervir e revogar a custódia dos pais em nome do melhor interesse da criança – mesmo que o julgamento sobre o que está no “melhor interesse” da criança seja baseado em padrões inconstantes de cuidados para transtornos de identidade de gênero cuja causa a ciência ainda terá de explicar.

Um artigo sobre essa história alega, em um jogo de soma-zero, que a menos que à criança seja permitido fazer a transição, as suas chances de cometer suicídio aumentam. Se uma criança está à beira do suicídio, não seria razoável questionar se não há questões mais profundas em jogo? Preocupações sobre o suicídio na comunidade transgênero sugerem que comorbidades que acompanham a disforia de gênero possuem muito mais culpa do que não receber afirmação social suficiente, terapia hormonal e cirurgia de redesignação sexual.

Futuras implicações

As implicações desse caso são maiores do que podem parecer inicialmente. Poderia estar próximo o dia em que, por exemplo, futuros pais adotivos teriam negada a oportunidade de amar e cuidar de uma criança órfã porque são judeus ortodoxos, cristãos ou muçulmanos e discordam da ortodoxia LGBT? Isso já aconteceu no Reino Unido.

Que alternativas restam para uma criança com disforia de gênero que não quer realizar a transição? Que conselho divergente seus pais podem oferecer sem o medo da intervenção estatal?

Em tempos normais, o caso de Ohio seria fácil de decidir. É claro que os pais devem ter mantidos os direitos familiares sobre uma criança que eles amam, cuidam e para quem desejam o melhor. É claro que há caminhos alternativos a ser buscados quando se lida com conflitos de identidade de gênero.

Mas onde a revolução sexual puder funcionar para infligir a sua ideologia constantemente em evolução – mesmo que às custas dos direitos familiares – ela o fará. E o fará sem remorso e com um espírito de justiça social autocongratulatória.

Este caso nunca deveria ter chegado ao nível que chegou. Que tenha chegado a um juiz é um claro exemplo do Grande Irmão [“Big Brother”] confundindo seu papel com o de mãe e pai. Ele estabelece um precedente que coloca em risco não apenas a família natural, mas também o bem-estar de crianças.

Andrew T. Walker é Diretor de Estudos em Políticas e da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa. Ele é doutorando em Ética Cristã no Seminário Teológico Batista do Sul.

Libertação: precisamos nos confessar! Uma revisão de vida!

Osservatore Romano | AFP

Um guia completo, mandamento por mandamento, para uma confissão libertadora

“O Exorcismo só retira o demônio do corpo, a confissão retira o mal de nosso espírito.” (Padre José Fortea)
A Confissão tem o poder de romper todo e qualquer laço com o Demônio, uma vez que realmente arrependidos buscamos o sacramento.

Por isso coloco abaixo um bom método para uma revisão de vida, que podemos fazer antes de nos confessarmos.

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O próprio Catecismo da Igreja Católica chama a Confissão de Sacramento de Cura, e é dessa forma que devemos vivê-lo:

“O Senhor Jesus Cristo, médico de nossas almas e de nossos corpos, que remiu os pecados do paralítico e restituiu-lhe a saúde do corpo, quis que sua Igreja continuasse, na força do Espírito Santo, sua obra de cura e de salvação, também junto de seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de cura: o sacramento da Penitência e o sacramento da Unção dos Enfermos.” (CIC 1421)
Assim, um pouco mais conscientes da realidade do Sacramento da Confissão, vamos ao nosso Exame de consciência.

Você pode anotar os seus pecados num papel, e no momento da sua confissão expô-los ao sacerdote.

Para fazer uma boa confissão, é preciso:

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1. Fazer bem o exame de consciência.
2. Estar sinceramente arrependido dos pecados cometidos que tanto ofenderam a Deus.
3. Ter o firme propósito de não mais pecar.
4. Confessar os próprios pecados junto do confessor dizendo-os com toda a sinceridade, clareza e brevidade.
5. Reparar o mal que se fez, cumprindo a penitência o que o confessor indicar.

Uma confissão não tem valor

1. Quando se omite voluntariamente algum pecado grave e o número de vezes que se cometeu.
2. Se não se estiver arrependido do pecado cometido.
3. Se não existir o propósito de emenda de vida.
4. Se não se quiser cumprir a penitência imposta.

Exame de Consciência – Oração Inicial

Querido Espírito Santo, vinde sobre mim e iluminai-me com a vossa luz para poder reconhecer os meus pecados, que são a causa da morte na cruz de Jesus Cristo, a quem tanto amo. Ajudai-me também a arrepender-me sinceramente e dai-me força para não os cometer nunca mais. Amém.

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Exame inicial

Há quanto tempo não me confesso? Escondi, conscientemente, algum pecado grave em alguma confissão precedente? Confessei, o melhor que me lembro, o número de vezes que cometi cada pecado grave? Confessei com clareza os pecados que cometi ou fui demasiado genérico? Fiz a penitência que me foi imposta? Reparei os danos que causei ao próximo? Comunguei em pecado mortal? Respeitei o jejum eucarístico de uma hora antes da comunhão? Estou verdadeiramente arrependido dos meus pecados e luto para não pecar mais?

1º Mandamento: Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas.

Duvidei voluntariamente da existência de Deus Pai, Filho e Espírito Santo? Acreditei apenas num ser supremo? Revoltei-me contra Deus nos meus sofrimentos? Desespero? Duvido da bondade e do poder de Deus? Tive ódio de Deus? Esperei a vida eterna sem abandonar o pecado? Esperei a vida eterna confiando apenas no meu esforço? Cometi pecados no intuito de confessá-los mais tarde? Tenho posto em dúvida ou negado, deliberadamente, alguma verdade revelada por Deus e ensinada pela Igreja? Tenho rezado diariamente com atenção e devoção? Rezo e frequento os sacramentos de má vontade? Leio e medito na Palavra de Deus? Procuro esclarecer e formar-me na fé com a ajuda do Catecismo da Igreja Católica? Defendi que podemos nos confessar diretamente a Deus, ou que o “casamento” civil entre batizados é aceitável em algumas situações, ou ainda que todas as religiões são iguais? Li algum livro, revista, jornal, ouvi alguma música, vi algum programa ou espetáculo contra Deus, contra a Igreja ou os bons costumes? Recebi indignamente algum sacramento? Faltei ao respeito com as coisas santas, por exemplo, conversando ou brincando dentro da igreja, vindo indecentemente vestido para a igreja, ou omitindo a genuflexão sempre que passo diante de Jesus Sacramentado? Coloquei a minha vontade, as minhas ideias, o dinheiro, o trabalho, os divertimentos, o prazer, a fama, o poder ou alguma coisa criada em primeiro lugar na minha vida? Adorei Satanás? Invoquei Satanás? Usei coisas, li textos, ou ouvi músicas que invocam explicitamente o demônio? Sou supersticioso? Pratiquei a magia, o espiritismo, fui a bruxas, a médiuns ou a curandeiros? Pratiquei a adivinhação através da astrologia, do jogo do copo, do pêndulo, das cartas do tarô, da leitura da palma da mão ou coisas semelhantes? Acreditei em horóscopos? Usei amuletos como a ferradura, o corno, os cristais ou coisas semelhantes? Acreditei nas “energias”, na Nova Era, na reencarnação, no Reiki, ou em coisas semelhantes?

2º Mandamento: Não invocar o santo nome de Deus em vão.

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Blasfemei ou falei sem respeito contra Deus, contra os santos ou contra as coisas santas? Falei mal da Igreja, do Papa, dos bispos ou dos padres? Pronunciei levianamente ou sem respeito o nome de Deus, por exemplo, em anedotas ou piadas? Jurei sabendo que era falso o que prometia? Jurei fazer alguma coisa injusta ou ilícita? Roguei pragas? Deixei de cumprir algum voto ou promessa que tenha feito a Deus ou a algum santo?

3º Mandamento: Santificar os domingos e festas de guarda.

Faltei à Missa ao domingo ou em algum dia santo? Cheguei tarde à Missa por culpa própria? Trabalhei ou mandei trabalhar nesses dias sem grave necessidade? Dediquei nesses dias mais tempo a Deus, à família, aos pobres, aos doentes e ao descanso?

4º Mandamento: Honrar pai e mãe e os outros legítimos superiores.

Obedeci aos meus pais? Manifestei-lhes o devido amor e respeito? Ajudo-os espiritual e materialmente? Entristeço-os? Abandonei-os na velhice, ou na doença? Tenho rezado por eles? Zanguei-me com os meus irmãos? Maltratei-os? Tenho transmitido a fé aos meus filhos? Atrasei o seu batismo ou a sua primeira comunhão? Tenho-me empenhado na sua educação? Defendo-os do pecado? Dei-lhes maus exemplos? Corrigi com firmeza e paciência os seus defeitos? Fui amável com os estranhos e, ao contrário, pouco amável na vida de família? Discuti com o meu marido (a minha mulher)? Evitei repreendê-lo(a) ou discutir diante dos filhos? Tenho-lhe faltado ao respeito? Deixei de ajudar, dentro das minhas possibilidades, os meus familiares nas suas necessidades espirituais ou materiais? Obedeço à Igreja ou discuti os seus mandamentos? Guardei a abstinência de carne às sextas-feiras? Jejuei na quarta-feira de cinzas e sexta-feira santa? Confessei-me pelo menos uma vez por ano? Comunguei pelo menos uma vez por ano pela Páscoa? Tenho contribuído para as necessidades da Igreja segundo as minhas possibilidades? Obedeci ao Papa e ao meu bispo? Obedeci às justas determinações das autoridades civis?

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5º Mandamento: Não matar nem causar outro dano no corpo ou na alma a si mesmo ou ao próximo.

Causei prejuízos ao próximo com palavras ou com obras? Desejei-lhe mal? Agredi alguém? Sou violento? Alimentei pensamentos de vingança? Manifestei ódio ou rancor a alguém? Perdoei de todo o coração as ofensas que recebi? Deixei de falar ou nego a saudação a alguém? Cheguei a ferir ou a tirar a vida ao próximo? Colaborei, de algum modo, em atos que ocasionassem a morte de um inocente? Pratiquei, aconselhei ou facilitei o crime gravíssimo do aborto? Defendi o aborto em certos casos? Fui gravemente imprudente na condução de veículos motorizados, pondo em risco a minha vida e a dos outros? Deixei-me vencer pela ira? Cometi algum atentado contra a minha vida? Embriaguei-me ou, levado pela gula, comi mais do que devia? Tomei drogas? Preocupei-me eficazmente pelo bem do próximo, advertindo-o de algum grave perigo material ou espiritual em que se encontrava ou corrigindo-o como exige a caridade cristã? Escandalizei o próximo, incitando-o a pecar, com as minhas conversas, o meu modo de vestir, convidando-o para assistir a algum espetáculo mau ou emprestando-lhe algum livro ou revista maus? Procurei reparar o mal causado pelo escândalo?

6º e 9º Mandamentos: Guardar castidade nas palavras e nas obras. Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.

Consenti em pensamentos ou desejos contra a castidade? Fixei o olhar, falei ou li coisas sensuais ou obscenas? Vi pornografia? Procurei o prazer sexual por si mesmo, fora do ato conjugal? Tive liberdades no namoro? Respeitei o corpo da minha namorada (do meu namorado)? Pequei contra a castidade por atos? Sozinho (masturbação) ou acompanhado (adultério, fornicação, com pessoas do mesmo sexo)? Havia alguma circunstância – de parentesco, matrimônio, consagração a Deus, ou menoridade – que tornassem mais grave aquela ação? Vivo maritalmente com alguém com quem não estou casado pela Igreja? Assisti a espetáculos ou conversas que me colocaram numa situação próxima do pecado? Tenho em conta que expor-me a essa ocasião já é um pecado? Antes de assistir a um espetáculo ou de ler um livro ou uma revista, procuro informar-me sobre a sua classificação moral para evitar a ocasião de pecado ou o perigo de deformação da consciência que pode ocasionar-me? Usei do matrimônio indevidamente procurando o prazer sexual fora do ato conjugal? Neguei ao meu cônjuge os seus direitos? Tive intenção de tornar o ato conjugal voluntariamente infecundo? Pratiquei a contracepção, tomando a pílula, usando o preservativo ou o dispositivo intrauterino, laqueando as trompas, interrompendo o ato conjugal para evitar os filhos? Aconselhei ou defendi a contracepção? Faltei à fidelidade conjugal por pensamentos e ações? Mantenho amizades que são ocasião habitual deste pecado de infidelidade? Estou disposto(a) a abandoná-las? Visto-me com decência ou sou sensual, pondo em evidência aquelas partes do meu corpo que mais chamam a atenção do sexo oposto?

7º e 10º Mandamentos: Não furtar nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo. Não cobiçar as coisas alheias.

Roubei algum objeto ou alguma quantia em dinheiro? Reparei os danos causados? Tive inveja? Cobicei as coisas alheias? Paguei aos outros os salários devidos pelo seu trabalho? Paguei os impostos? Trabalhei com empenho as horas que devia? Desperdicei tempo no trabalho? Abusei da confiança dos superiores? Prejudiquei o Estado abusando do fundo de desemprego ou da baixa médica? Devolvi ao dono as coisas emprestadas ou achadas? Aproveitei-me injustamente da desgraça alheia cobrando juros excessivos? Prejudiquei, de algum modo, o próximo nos seus bens? Enganei o próximo cobrando mais do que o valor justo combinado, ou alterando a quantidade ou qualidade dos bens e serviços? Reparei o prejuízo causado? Tolerei abusos ou injustiças que tinha obrigação de impedir? Fiz acepção de pessoas ou manifestei favoritismos? Gastei mais do que permitem as minhas possibilidades? Desperdicei dinheiro no jogo ou noutras futilidades? Tratei mal dos meus bens? Aceitei, com sentido cristão, a carência de coisas necessárias?

8º Mandamento: Não levantar falsos testemunhos nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo.

Disse mentiras? Reparei os prejuízos causados? Minto habitualmente com a desculpa de que se tratar de coisas de pouca importância? Fiz juízos falsos ou temerários? Colei nos exames? Revelei, sem motivo justo, defeitos graves alheios que, embora reais, não são conhecidos? Reparei de algum modo os prejuízos causados, por exemplo, falando dos aspetos positivos dessa pessoa? Caluniei, atribuindo ao próximo defeitos que não eram verdadeiros? Já reparei os males causados ou estou disposto a fazê-lo? Disse mal dos outros baseando-me apenas nos boatos? Colaborei na calúnia, na difamação ou na murmuração? Semeei discórdias e inimizades com as minhas palavras? Exagerei os defeitos do próximo? Gostei de ouvir falar mal do próximo? Estou sempre criticando?

Ato de contrição:

Meu Deus, porque sois infinitamente bom, eu vos amo de todo o meu coração, pesa-me de vos ter ofendido, e, com o auxílio da vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender; peço e espero o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.