A Armadura do Cristão

Quando falamos em armadura do cristão, logo lembramos de Efésios 6,10-20. Esta formação de Paulo a comunidade de Éfeso não ficou perdida lá atrás, mas ela é para cada um de nós tomarmos como referência para realizamos o caminho de santidade e sermos vitoriosos. Infelizmente nos foi passado uma mentalidade sobre esta Palavra e também o salmo 90 que se estivermos com problemas ou de proteção, é só ler, recitarmos, e até ficar repetindo que tudo se resolverá. Usamos a Palavra de Deus como amuleto, ou até superstição. Tem pessoas que só saem de casa se rezar a armadura do cristão.

Muito bem, vamos tentar aqui desmistificar e dá o verdadeiro sentido da Palavra em Efésios 6.

Inicialmente precisamos tomar saber que a Palavra de Deus é viva, é Deus falando conosco e nos fazendo uma proposta de caminharmos segundo os seus pensamentos e sentimentos. A palavra de Deus é Jesus, que é Caminho seguro para o céu, que nos dá o norte da Verdade, e é Vida plena para aqueles que a seguem.

Quando procuramos saber o significado de armadura, vamos encontrar que era uma vestimenta utilizada para proteção pessoal, originalmente de metal, usada por soldados, guerreiros e cavaleiros como uma forma de proteção as armas brancas, para vencerem as batalhas. Paulo começa nos dizendo que deveremos nos revestir da Armadura de Deus , e nos diz que para vencermos as insidias do diabo. Continua nos alertando que as lutas que iremos travar para chegarmos a santidade não são humanas, que as batalhas não são as pessoas que são nossas inimigas, mas é um mundo espiritual que não podermos ver através dos olhos humanos e nem vencê-las por eles, mas só pelo espiritual.

Às vezes queremos combater as situações difíceis de nossas vida com as armas humanas, nossas forças, nossos planos, com nossas armas, e o que acontece é nos cansarmos, pararmos na caminhada e muitas vezes desistirmos de caminhar. A nossa luta é contra o diabo que tem inveja de nós, do homem, e por isso continua nos atacando através de nossas fraquezas, como fez com nossos primeiros pais.

A medida que vamos meditando na Palavra de Efésios, Paulo vai nos mostrando quais as “peças” da armadura de Deus que deveremos nos revestir, e alertando que devemos nos manter com elas o tempo todo, em toda nossa caminhada.

Ele começa dizendo que deveremos nos por de pé. Pé, na linguagem teológica significa a pessoa ou o caráter da pessoa. Também é símbolo de poder ( colocar os inimigos debaixo dos pés). Escorregar nos pés significa enfraquecimento da fé( Sl 73,2). A direção do pé indica o caráter da pessoa, que se volta para o mal( Is 59,7; Pr 1,16; 6,18; Jó 31,5) ou se volta para Iahweh ( Sl 119,59.101; Pr 4,27; Is 58,13).

Indica também sua função primeiro de caminhar, indica a mensagem, o seguimento, a decisão e a vontade; sentar-se aos seus pés é atitude de discípulo ( Lc 8,35; 10,39; At 22,2).

Pôr-se de pé é decidir-se

Vamos colocar que então que precisamos nos decidir pela proposta que Deus faz para nós como cristãos. Depois que devemos esta com rins cingidos.

Os rins são sede do desejo e da intensão ( Sl 7,10; 26,2; Jr 11,20; 17,10; 20,12), mas também é sede a excitação ( Sl 73,21), representam também pensamentos que se instruem. Que também, significa entranhas: sede das paixões, instintos, sentimentos e origem de comportamento: ternura, paixões, amor, ódio, fidelidade, gozo, tristeza, afeição, misericórdia, compreensão, compaixão. Nelas se travam as batalhas de Deus, pois são o eixo da vida. Por isso , a busca de deus e a conversão são apresentadas também como uma renovação interior ( Jr 31,30; Sl 79,8; Os 2,25; Mt 9,36; 18,27; Lc 1,78).

Mas nos diz que os rins deverão estar cingidos, abraçados ou envolvidos com muita força, completamente envolto ou rodeado com a Verdade, que é a realidade revelada por Deus, manifestada na palavra e na pessoa de Jesus. Diante de Deus, a língua, o pensamento, as ambições e as ações humanas são todas falsidades. Sem esta verdade, sem Jesus em nossa vida, vivemos como ignorantes e enganados facilmente pelo diabo.

Paulo nos diz que deveremos nos revestir da Couraça da Justiça que é a ação salvífica de Deus, é crê na proposta de Deus, que é o melhor, que é fiel ao chamado que Deus fez para ele, respondendo com generosidade e compromisso. A expressão máxima da Justiça é Jesus, por isso somos chamados a termos os mesmos sentimentos de Cristo. A justiça de Deus para com a humanidade se fez na Cruz, se entregando por amor aos homens. Vida doada para salvação da humanidade, na humildade e obediência.

Não podemos esquecer que para realizarmos um caminho devemos estarmos Calçados com zelo pela Palavra que iremos anunciar, que é uma Pessoa: Jesus. Zelo da fidelidade, sandálias da Humildade e Obediência, para realizarmos tudo conforme a vontade de Deus.

Um soldado também tem um Escudo, em nosso caso é a , que nos leva a acreditar no que ainda não vemos, mas acolhemos a vontade de Deus, e dizermos não as propostas do diabo e humanas que serão lançadas contra nós.

Não deverá faltar o Capacete da Salvação e a Espada do Espírito. Se desejo caminhar segundo a vontade de Deus, preciso conhecer a Palavra de Deus e torna-la vida em minha vida. A palavra de Deus deve nortear todas as minhas decisões, ações, desejos, escolhas, Ela é o Caminho que devemos seguir, sempre impulsionados e guiados pelo Espírito Santo, que nos configurara com Jesus e nos levará a nos relacionarmos com o Pai. É o Espírito Santo que nos guiará, que será a luz para os nosso passos.

A Armadura de Deus a qual deveremos tomar é nos decidirmos pela vontade de Deus, submetendo toda a nossa vida a sua vontade, embebidos da Palavra de Deus, que é Jesus, e nos deixando modelar segundo o sonho que Deus tem para nós, segundo a missão que Ele nos confiou, não desviando nem para a direita nem para a esquerda. Não esqueçamos que só o Espírito Santo poderá nos ajudar a vestirmos a Armadura de Deus, pois Ele que é a Terceira Pessoa da Trindade tem como missão habitar em nossos corações e realizar em nós o projeto de Deus, sempre com a adesão livre do homem.

Que possamos com Fé nos revestirmos da Armadura de Deus, e pedirmos o auxilio de Nossa Senhora, Mãe da Divina Misericórdia, que nos ajude a nos mantermos sempre vestidos desta armadura, e sermos fieis aos planos de Deus, como ela foi, Acreditando na Humildade e Acolhendo na Obediência a vontade de Deus.

Janet Melo de Saboia Alves
Cofundadora da Comunidade Católica Reviver pela Misericórdia
Natal, 17 de Maio de 2017 Continuar lendo

Grave advertência do Cardeal Sarah: “Risco de cisma na Igreja”

Cardeal Robert Sarah

Existe uma “insistência” em reduzir a Igreja a uma espécie de “federação de associações nacionais” sem identidade clara

O cardeal africano Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino, fez uma grave advertência a respeito de um risco real para a unidade da Igreja: o catolicismo está sendo ameaçado hoje por líderes influentes que “insistem”, internamente, na ideia de que as Igrejas nacionais poderiam “decidir por si mesmas” sobre questões morais e doutrinais, além de reduzirem a missão da Igreja a um conjunto diluído de atividades sociais.

Sarah fez os comentários durante uma entrevista concedida no último dia 18 de abril à fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). O assunto era a relação entre a Igreja na África e a totalidade da Igreja católica. O cardeal chamou a atenção para o erro de se usarem expressões como “Igreja africana” ou “Igreja europeia”, por exemplo, explicando que, estritamente, isso não existe: o que existe é a Igreja católica, que é una.

“A Igreja católica não é uma espécie de federação de igrejas locais. A Igreja é simbolizada e representada pela Igreja de Roma, com o Papa como cabeça, sucessor de São Pedro e chefe do Colégio Apostólico. Portanto, é ela que deu à luz todas as igrejas locais e é ela que as sustenta na unidade da fé e do amor. Sem uma fé comum, a Igreja é ameaçada pela confusão e, progressivamente, pode acabar deslizando para a dispersão e o cisma. Hoje existe um sério risco de fragmentação da Igreja, de se dividir o Corpo Místico de Cristo ao se insistir na identidade nacional das igrejas e, portanto, na sua capacidade de decidir por si mesmas, sobretudo no domínio tão crucial da doutrina e da moral”.
O Credo Niceno, professado por todos os católicos, afirma que a Igreja é “Una, Santa, Católica e Apostólica”, deixando clara a sua unidade, que deve ser inquebrantável.

Em sua entrevista, o cardeal Sarah reforçou que a Igreja só vai crescer no mundo todo se permanecer unida “pela nossa fé comum e pela nossa fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho, em união com o Papa“.

E complementou:

“Como o Papa Bento XVI nos diz, ‘é claro que a Igreja não cresce ao se tornar individualizada, separando-se no nível nacional, encerrando-se fora do contexto ou dentro de um contexto culturalmente específico, ou se outorgando um papel inteiramente cultural ou nacional. Em vez disso, a Igreja precisa ter unidade de fé, unidade de doutrina, unidade de ensino moral. Ela precisa do primado do Papa e da sua missão de confirmar na fé os seus irmãos”.
Para o cardeal, a Igreja estaria “gravemente equivocada” se pensasse que as questões de justiça social, como a luta contra a pobreza e a ajuda aos migrantes, fossem a sua verdadeira missão:

“A Igreja está gravemente equivocada quanto à natureza da crise real se ela acha que a sua missão essencial é oferecer soluções para todos os problemas políticos relacionados com a justiça, a paz, a pobreza, a recepção de migrantes etc., enquanto negligencia a evangelização”.
Se a Igreja se reduzir aos problemas humanos, prosseguiu Sarah, ela acabará “falhando em sua missão” por esquecer o seu verdadeiro propósito. Ele se baseou em Yahya Pallavicini, ex-católica italiana que se converteu ao islã, para conduzir este argumento:

“Se a Igreja, com a obsessão que tem hoje com os valores da justiça, dos direitos sociais e da luta contra a pobreza, acabar esquecendo a sua alma contemplativa, ela vai falhar na sua missão e vai ser abandonada por muitos dos seus fiéis, porque eles não reconhecerão mais nela o que constitui a sua missão específica”.
O próprio Papa Francisco já reiterou em diversas ocasiões que “a Igreja não é uma ONG“.

É evidente que faz parte da missão da Igreja o cuidado dos pobres e necessitados, já que é mandamento explícito de Cristo que realizemos todas e cada uma das 14 obras de misericórdia, das quais 7 são dedicadas à dimensão corporal do ser humano. Aliás, o mesmo Cristo deixou claro que seremos julgados pelo cumprimento da caridade e da misericórdia para com o nosso irmão.

O que é preciso entender é que a missão da Igreja não é APENAS isso: para esse tipo de cuidado, afinal, nem seria preciso que existisse a Igreja – bastaria um conjunto de associações, fundações, organizações jurídicas, ONGs…

A Igreja é uma realidade essencialmente espiritual: e é a consciência deste fato fundamental o que o Papa e o cardeal destacam que não pode jamais ser deixado de lado.

9 famosos que escaparam do aborto

Eles estiveram no alvo do aborto; mas porque escaparam e tiveram a oportunidade de nascer, puderam realizar os próprios talentosTodos temos o direito a nascer; não importa quantos erros alguém possa cometer, há sempre uma razão maior para essa pessoa existir. Sempre vale a pena deixar cada um realizar o próprio show nessa terra! Tendo isso em vista, é quase impossível acreditar que os famosos abaixo quase não nasceram. Se fosse o caso, o mundo não seria o mesmo sem eles!

Steve Jobs

Reprodução/YouTube
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Imagina a sua vida sem um Mac, I-Phone ou I-Pad? Se Joanne Schieble, com então 22 anos, tivesse desistido de levar a gestação a termo, a tecnologia não seria como conhecemos hoje.

Joanne, mãe biológica de Steve Jobs, engravidou do namorado sírio e decidiu colocar o bebê para adoção. Ela escolheu uma família financeiramente capaz de pagar pelos estudos universitários do bebê, porém quando os candidatos a pais descobriram que Joanne esperava um menino, recuaram porque queriam uma menina. Joanne, a ponto de dar a luz e sem tempo para procurar uma nova família, acabou concordando em entregar o filho para um casal humilde.

Jobs, em entrevista, declarou ser agradecido por não ter terminado em um aborto.

Justin Bieber

reprodução/YouTube
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Em seu livro “Nowhere But Up”, Pattie Mallette, mãe de Justin Bieber, conta que quando se viu grávida aos 17 anos, foi pressionada a realizar um aborto. Mas isso nunca foi uma opção: “eu sabia que não poderia fazer isso”, revelou em entrevista. “A única coisa que eu sabia é que eu deveria manter a gestação. Eu não sabia como faria isso, mas eu apenas sabia que não poderia abortar”, disse.

Aos 18 anos, Pattie deu à luz a Justin em Ontário (Canadá) e o criou com a ajuda de seus pais Bruce e Diane, avós do cantor.

Roberto Gómez Bolaños

Reprodução/YouTube
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Em um breve comercial no México, Roberto Gómez Bolaños (conhecido no Brasil por sua atuação como Chaves e Chapolin), revelou que quando sua mãe estava grávida sofreu um acidente em que quase morreu. Os médicos então recomendaram que ela abortasse. “Abortar, eu? Jamais!” respondeu a mãe. “Ela defendeu a vida, a minha vida. É graças a ela que eu estou aqui”, afirmou.

Susan Boyle

Wikipedia

Quando Bridget Boyle, aos 45 anos, engravidou, os médicos consideraram a gestação de risco e por isso a aconselharam a abortar. “Mas isso era impensável para minha mãe, uma católica devota. Eu só estou aqui porque ela teve fé”, contou a britânica.

Durante o parto, uma cesária de emergência, Susan sofreu falta de oxigênio e nasceu com pouco peso. Por isso, os médicos disseram a mãe: “Susan nunca será nada, não espere muito dela.” Em sua auto-biografia, Susan disse que os médicos não deveriam ter feito esse comentário. “O que eles não sabiam é que eu sou uma lutadora e tentei durante toda minha vida provar que eles estavam errados”.

Susan Boyle ganhou atenção internacional durante uma apresentação no programa “Britain’s Got Talent”. Seu primeiro álbum “I Dreamed a Dream” (2009) bateu recordes de vendas no Reino Unido e totalizou quase 14 milhões de cópias vendidas no mundo. Susan ganhou dois Grammys e é conhecida por apoiar causas caritativas.

Cristiano Ronaldo

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Quando Maria Dolores descobriu que estava grávida pela quarta vez, procurou por um médico para realizar o aborto. Este, porém, respondeu que não havia nenhuma razão física para abortar e que esse bebê lhe traria muita alegria na vida. Sem a cumplicidade do médico, Dolores tentou outros métodos de aborto que não funcionaram. Por fim, disse que “se a vontade de Deus é que esta criança nasça, que assim seja!”

Durante o parto, o mesmo médico disse uma frase que ficou para sempre na memória de Dolores: “Com pés como estes, será um jogador de futebol!” Em outras consultas, o médico vendo a preocupação da mãe, a animava dizendo: “Alegra-te, mulher, este bebê vai te dar muita sorte na vida e muitas felicidades!”

Cristiano é hoje a camisa 7 do clube espanhol Real Madrid e é considerado o maior jogador de futebol português de todos os tempos.

Celine Dion

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A mãe da cantora canadense ficou devastada ao saber que esperava por Celine, sua 14˚ criança, e contou a um padre que pretendia fazer um aborto; o sacerdote, então, a convenceu a não fazer isso e a aceitar o bebê. “Devo a minha vida a este padre”, disse a cantora. “Quando minha mãe superou a decepção, ela não perdeu tempo com auto-piedade e me amou tão apaixonadamente quanto ao meu irmão mais novo”, declarou.

Andrea Bocelli

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Quando sua mãe estava grávida, foi hospitalizada com apendicite. Em função do tratamento, os médicos a aconselharam a abortar porque o bebê poderia nascer com deficiências. Mesmo assim, a jovem mãe se recusou e deu à luz a Andrea Bocelli, que nasceu com uma voz capaz de emocionar audiências em todo o mundo.

Thiago Silva

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Dona Angela, mãe do jogador de futebol Thiago Silva, disse que pensou em abortar. “Eu cheguei a chorar no colo do meu pai dizendo que não queria fazer o aborto, mas que eu também não tinha condição de criar mais um filho. Só que ele não deixou que eu fizesse isso, que cometesse um pecado!”, contou a mãe.

De origem humilde, Thiago cresceu na favela de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Hoje, o caçula de dona Angela, é considerado um dos melhores (e mais caros) zagueiros no mundo.

Jack Nicholson

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Aos 17 anos, June Frances Nicholson, apesar de pressionada pelos colegas a abortar, deu à luz a um bebê a quem chamou de Jack. June deixou o filho com os seus pais, John e Ethel, e o menino cresceu acreditando que os avós eram seus pais e que June era sua irmã. Somente após a morte da mãe, Nicholson descobriu a própria história. “Minha única emoção é gratidão, literalmente, pela minha vida. Se June e Ethel tivessem menos caráter, eu nunca teria chegado a viver. Essas mulheres me deram o presente da vida”, disse.

Santa Gianna, a mãe que escolheu morrer, mas não abortar

Aleteia Brasil  | Abr 28, 2017

Hoje, 28 de abril, celebramos esta padroeira das mães, dos médicos e das crianças por nascer

A Igreja celebra no dia 28 de abril a padroeira das mães, dos médicos e das crianças por nascer: Santa Gianna Beretta Molla, que foi descrita pelo beato Papa Paulo VI como “uma mãe que, para dar à luz seu bebê, sacrificou a própria vida em imolação deliberada”.

Santa Gianna nasceu em 1922 em Magenta, na província italiana de Milão. Acompanhava a mãe à Missa diária desde pequena e, aos 15 anos, depois de participar de um retiro espiritual segundo o método de Santo Inácio de Loyola, fez o seguinte propósito:

“Mil vezes morrer a cometer um pecado mortal”.
Muito devota de Nossa Senhora, ela disse a Maria por ocasião do falecimento de sua mãe:

“Confio em vós, doce Mãe, e tenho a certeza de que nunca me abandonareis”.
Falava da Mãe de Deus nos seus encontros com as jovens da Ação Católica e nas cartas escritas ao noivo, que logo se tornaria seu esposo.

Santa Gianna se formou em medicina com um propósito firme:

“Não esqueçamos que, no corpo do nosso paciente, existe uma alma imortal. Sejamos honestos e médicos de fé”.
Ela incentivava as grávidas a verem nos seus filhos um presente de Deus e as alertava com clareza contra o aborto, descrito com objetividade como o assassinato de uma vida humana indefesa e inocente.

Quando ela própria engravidou pela quarta vez, a descoberta de um tumor no útero exigia que ela passasse por uma cirurgia: os médicos propuseram o aborto “terapêutico” e a extirpação do fibroma. Ela optou sem qualquer hesitação por descartar completamente esta hipótese, deixando claro o que pensava:

“Se tiverem que escolher entre a minha vida e a da criança, não tenham dúvida: eu exijo que escolham a dela. Salvem-na”.
Santa Gianna deu à luz a sua filhinha no dia 21 de abril de 1962. Ela própria, porém, não se recuperou, e, em 28 de abril, repetindo “Jesus, te amo; Jesus te amo”, partiu para a Casa do Pai aos 39 anos de idade.

São João Paulo II a canonizou em 2004.

Sugestão de oração a Santa Gianna Beretta Molla:

Santa Gianna,

Rogai pelas gestantes tentadas a sacrificarem os próprios filhos; iluminai a sua consciência, aquecei o seu coração e dai-lhes a coragem de optar pela vida que, por graça de Deus, foi concebida em seu ventre. Ajudai-as na desafiadora missão da maternidade, que, em muitos contextos, pode parecer assustadora demais para mulheres fragilizadas.

Iluminai também a consciência e o coração dos pais, para assumirem com hombridade e protegerem com valentia os seus filhos, dando a eles, junto com suas mães, todo o amor que deve sempre preencher os corações de todo ser humano, criado para a vida e para o amor e nunca para o medo, o descarte e a morte.

Fazei-nos sempre ter a coragem e o amor necessários para escolher a Vida!

Amém.

“Eu, Irmã Faustina, estive nos abismos do Inferno”

“Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos do Inferno para falar às almas e testemunhar que o Inferno existe.”

Um dos argumentos de que mais se servem os inimigos da Igreja para pôr em questão a verdade do inferno diz respeito à misericórdia divina. “Se Deus é misericordioso”, dizem, “não condenará ninguém a fogo nenhum, quanto mais eternamente.”

O primeiro problema por trás dessa forma de pensamento é, sobretudo, a falta de fé. Se Jesus Cristo realmente é Deus, como crê e ensina desde o princípio a Igreja Católica, e se foi Ele próprio quem disse, conforme consignado inúmeras vezes no Evangelho, que existe o “inferno” (cf. Mt 11, 23; 23, 33; Lc 12, 5; 16, 23), o “fogo eterno” (cf. Mt 18, 8; 25, 41), a “geena” (cf. Mt 5, 22ss; 10, 28; Mc 9, 43ss), ou o “castigo eterno” (cf. Mt 25, 46), a única resposta possível do ser humano é crer em suas palavras. O próprio Deus falou; a segunda Pessoa da Santíssima Trindade se pronunciou, Ele que nec falli nec fallere potest, isto é, “não se engana nem nos pode enganar” [1]. Ou aceitamos por issoa verdade do inferno, ou então estamos brincando quando dizemos crer em Deus, em Jesus e na sua Igreja. Quem escolhe da doutrina que o próprio Senhor revelou somente aquilo que lhe agrada, pondo de lado o que lhe desagrada, não é em Deus que crê, mas em si mesmo; não é católico, mas herege.

É claro que a teologia pode explicar a doutrina do inferno e demonstrar, àqueles que já crêem, a razoabilidade desse ensinamento de Nosso Senhor. O Deus cristão, afinal de contas, é também λόγος (“logos”); o que Ele faz não nasce do puro arbítrio, como acreditam os voluntaristas, os fideístas ou os muçulmanos. Ao mesmo tempo, porém, àqueles que estão do lado de fora, nenhuma explicação será suficiente para que creiam. Se essas pessoas, resistindo, não derem seu assentimento de fé à autoridade de Deus revelante, aceitando em sua totalidade o depositum fideique a Igreja custodia e anuncia, todo e qualquer esforço argumentativo será em vão.

Nesse sentido, a visão de Santa Faustina Kowalska, descrita a seguir, serve menos para convencer os descrentes que para confirmar, no coração dos católicos mornos ou vacilantes, a veracidade da doutrina católica de sempre sobre o inferno. Pode-se muito bem, é verdade, duvidar dessa revelação privada que recebeu a Apóstola da Misericórdia, assim como se pode duvidar da visão do inferno de Fátima e de outros tantos fenômenos místicos semelhantes por que passaram os santos da Igreja [2]. O que não pode questionar, ao menos quem foi batizado na fé da Igreja e enche a boca para se dizer “católico”, é que o inferno existe e a condenação eterna é uma possibilidade real e terrível, confirmada pelos Evangelhos, pela Tradição e pelo Magistério — ainda que, na verdade, os teólogos avessos a essas revelações privadas (aprovadas pela Igreja!) sejam, na maioria das vezes, justamente os hereges que rechaçam essa parte, incômoda, da doutrina católica.

Quem tem fé, entretanto, na vida eterna (e talvez até seja devoto da Divina Misericórdia), atente-se bem às palavras dessa santa religiosa, que recebeu de Deus o privilégio de visitar o inferno: “Estou escrevendo isso por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há Inferno, ou que ninguém esteve lá e não sabe como é“; “Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos do Inferno para falar às almas e testemunhar que o Inferno existe“. O testemunho de Santa Faustina é dirigido a nós, homens céticos e incrédulos do século XXI!

Escutemos o apelo que a Misericórdia Divina nos faz e, temendo a principal pena do inferno, que é “a perda de Deus”, aprendamos a evitar o pecado, que nos faz viver a amargura e a infelicidade ainda nesta vida.

Hoje conduzida por um Anjo, fui levada às profundezas do Inferno. É um lugar de grande castigo, e como é grande a sua extensão. Tipos de tormentos que vi: o primeiro tormento que constitui o Inferno é a perda de Deus; o segundo, o contínuo remorso de consciência; o terceiro, o de que esse destino já não mudará nunca; o quarto tormento, é o fogo, que atravessa a alma, mas não a destrói; é um tormento terrível, é um fogo puramente espiritual aceso pela ira de Deus; o quinto é a contínua escuridão, um horrível cheiro sufocante e, embora haja escuridão, os demônios e as almas condenadas vêem-se mutuamente e vêem todo o mal dos outros e o seu; o sexto é a continua companhia do demônio; o sétimo tormento, o terrível desespero, ódio a Deus, maldições, blasfêmias. São tormentos que todos os condenados sofrem juntos, mas não é o fim dos tormentos. Existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos. Cada alma é atormentada com o que pecou, de maneira horrível e indescritível. Existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. Eu teria morrido vendo esses terríveis tormentos, se não me sustentasse a onipotência de Deus. Que o pecador saiba que será atormentado com o sentido com que pecou, por toda eternidade. Estou escrevendo isso por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há Inferno, ou que ninguém esteve lá e não sabe como é.

Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos do Inferno para falar às almas e testemunhar que o Inferno existe. Sobre isso não posso falar agora, tenho ordem de Deus para deixar isso por escrito. Os demônios tinham grande ódio contra mim, mas, por ordem de Deus, tinham que me obedecer. O que eu escrevi dá apenas a pálida imagem das coisas que vi. Percebi, no entanto, uma coisa: o maior número das almas que lá estão, é justamente daqueles que não acreditavam que o Inferno existisse. Quando voltei a mim, não podia me refazer do terror de ver como as almas sofrem terrivelmente ali e, por isso, rezo com mais fervor ainda pela conversão dos pecadores; incessantemente, peço a misericórdia de Deus para eles. “Ó meu Jesus, prefiro agonizar até o fim do mundo nos maiores suplícios a ter que Vos ofender com o menor pecado que seja.”

[…]

Hoje ouvi as palavras: No Antigo Testamento, Eu enviava Profetas ao Meu povo com ameaças. Hoje estou enviando-te a toda a humanidade com a Minha misericórdia. Não quero castigar a sofrida humanidade, mas desejo curá-la estreitando-a ao Meu misericordioso Coração. Utilizo os castigos, apenas quando eles mesmos Me obrigam a isso, e é com relutância que a Minha mão empunha a espada da justiça. Antes do dia da justiça estou enviando o dia da Misericórdia. Eu respondi: “Ó meu Jesus, falai Vós mesmo às almas, porque as minhas palavras são insignificantes. [3]

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Concílio Vaticano I, Constituição Dogmática Dei Filius (24 de abril de 1870), III: DS 3008.
  2. A expressão “Pode-se muito bem”, aqui, deve ser lida de acordo com as orientações do Catecismo da Igreja Católica a esse respeito: “No decurso dos séculos tem havido revelações ditas ‘privadas’, algumas das quais foram reconhecidas pela autoridade da Igreja. Todavia, não pertencem ao depósito da fé. O seu papel não é ‘aperfeiçoar’ ou ‘completar’ a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente, numa determinada época da história. Guiado pelo Magistério da Igreja, o sentir dos fiéis sabe discernir e guardar o que nestas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou dos seus santos à Igreja.” (§ 67)
  3. Diário de Santa Faustina, n. 741 e 1588.