Bebês estraçalhados e vendidos em peças

Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”

D. Estevão Bettencourt, Osb.,

Nº 532, Ano 2006, Página 457.


Em síntese: Existem nos Estados Unidos clínicas que fornecem a pesquisadores partes do corpo de bebês estraçalhados durante o aborto e vendidos a bom preço. Pormenores e lista de preços vão abaixo publicados.


Via Internet PR recebeu extratos de um livro intitulado “Cobaias Humanas – a história secreta do sofrimento provocado em nome da ciência” (Andrew Goliszek). Do original “in the name of Science” – Editora Ediouro Publicações S/A, Rua Nova Jerusalém 345 – Bonsucesso – CEP 21042-230 Rio de Janeiro (RJ) – Tel.: (21) 3882-8200 – Fax: (21) 2260-6522 – e-mail: [email protected]com.br, Internet: www.ediouro.com.br

Eis os trechos mais significativos:

Oficinas de Desmanche Humano:

O Florescente Negócio da Colheita de Tecidos


O Sol mal tinha nascido sobre a pequena cidade do meio-oeste americano, quando uma técnica do lado de fora da clínica de saúde de mulheres atirou dois sacos plásticos cheios de partes de corpos fetais descartados do dia anterior por sobre sua cabeça para dentro de um recipiente aberto. Isso porque o triturador da pia, onde os restos fetais geralmente são triturados e descartados na rede de esgotos da cidade, não estava funcionando bem. Os sacos verdes bateram contra a parede de metal, caindo numa pilha com o restante do lixo da semana.


Dentro da clínica, outro técnico estava atarefado folheando uma lista, gerada por computador, e pedidos de pesquisadores em todo o mundo. Os pedidos incluíam rins, cérebros, uma medula espinhal, pulmões, uma perna com quadril anexado, olhos, uma glândula timo e dois fígados. Os pedidos são cuidadosamente examinados para coincidir com as pacientes com hora marcada naquele dia a fim de serem submetidas a aborto. Durante o restante da manhã e à tarde, fetos, alguns com 30 semanas, serão extraídos (às vezes mortos dentro do útero, se necessário), dissecados; acondicionados em gelo seco e despachados pela USP, FedEx e Airbone para os laboratórios, companhias farmacêuticas, Universidades e clínicas, para uso em experimentos médicos.


Embora a lei federal proíba a venda direta de tecidos ou partes do corpo humano, a Ordem Executiva, de 1993, do presidente Clinton, derrubando a proibição de financiamento pelo contribuinte de pesquisa em fetos abortados, abriu as comportas para uma nova e florescente indústria: a colheita e venda de partes de corpos de bebês. Menos de um ano depois de ter sido assinada a Ordem Executiva, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, que operam seu próprio serviço de coleta 24 horas por dia em clínicas de aborto patrocinadas, publicaram diretrizes práticas e informações sobre seus serviços de colheita. O seguinte texto foi tirado do manual do NIH de 11 de março de 1994, com o título Disponibilidade de Tecido Fetal Humano.

“Tecidos embriônicos e fetais humanos estão disponíveis através do Laboratório Central de Embriologia Humana da Universidade de Washington. O laboratório, que é financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde, pode fornecer tecido de embriões e fetos normais ou anormais de idades gestacionais desejados entre 40 dias e termo. As amostras são obtidas em questão de minutos da passagem e os tecidos são identificados assepticamente, estagiados e imediatamente processados de acordo com as necessidades dos investigadores individuais. No presente momento, os métodos de processamento incluem fixação imediata, fixação instantânea, congelamento instantâneo em nitrogênio líquido e colocação em soluções salinas balanceadas ou em meio designado e/ou fornecido pelo serviço expresso noturno, chegando no dia seguinte à aquisição. O laboratório também pode fornecer cortes seriados de embriões humanos preservados no fixador metil-Carnoy, incluídos em parafina e seccionados em cortes de 5 mícrons…”.


Separado e vendido em peças, um único bebê poderia render até 14 mil dólares. Uma dessas empresas, a Opening Lines, Inc. de West Franklin, Illinois, processa mais de 1.500 fetos por dia e anuncia abertamente “tecido de primeira qualidade, de preços mais acessíveis, mais fresco, preparado segundo as suas especificações e entregue nas quantidades de que você precisa, no momento em que você precisa”. Seus preços, de acordo com o presidente corporativo, dr. Miles Jones, são determinados por forças de mercado e por quanto os compradores estão dispostos a pagar por tecido humano. O folheto da empresa, que estimula os aborteiros a “transformar a decisão de sua paciente em algo maravilhoso”, oferece uma lista detalhada de preços que inclui as seguintes tarifas:


Amostra Não-Processada (> 8 semanas) – US$ 70

Amostra Não-Processada (< 8 semanas) – US$ 50

Fígados (< 8 semanas) – 30% de desc. fragmentados – US$50

Fígados (> 8 semanas) – 30% de desc. fragmentados – US$ 125

Baços (< 8 semanas) – US$ 75

Baços (> 8 semanas) – US$ 50

Pâncreas (< 8 semanas) – US$ 100

Pâncreas (> 8 semanas) – US$ 75

Timo (< 8 semanas) – US$ 100

Timo (> 8 semanas) – US$ 75

Intestinos e Mesentérios – US$ 50

Mesentério (< 8 semanas) – US$ 125

Mesentério (> 8 semanas) – US$ 100

Rim (< 8 semanas) com / sem adrenal – US$ 125

Rim (> 8 semanas) com / sem adrenal – US$ 100

Membros (pelo menos 2) – US$ 125

Cérebro (< 8 semanas) – 30% de desc. fragmentados – US$99

Cérebro (> 8 semanas) – 30% de desc. fragmentados – US$ 150

Hipófise (> 8 semanas) – US$ 300

Medula Óssea (< 8 semanas) – US$ 350

Medula Óssea (> 8 semanas) – US$ 250

Ouvidos (< 8 semanas) – US$ 75 Olhos

Ouvidos (> 8 semanas) – 40% de desc. para um olho – US$ 75

Olhos (< 8 semanas) – 40% de desc. para um olho – US$ 50

Pele (> 12 semanas) – US$ 100

Pulmões e Bloco Cardíaco – US$ 150

Cadáver Embriônico Intacto (< 8 semanas) – US$ 400

Cadáver Embriônico Intacto (> 8 semanas) – US$ 600

Crânio Intacto – US$ 125

Tronco Intacto com / sem membros – US$ 500

Gônadas – US$ 550

Sangue de Cordão Congelamento Instantâneo – US$ 125

Coluna Vertebral – US$ 150

Medula Espinhal – US$ 35

Preços Válidos até 31 de dezembro de 1999


Uma realidade mantida oculta ao público é que os bebês freqüentemente precisam ser manipulados na posição correta e lentamente retalhados vivos durante o processo de colheita, para garantir que as mercadorias valiosas não sejam danificadas. Um artigo de 1990 na revista Archives of Neorology descreve as técnicas de aborto que levam três a quatro vezes mais tempo que o normal para preservar tecido e obter as melhores amostras possíveis. Quanto mais prolongado o procedimento, maior o tempo em que o bebê é sujeitado à tortura.


VEJA A ENTREVISTA

Essa é uma transcrição parcial do testemunho de um caso em tribunal civil de julho de 1997 instaurado pelo colheteiro sob contrato da Universidade de Nebraska, o dr. Leroy Carhart, contestando a proibição de Nebraska de certas técnicas de aborto.

Carhart:
Meu curso normal seria desmembrar a extremidade e depois voltar a tentar tirar o feto pelo pé ou pelo crânio antes, qualquer que seja a extremidade que consiga pegar antes.

Advogado: Como o senhor procederia na desmembração daquela extremidade?


Carhart:
Simples tração e rotação, agarrando a porção que consiga segurar, que geralmente seria algum lugar subindo pelo eixo da parte exposta do feto, tracionando-o para baixo através do osso, usando o osso inteiro como a contra-tração e rotação para desmembrar o ombro ou o quadril ou o que quer que venha a ser. Às vezes, você pega uma perna e não consegue tirar para fora a outra.

Advogado: Nessa situação, quando o senhor traciona o braço e o remove, o feto ainda esta vivo?

Carhart: Sim.

Advogado: O senhor considera um braço, por exemplo, uma parte substancial do feto?

Carhart: No meu modo de ver, acho que, se perco um braço, isso seria uma perda substancial para mim. Acho que teria de interpretar dessa maneira.

Advogado:
E então o que acontece a seguir, depois que o senhor remove o braço? O senhor então tenta remover o restante do feto?

Carhart: Então, eu voltaria e tentaria trazer os pés ou o crânio para baixo ou, até, às vezes fazer descer e remover o outro braço e então fazer descer os pés.

Advogado:
Em que ponto o feto está… o feto morre durante esse processo?

Carhart: Realmente não sei. Sei que o feto está vivo durante o processo a maior parte do tempo, pois vejo o batimento cardíaco fetal no ultra-som.

Advogado: Em que ponto no processo ocorre a morte fetal, entre a remoção inicial… remoção dos pés ou pernas e o esmagamento do crânio, ou, me desculpe, a descompressão do crânio?

Carhart: Bem, o senhor sabe, novamente, é neste ponto que não tenho certeza de que é morte fetal. Quero dizer honestamente também me preocupo. Você pode remover o conteúdo craniano e o feto ainda terá um batimento cardíaco por vários segundos ou vários minutos, e então o feto está vivo? Teria que dizer provavelmente, embora não ache que tenha qualquer função cerebral e, portanto, é cérebro morto naquele ponto.

Advogado:
Portanto, a morte cerebral poderia ocorrer quando o senhor começa a aspirar para fora do crânio?

Carhart: Acho que a morte cerebral ocorre porque a aspiração para remover o conteúdo só dura dois ou três segundos e, portanto, em algum ponto nesse período de tempo, obviamente não quando você penetra no crânio, porque as pessoas recebem um tiro na cabeça e não morrem imediatamente por causa disso, se é que vão morrer, e, portanto, provavelmente não é suficiente para matar o feto, mas acho que a remoção do cérebro finalmente o fará.


Testemunhos

O horripilante segredo do desmembramento e colheita fetal foi revelado publicamente em 1999 quando o 20/20 televisou uma reportagem investigativa e a colunista Mona Charen, cujo programa vai ao ar nacionalmente, descreveu um dia típico em uma firma que faz tráfico de partes de corpo. Entrevistando uma técnica – às vezes chamada de técnica de aquisição de tecido fetal – Charen descreve como a jovem coletava fetos de abortos em estágio final de gravidez e depois os dissecava para obter as partes necessárias. De acordo com a técnica, quase todos os espécimens eram “perfeitos” e muito tinham pelo menos sete meses de idade.


Porém nada poderia ter preparado a técnica médica para a experiência pela qual ela estava prestes a passar num certo dia quando um par de fetos gêmeos de sete meses de idade foi levado a ela em um balde de metal. Olhando para baixo para os bebês róseos, ela deve ter recuado de horror ao ver que ambos estavam se movendo, ofegando para respirar. Ela deve ter ficado ainda mais horrorizada quando o médico apareceu repentinamente e, de acordo com Charen, disse: “Consegui para você uns bons espécimens – gêmeos” antes de verter uma garrafa de água no balde para afogar o que até então eram dois seres humanos vivos.


Enojada com o processo, a técnica disse que houve muitos desses nascimentos vivos. Os médicos simplesmente quebravam seus pescoços delgados ou matavam os fetos batendo neles com pinças de metal. Em alguns casos, revelou a técnica, começavam uma dissecação cortando para abrir o tórax, supondo que o bebê já estivesse morto, somente para descobrir que o coração ainda estava batendo. Ela acrescentou que a maneira como os abortos eram realizados tinha sido alterado, isto é, feito mais deliberadamente e lentamente, para garantir que tirasse o bebê antes de ele morrer. Quando o ritmo dos abortos aumentava, os bebês tirados vivos às vezes tinham suas partes removidas antes de estarem mortos.


O treinamento para o cargo de colheiteiro fetal e assombradamente simples. Um técnico explicou da seguinte forma: “Quando eu estava lá, o treinamento era no próprio trabalho, eles levando para os fundos um enorme prato – uma placenta, coágulo sangüíneo – e me mostrando como esquadrinhar por toda a coisa que estava lá dentro para encontrar membros, fígado, pâncreas, rins – o que retirar, quais eram os marcadores de identificação em toda aquela confusão”.


Lawrence Dean Alberty Jr.


Em 9 de março de 2000, em sessões do Congresso diante do Subcomitê de Saúde e Meio Ambiente, o técnico de aquisição Lawrence Dean Alberty Jr. Deixou os parlamentares aturdidos ao descrever um dia de rotina no Centro onde as partes do corpo eram colhidas como se fossem plantações:


“Ao assumir o trabalho como técnico de aquisição de tecido fetal, tive a impressão de que o que eu iria fazer tornaria a vida melhor para pacientes com câncer. Nunca fui levado a acreditar que o tecido seria outra coisa senão útil para aqueles que estavam em necessidade. O que me fez mudar de idéia foi assistir a abortos quase no fim do termo, ver seus olhos olhando para mim quando cortava seu crânio a fim de extrair o cérebro para pacientes com Parkinson e Alzheimer, cortar para abrir suas cavidades torácicas, somente para, no final, ver um coração batendo cada vez mais lentamente até parar, e durante todo o tempo colhendo sangue do seu coração, ou assistindo a fetos numa panela de metal cobertos de sangue, movendo-se e respirando, só para acabar me vendo num lugar sem médicos, sem saídas, pensando o tempo todo: ‘Meu Deus, o que eu fiz para ver isso?’, Noite após noite em meu sono, os fetos estavam lá. Os corações estavam batendo, os gritos de suas mães quando os bebês era puxados para fora de seus corpos. Esses sonhos se transformaram em pesadelos sobre o fim do mundo. Pesadelos apocalípticos me acordavam suando frio. Eu me senti enojado todos os dias, nunca querendo deixar o conforto do meu lar”.


Mais tarde durante a sessão, Alberty foi questionado por um dos parlamentares sobre o motivo pelo qual ele finalmente chamou o FBI. Sua resposta deixou muitos na Câmara sem fala. “O motivo pelo qual chamei o FBI foi que um dia vi dois fetos gêmeos de mais de 24 semanas de gestação nascidos vivos e trazidos para mim em uma panela. Quando a pessoa removeu o pano e me mostrou o que era, aquilo me perturbou tão intensamente que fiquei sem saber o que fazer. Nos meus olhos, ver dois fetos gêmeos, movendo-se, chutando e respirando numa panela realmente me transformou. Não sou médico. Nunca, jamais afirmei ser um médico e não poderia lhes dizer se esses gêmeos tinham qualquer problema genético. Tudo o que vi foi que estavam intocados, quero dizer, não havia marcas de grampos neles, não estavam sangrando, eram dois gêmeos se aninhando um com o outro na minha frente. Caminhei até a porta e saí”.


Brenda Pratt Shafer


Talvez o testemunho mais horripilante tenha vindo de Brenda Pratt Shafer, uma enfermeira registrada designada por sua agência a um Centro de colheita. Favorável ao direito de escolha naquela época, a enfermeira Shafer supôs que sua tarefa seria rotina e que um serviço de valor estava sendo realizado com o uso de tecido fetal descartado para o avanço da ciência médica. De acordo com o Ashville Tribune, que contou sua história, o que a enfermeira Shafer testemunhou provocou uma mudança nela para sempre.


“Fiquei de pé ao lado do médico e o assisti realizar o aborto de um nascimento parcial em uma mulher que estava grávida de seis meses. O batimento cardíaco do bebê era claramente visível na tela do ultra-som. O médico fez o parto do corpo e braços do bebê, tudo exceto sua cabecinha. O corpo do bebê se mexia. Os dedinhos estavam apertados. Estava chutando com os pés. O médico pegou um par de tesouras e as inseriu no dorso da cabeça do bebê e o braço do bebê sacudiu num recuo, uma reação de sobressalto, como um bebê faz quando acha que pode cair. Então o médico abriu as tesouras. Depois, introduziu o tubo de aspiração em alta potência dentro do buraco e aspirou para fora o cérebro do bebê. Então, o bebê estava inteiramente flácido. Nunca mais voltei à clínica. Mas o rosto daquele menininho ainda me assombra. Era o rosto angelical mais perfeito que já vi”.


Alguns temem que, no final, se é que já não está acontecendo, as mulheres optarão por ficar grávidas e fazer abortos seletivos simplesmente para ganhar dinheiro com o tecido fetal, satisfazendo nesse processo às demandas de pesquisadores que precisam de um suprimento contínuo de partes frescas do corpo para experimentos médicos. Há uma previsão de que o mercado, que tinha crescido a um ritmo anual de 14%, vale atualmente mais de um bilhão de dólares por ano, sem contar quaisquer que sejam os lucros que advirão das patentes relacionadas e produtos das empresas. Enquanto o número de programas de pesquisa nas universidades, nas empresas de biotecnologia e nas corporações farmacêuticas cresce a uma velocidade recorde (somente o NIH concede mais de 20 milhões de dólares por ano para pesquisa com tecido fetal), as oficinas de desmanche humano continuarão a florescer; e os bebês a apenas semanas do nascimento serão sacrificados para que os pesquisadores possam aprender, com tecidos e órgãos que eles colhem, como melhorar a vida das futuras gerações que tiverem sorte bastante para terem sobrevivido.

Papa Francisco e a Misericórdia

Misericordina’, a receita do Papa Francisco

1_0_747443

Após a oração mariana do Angelus, do dia 17 de novembro de 2013, o Papa Francisco saudou os peregrinos presentes provenientes de diversas partes da Itália e do mundo, mas em especial, a comunidade etíope que festeja São Miguel.

Após, recordou o “Dia das vítimas da estrada”, celebrado neste domingo, assegurando sua oração e “encorajando a prosseguir no empenho da prevenção”, ressaltando que “a prudência e o respeito às normas são a primeira forma de tutela de si mesmo e dos outros”.

Ao final do tradicional encontro dominical na Praça São Pedro, o Papa Francisco recomendou um “remédio espiritual” chamado “Misericordina” que seria distribuído por voluntários aos presentes, dizendo, em tom de brincadeira: “Alguém pode pensar: o Papa é um farmacêutico agora?”.

A bem da verdade, este ‘remédio espiritual’ nada mais é do que uma pequena caixa lembrando uma caixa de remédio, contendo no seu interior uma imagem de Jesus da Misericórdia, um terço com as 59 contas, acompanhado de uma ‘bula’ com ‘prescrições’ e posologia, como por exemplo, procurar um local silencioso e ajoelhar-se diante de uma imagem de Jesus da Misericórdia onde está escrito “Jesus, eu confio em ti”. No verso da ‘bula’, algumas passagens do Diário de Madre Faustina kowalska.

O Papa observou que com aquele terço poderia ser rezado o Terço da Misericórdia, “ajuda espiritual para a nossa alma, para nossa vida e para divulgar em todo lugar o amor, o perdão e a fraternidade”. E insistiu: “Não esqueçam de pegá-la, porque faz bem, eh? Faz bem ao coração, à alma e para toda a vida”.

A distribuição deste ‘remédio espiritual’ foi uma iniciativa do Elemosineiro Pontifício, Dom Konrad Krajawski, a partir de uma Idéia nascida na Polônia. Foram confecionados milhares de ‘kits’ em qautro línguas: italiano, espanol, ingês e polonês.

Carl Gauss, o matemático de Deus

“Pouca ciência afasta de Deus, mas muita ciência reconduz a Ele”, disseram pensadores do calibre de Bacon, Boyle e Pasteur.

matematico

Um artigo do jornal italiano Il Foglio (17 de março) nos ajuda a conhecer a vida religiosa de Carl Friedrich Gauss, matemático de primeira grandeza que estudou e ensinou naquele vivo foco de pensamento científico que foi a Universidade de Göttingen, na Alemanha. O genial matemático, que, para muitos, é o maior da modernidade, entre os séculos XVIII e XIX, tinha uma clara convicção de que “existe neste mundo uma alegria da mente que encontra satisfação na ciência e uma alegria do coração que se expressa principalmente nos esforços do homem para iluminar as preocupações e os pesares um do outro. Mas se o plano do Ser Supremo é criar seres em planetas diversos e conceder-lhes desfrutar de 80 ou 90 anos de existência, esse plano seria bastante cruel. Se a alma vive 80 anos ou 80 milhões de anos e um certo dia tem que perecer, esta vida é então um puro adiamento do patíbulo. Não contaria nada. Somos levados, por isso, à conclusão de que, para além deste mundo material, existe outro, puramente espiritual …” .

Seu amigo, colega e biógrafo Wolfgang Sartorius von Waltershausen nos conta: “Esta convicção divina foi alimento e bebida para o espírito dele até aquela meia-noite silenciosa em que os seus olhos se fecharam”.

Sabemos que Gauss via na matemática uma ferramenta para ler o plano divino da criação, mas ele também sabia quais eram os limites do conhecimento humano. Sartorius relata que, em certa ocasião, ouviu-o dizer: “Para mim, dá na mesma se Saturno tem cinco ou sete luas. Existe alguma coisa mais elevada no mundo”. Outro biógrafo, Dunnigton, recorda mais uma frase de Gauss: “Há perguntas cujas respostas, para mim, têm um valor infinitamente maior do que a matemática; por exemplo, as perguntas relativas à ética, ou à nossa relação com Deus, o nosso destino e o nosso futuro. Mas a solução delas permanece inatingível, acima de nós, fora da área de competência da ciência”.

Em busca da resposta, todas as noites, Gauss lia o Evangelho, testemunhando que a fé e a ciência não apenas concordam, mas se apoiam mutuamente.

O perigo do “gênero” em educação

Plano Nacional de Educação deseja incluir a ideologia de gênero

A ideologia de “gênero” prega, em matéria sexual, a “liberdade” e a “igualdade”. A “liberdade”, porém, é entendida como o direito de praticar os atos mais abomináveis. E a “igualdade” é vista como a massificação do ser humano, de modo a nivelar todas as diferenças naturais que existem entre o homem e a mulher.

A origem da ideologia de gênero é marxista. Para Marx, o motor da história é a luta de classes. E a primeira luta ocorre no seio da família. Em seu livro A origem da família, da propriedade privada e do Estado (1884), Engels escreveu:

Em um velho manuscrito não publicado, escrito por Marx e por mim em 1846, encontro as palavras: ‘A primeira divisão de trabalho é aquela entre homem e mulher para a propagação dos filhos’. E hoje posso acrescentar: A primeira oposição de classe que aparece na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre homem e mulher unidos em matrimônio monogâmico, e a primeira opressão de classe coincide com a do sexo feminino pelo sexo masculino[1].

Dentro da família, há uma segunda opressão – a dos filhos pelos pais – que Marx e Engels, no Manifesto Comunista (1848), pretendem abolir: “Censurai-nos por querer abolir a exploração das crianças por seus próprios pais? Confessamos esse crime”[2].

Fiel à sua raiz marxista, a ideologia de gênero pretende que, em educação, os pais não tenham nenhum controle sobre os filhos. Nas escolas, as crianças aprenderão que não há uma identidade masculina nem uma feminina, que homem e mulher não são complementares, que não há uma vocação própria para cada um dos sexos e, finalmente, que tudo é permitido em termos de prática sexual.

Note-se que a doutrina marxista não se contenta com melhorias para a classe proletária. Ela considera injusta a simples existência de classes. Após a revolução proletária não haverá mais o “proletário” nem o “burguês”. A felicidade virá em uma sociedade sem classes – o comunismo – onde tudo será de todos.

De modo análogo, a feminista radical Shulamith Firestone (1945-2012), em seu livro A dialética do sexo (1970), não se contenta em acabar com os privilégios dos homens em relação às mulheres, mas com a própria distinção entre os sexos. O fato de haver “homens” e “mulheres” é, por si só, inadmissível.

Como a meta da revolução socialista foi não somente a eliminação do privilégio da classe econômica, mas a eliminação da própria classe econômica, assim a meta da revolução feminista deve ser não apenas a eliminação do privilégio masculino, mas a eliminação da própria distinção de sexo; as diferenças genitais entre seres humanos não importariam mais culturalmente[3].

Se os sexos estão destinados a desaparecer, deverão desaparecer também todas as proibições sexuais, como a do incesto e a da pedofilia. Diz Firestone:

O tabu do incesto é necessário agora apenas para preservar a família; então, se nós acabarmos com a família, na verdade acabaremos com as repressões que moldam a sexualidade em formas específicas[4].

Os tabus do sexo entre adulto/criança e do sexo homossexual desapareceriam, assim como as amizades não sexuais […] Todos os relacionamentos estreitos incluiriam o físico[5].

Por motivos estratégicos, por enquanto os ideólogos de gênero não falam em defender o incesto e a pedofilia, que Firestone defende com tanta crueza. Concentram-se em exaltar o homossexualismo.

Ora, não é preciso uma inteligência extraordinária para perceber que os atos de homossexualismo são antinaturais. Nas diversas espécies, o sexo se caracteriza por três notas: a dualidade, a complementaridade e a fecundidade.

Dualidade: há animais assexuados, como a ameba, que não têm sexo. Os animais sexuados, porém, têm necessariamente dois sexos. Não há uma espécie em que esteja presente apenas o sexo masculino ou apenas o feminino.
Complementaridade: os dois sexos são complementares entre si. E isso não se refere apenas aos órgãos de acasalamento e às células germinativas (gametas) de cada sexo. A fisiologia e a psicologia masculinas encontram na fisiologia e psicologia femininas seu complemento natural e vice-versa.
Fecundidade: a união de dois indivíduos de sexo oposto é apta a produzir um novo indivíduo da mesma espécie.
Percebe-se que nada disso está presente na conjunção carnal entre dois homens ou entre duas mulheres. Falta a dualidade, a complementaridade e a fecundidade próprias do verdadeiro ato sexual. Os atos de homossexualismo são uma grosseiríssima caricatura da união conjugal, tal como foi querida por Deus e inscrita na natureza.

A ideologia de gênero pretende, porém, obrigar as crianças a aceitar com naturalidade aquilo que é antinatural. Tal ideologia distingue o sexo, que é um dado biológico, do gênero, que é uma mera construção social. Gêneros, segundo essa doutrina, são papéis atribuídos pela sociedade a cada sexo. Se as meninas brincam de boneca, não é porque tenham vocação natural à maternidade, mas por simples convenção social. Embora só as mulheres possam ficar grávidas e amamentar as crianças e embora o choro do recém-nascido estimule a produção do leite materno, a ideologia de gênero insiste em dizer que a função de cuidar de bebês foi arbitrariamente atribuída às mulheres. E mais: se as mulheres só se casam com homens e os homens só se casam com mulheres, isso não se deve a uma lei da natureza, mas a uma imposição da sociedade (a “heteronormatividade”). O papel (gênero) de mãe e esposa que a sociedade impôs à mulher pode ser “desconstruído” quando ela decide, por exemplo, fazer um aborto ou “casar-se” com outra mulher.

Em 2010, o Ministério da Saúde publicou a cartilha Diversidades sexuais[6] com o objetivo único de inculcar nos adolescentes e jovens a ideologia de gênero. A eles é ensinado que o homossexualismo é não uma desorientação, mas uma “orientação sexual”. E mais: que tal “orientação” é natural e espontânea, e não depende da escolha da pessoa!

Hoje já se sabe que ser gay ou lésbica não é uma opção, porque não implica uma escolha. O (a) homossexual não opta por ser homossexual, assim como o (a) heterossexual não escolhe ser heterossexual, o mesmo acontecendo com os (as) bissexuais. É uma característica natural e espontânea[7].

Essa afirmação, apresentada como certeza (“hoje já se sabe…”) é duramente atacada pelo psicólogo holandês Gerard Aardweg, especialista em comportamento homossexual:

O infantilismo do complexo homossexual tem geralmente sua origem na adolescência, e em grau menor na primeira infância. […]. Não é, porém, durante a primeira infância que o destino do homossexual é selado, como muitas vezes defendem os homossexuais emancipistas, entre outros. Essa teoria ajuda a justificar uma doutrinação das crianças na educação sexual tal como: ‘Alguns de vocês são assim e devem viver de acordo com sua natureza’[8].

Ora, não há uma “natureza homossexual”, pois o homossexualismo é, em sua essência, um vício contra a natureza. Isso, porém, os ideólogos de gênero proíbem que se diga. Para eles, somente os preconceituosos se opõem às práticas homossexuais. Tal “preconceito”, que eles desejam que se torne um crime a ser punido[9], recebe o nome pejorativo de “homofobia”.

O Projeto de Lei 8035/2010, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020, trazia termos próprios da ideologia de gênero: “igualdade de gênero e de orientação sexual”, “preconceito e discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero”. O Senado Federal, porém, em dezembro de 2013, aprovou um substitutivo (PLC 103/2012) que eliminou toda essa linguagem ideológica e ainda acrescentou como diretriz do Plano a “formação para o trabalho e a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade” (art. 2º, V). De volta à Câmara, o projeto agora enfrenta a fúria dos deputados do PT e seus aliados, que pretendem retirar os “valores éticos e morais” e reintroduzir o “gênero” no PNE, a fim de dar uma base legal à ideologia que o governo já vem ensinando nas escolas.

Nem todos compreendem a importância e a extensão do problema. A vitória da ideologia de gênero significaria a permissão de toda perversão sexual (incluindo o incesto e a pedofilia), a incriminação de qualquer oposição ao homossexualismo (crime de “homofobia”), a perda do controle dos pais sobre a educação dos filhos, a extinção da família e a transformação da sociedade em uma massa informe, apta a ser dominada por regimes totalitários.

É a própria família brasileira que está em jogo.

Anápolis, 11 de março de 2014.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Presidente do Pró-Vida de Anápolis

[1] Friedrich ENGELS. The origin of the family, private property and the State. New York: International Publishers, 1942, p. 58.

[2] Karl MARX; Friedrich ENGELS. Manifesto do Partido Comunista, São Paulo: Martin Claret, 2002, Parte II, p. 63.

[3] Shulamith FIRESTONE. The dialect of sex. New York: Bartam Books, 1972, p. 10

Relatório Kissinger, uma idéia eugênica que deve ser entendida e combatida

 Henry_Kissinger

O Relatório Kissinger, elaborado pelo ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, em 1974, visando atuar nos países do Terceiro Mundo com o objetivo de impedir o crescimento populacional, foi enviado para 107 embaixadas americanas, inclusive no Brasil.

Na verdade a estratégia para impedir o crescimento populacional inicia-se nos anos 50, quando o milionário John Rockefeller reúne 26 especialistas em demografia e cria o chamado “Population Council”, criado não para promover o desenvolvimento educacional e econômico do “terceiro mundo”, mas para combater o crescimento populacional desses países. Para o Conselho Populacional o “crescimento da população mundial é uma enorme ameaça para os interesses dos países ricos, especialmente os Estados Unidos.”

O Relatório Kissinger reflete perfeitamente o pensamento do “Population Council” e foi, sem dúvidas, a mais perversa e sórdida ação já escrita de violação dos direitos humanos. A alegação apresentada pelo senhor Kissinger é de que o aumento populacional eleva os índices de miséria e, conseqüentemente, baixa os índices sanitários, argumento esse que foi e é amplamente contestado pela Índia e a China. Os próprios Estados Unidos passaram em 1970 de 203.392.031 para 308.745.538 milhões de habitantes, conforme Censo 2010 e os índices de miséria apontados por Kissinger não é o que se vê por lá.

Em 1974, esse relatório previa que o Brasil no ano de 2000 teria uma população de 212 milhões de habitantes, se fosse mantida a taxa de crescimento da época. Diz o relatório: …”Nos casos extremos, em que o crescimento populacional leve à fome endêmica, agitações e populações famintas e desordem social, essas condições não são muito favoráveis à sistemática exploração de depósitos minerais nem aos investimentos de longo prazo, que são necessários para o aproveitamento desses depósitos…” Podemos perceber nessas palavras o real propósito do controle populacional, que é, na verdade, apossar-se da soberania e das riquezas dos países dominados.

É bem evidente que o ao menos o objetivo de impedir esse crescimento foi amplamente atingido em nosso país, já que o atual censo (2010) aponta nossa população em 190.732.694 habitantes.

Conforme o Relatório Kissinger, a assistência para o controle populacional deve ser empregada, principalmente nos países em desenvolvimento; países estes, de maior e mais rápido crescimento, onde os EUA têm interesses políticos e estratégicos especiais. Esses países são a Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia, Colômbia e o Brasil.” (Páginas 14/130, parágrafo 30).

O senhor Kissinger enfatiza ainda que a maior ferramenta para diminuição da população deve ser o ABORTO. Segundo ele, nenhum país conseguirá diminuir drasticamente sua população sem recorrer ao aborto.

Isto explica o empenho de numerosas organizações que trabalham em prol do aborto no Brasil, como a Fundação Ford, a FioCruz, a CFemea, a UNICEF, o IPPF, a Fundação Rockfeller e a Buffet, com altos investimentos realizados e recebidos em nosso país para programas de incentivo ao “controle de natalidade” e a promoção da falácia do abortamento legal. Segundo pronunciamento feito em 2005 pelo Dr. Humberto Leal Vieira, presidente do Pró-Vida Família do Brasil e membro da Pontifícia Academia para a Vida e Consultor para a Família junto ao Vaticano, cerca de 1 bilhão de dólares já havia entrado no Brasil em favor do aborto até aquele ano.

Na realidade, sabe-se que o objetivo dos Estados Unidos é geopolítico. Com a quase estagnação de sua população diante do crescimento das populações do 3º mundo, em médio prazo as perspectivas econômicas não serão positivas. Isto porque as nações jovens e as super-populosas têm mão-de-obra mais abundante e portanto, de menor custo, gerando aumento de mercado consumidor e, conseqüentemente, um crescimento econômico que superará a liderança comercial americana e, em decorrência, a liderança política. Isso já é notório com o crescimento econômico da Índia, China e Brasil.

Os organismos multilaterais de crédito, especialmente a Agência Internacional para o Desenvolvimento (USAID), o Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) condicionam toda ajuda econômica externa ao cumprimento de metas demográficas pautadas em cada empréstimo. E a ONU exerce coação em nível de governo para as políticas de controle da natalidade através de vários de seus órgãos como a OMS, a UNESCO, a FAO, a UNICEF e outros. Supervisionam os programas financeiros destinados à saúde reprodutiva, (planejamento familiar nos hospitais públicos), e a educação em matérias de saúde e sexo.

O mesmo faz sobre a atividade econômica, impondo o modelo monetarista que só serve aos países já estruturados, quando o modelo para as nações em desenvolvimento deve ser estruturalista, que aproveita judiciosamente a mão-de-obra e os recursos naturais, que são abundantes nesses países e superabundantes no Brasil, e promovem o mito da globalização que visa à abertura das fronteiras comerciais e industriais para gerar competitividade, mas não fazem o mesmo em suas próprias fronteiras.

E indiscutível que nossa luta contra a descriminalização e legalização do aborto, embora solidificadas com o evangelho de Jesus, para ser eficaz, tem que ser pautada também nas bases do ordenamento jurídico e científico que o caso requer. A luta pró-aborto está dentro dos tribunais internacionais, na ONU, nas academias e até mesmo dentro das Igrejas. Não se apaga o fogo apenas com água. Para cada tipo de incêndio (sólido, elétrico, eletrônico, químico) usa-se um composto combatível adequado. Cabe a cada um de nós CRISTÃOS a busca do conhecimento técnico, do composto adequado para cada ação do BEM, em cada esfera de atuação, porque não se joga pérolas aos porcos, já disse Jesus. Aos porcos damos farelo e água, e eles ficarão satisfeitos. Portanto, se as ações do mal forem embasadas no ordenamento jurídico, nossa resposta tem que ser JURÍDICA; se o embasamento for científico, nossa resposta deve ser CIENTÍFICA; e se formos atropelados por uma infeliz argumentação religiosa, nossa base de resposta será o EVANGELHO DE JESUS, Jesus que é a água da vida, o amigo que não abandona um amigo no meio do caminho.

*IRAPONAN CHAVES DE ARRUDA é Gestor de Segurança Pública pela UNISUL-SC e Pós-Graduando em Psicologia e Direitos Humanos pela FAFIRE-PE / Coordenador do Comitê Pernambucano da Cidadania Pela Vida- Brasil Sem Aborto.

Fonte: Comunidade Shalom

Quaresma

Quaresma é tempo de graça e bênçãos em nossa vida. Tempo de Oração, Jejum e Penitência.

Oração é o único caminho seguro que pode nos levar a intimidade com Deus. A oração é aquele momento de conversa, onde Deus abre o Seu Coração para acolher as nossas preces e ao mesmo tempo nos lançamos sem medo nos braços do Pai. A oração nada mais é do que o encontro de dois corações apaixonados, que se acolhem e se doam mutuamente. É o nada que somos nós diante do Tudo que é Deus. É o momento que como João, inclinamos nossa cabeça e encostamo-nos ao peito de Jesus e escutamos as batidas do Seu Coração, e desejamos que o nosso coração bata no mesmo ritmo que o seu: amor incondicional ao Pai e amor por todos os homens. É a oração que nos faz descobrir a nossa vocação de cristão, acolhê-la e vivê-la. É neste encontro diário de amor que vou aderindo a vontade de Deus para minha vida. É na oração que encontro as forças para o jejum e a penitência.

O jejum e a penitência devem ser frutos da minha vida de oração, pois é nela que vou descobrir tudo o que me afasta da vontade de Deus, e tomando consciência e ao mesmo tempo o desejo de mudar, vou fazer jejuns e penitências, para me libertar de todas as escravidões que me impedem de trilhar o caminho que Deus reservou para mim: a santidade.

Devemos neste inicio de Quaresma realizar uma reflexão sobre nossa vida, especialmente aqueles que foram chamados a uma vida consagrada, seja religioso(a) ou leigo, e pedir ao Espírito Santo que nos revele o que devemos jejum e nos penitenciar. Quais as áreas ou situações em minha vida que estão me afastando da vontade de Deus, e com coragem, renunciar a todas elas, não esquecendo que devemos pedir a graça de Deus, pois nossa luta é espiritual, contra as vontades da carne que se opõe a vontade do espírito.

Que Nossa Senhora, Mãe da Divina Misericórdia, interceda por todos nós, e nos ensine a caminharmos na humildade e obediência, acreditando e acolhendo os planos de Deus para nós.

 

Janet Alves


Co-fundadora e Formadora Geral da Comunidade Católica Reviver pela Misericórdia 

Guia de votação para os católicos

Este Guia oferece declarações claras e concisas acerca de cinco assuntos morais inegociáveis.

Por Redacao

BRASíLIA, 05 de Março de 2014 (Zenit.org) – Este Guia oferece declarações claras e concisas acerca de cinco assuntos morais inegociáveis. Ao terminar de lê-lo, não restará dúvida ou confusão a respeito do ensino da Igreja, sobre o que ela exige de seus filhos.

Nenhuma parte deste Guia deverá ser interpretada como apoio para algum candidato ou partido político.

Como este guia do eleitor pode ajudá-lo?

Este Guia do Eleitor o ajudará a votar de modo consciente, fundamentado no ensino moral católico. Este Guia o auxiliará a eliminar aqueles candidatos que apóiam políticas irreconciliáveis com as normas de moralidade sustentadas por todo cristão.

Face à maioria dos temas apresentados pelos candidatos e legisladores, os católicos podem favorecer um ou outro, sem ter que agir contra a sua fé. Com efeito, a maioria dos assuntos não necessita de uma “postura católica”.

Porém, alguns assuntos são tão importantes, tão fundamentais, que apenas uma única ação pode estar de acordo com o ensino do evangelho cristão. Ninguém que defenda uma postura incorreta nesses assuntos pode dizer que age segundo as normas morais da Igreja.

Este Guia do Eleitor identifica os cinco assuntos “inegociáveis” e o ajuda a chega numa lista de candidatos aceitáveis, que postulam um cargo político, seja a nível nacional, estatal ou municipal.

Os candidatos que respaldarem qualquer dos cinco assuntos inegociáveis, devem ser considerados desqualificados para o desempenho de cargo público e, portanto, não devem receber o seu voto. Assim, você deverá fazer a sua escolha entre os candidatos restantes.

Seu papel como eleitor católico

Os católicos têm a obrigação moral de promover o bem comum ao exercer o seu privilégio de voto (cf. CIC, §2240). As autoridades civis não são as únicas responsáveis pelo país. “O serviço do bem comum exige dos cidadãos que cumpram com a sua responsabilidade na vida da comunidade pública” (CIC, §2239). Isto significa que os cidadãos devem participar do processo político na urna de votação.

Porém, a votação não pode ser arbitrária. “A consciência cristã bem formada não permite a alguém favorecer com o próprio voto a concretização de um programa político ou a aprovação de uma lei particular que contenham propostas alternativas ou contrárias aos conteúdos fundamentais da fé e da moral” (CVP nº 4).

Algumas questões sempre estarão erradas e ninguém poderá votar a favor delas direta ou indiretamente. Os cidadãos votam a favor desses males quando votam nos candidatos que se propõem a promovê-los. Portanto, os católicos não devem votar a favor de alguém que promove programas ou leis intrinsecamente más.

Os cinco assuntos inegociáveis

Estes cinco assuntos são chamados inegociáveis porque contêm atos que sempre são moralmente maus e nunca podem ser promovidos pela lei. É pecado grave defender ou promover qualquer destes atos e nenhum candidato que verdadeiramente deseja fomentar o bem comum pode apoiar estes cinco assuntos inegociáveis:

1. O Aborto

Sobre uma lei que permite o aborto, a Igreja ensina que “nunca é lícito submeter-se a ela, nem participar em uma campanha de opinião a favor de uma lei semelhante, nem dar-lhe o sufrágio do próprio voto” (EV nº 73). O aborto é o assassinato intencional de um ser humano inocente e, portanto, é uma espécie de homicídio.

A criança sempre é parte inocente e nenhuma lei pode permitir que lhe seja tirada a vida. Mesmo quando uma criança é concebida em razão de estupro ou incesto, a criança não tem culpa e não deve sofrer a morte pelo pecado dos outros.

2. A Eutanásia

Às vezes disfarçada sob a denominação de “morte misericordiosa”, a eutanásia é uma forma de homicídio. Ninguém tem o direito de tirar sua própria vida (suicídio) e ninguém tem o direito de tirar a vida de uma pessoa inocente.

Com a eutanásia, os doentes e os idosos são assassinados sob um sentido de compaixão mal fundamentado, pois a verdadeira compaixão não pode incluir o cometimento de atos intrinsecamente maus contra outra pessoa (cf. EV nº 73).

3. As Pesquisas com Células Estaminais Fetais

Os embriões humanos são seres humanos. “O respeito pela dignidade do ser humano exclui toda manipulação experimental ou exploração do embrião humano” (CDF nº 4b).
Os recentes avanços científicos demonstram que qualquer cura que possa resultar dos experimentos com células estaminais fetais pode também ser desenvolvida a partir do uso de células estaminais adultas. As células estaminais adultas podem ser obtidas sem causar mal aos adultos das quais provêem. Portanto, já não existe um argumento médico favorável ao uso das células estaminais fetais.

4. A Clonagem Humana

“As tentativas… para se obter um ser humano sem conexão alguma com a sexualidade, mediante ‘fissão gemelar’, clonagem, partenogênesis, devem ser consideradas contrárias à moral, porque estão em contraste com a dignidade tanto da procriação humana como da união conjugal” (RVH 1,6).

A clonagem humana também acaba sendo uma forma de homicídio porque destrói o clone “rejeitado” ou “fracassado”; no entanto, cada clone é um ser humano.

5. O “Matrimônio” Homossexual

O verdadeiro matrimônio é a união entre um homem e uma mulher. O reconhecimento legal de qualquer outra forma de “matrimônio” menospreza o verdadeiro matrimônio e o reconhecimento legal das uniões homossexuais na realidade causa dano aos homossexuais, pois os anima a continuar vivendo sob um acordo objetivamente imoral.

“No caso de uma Assembléia Legislativa propor pela primeira vez um projeto de lei a favor da legalização das uniões homossexuais, o parlamentar católico tem o dever moral de expressar clara e publicamente seu desacordo e votar contra o projeto de lei. Conceder o sufrágio do próprio voto a um texto legislativo tão nocivo ao bem comum da sociedade é um ato gravemente imoral” (UPH nº 10).

Com quais cargos políticos devo me preocupar?

As leis são aprovadas pelo Legislativo, o Executivo as faz cumprir e o Judiciário as interpreta. Isto quer dizer que você deve se preocupar com qualquer candidato ao Legislativo, ou qualquer um que se apresente como candidato ao Poder Executivo e, [nos países onde for cabível] os que se candidatam à magistratura. E isto não apenas em nível nacional, mas também estadual e municipal.

É certo que, quando o cargo é inferior, há menor probabilidade do candidato apoiar certas causas. Por exemplo, é possível que a Câmara Municipal jamais discuta o tema da clonagem humana. Porém, é muitíssimo importante avaliar cada candidato antes das eleições, sem importar o cargo que está disputando.

Poucas pessoas alcançam um alto posto sem ter ocupado um cargo menor. Algumas poucas pessoas se convertem em deputados, em senadores ou presidentes sem ter sido antes eleitas para um cargo menor. Porém, a maioria dos deputados, senadores e presidentes começaram sua carreira política em nível local. O mesmo ocorre com os deputados estaduais; muitos deles começaram nas Câmaras Municipais e associações de bairro, galgando aos poucos a carreira política.

Os candidatos que futuramente postularão cargos superiores procederão principalmente dos atuais candidatos a cargos menores. Por isso, é prudente empregar os mesmos princípios para os candidatos municipais como para os estaduais e federais.

Se os candidatos que estão equivocados nos cinco assuntos inegociáveis fracassarem na eleição para os cargos menores, talvez não postularão cargos superiores. Isto facilitaria a eleição dos melhores candidatos para os postos de maior influência em nível estadual e nacional.

Como determinar a postura de um candidato

1. Isto poderá se conseguir com maior facilidade quanto mais importante for o cargo. Por exemplo: apresentar estes assuntos [inegociáveis] aos deputados e senadores e determinar sua postura. O mesmo podemos fazer em nível estadual. Em ambos os casos, conhecer a postura de um candidato pode ser fácil ao ler artigos em jornais e revistas, buscar suas opiniões na Internet ou avaliar suas propostas impressas e distribuídas durante o período eleitoral.

2. Um pouco mais difícil é conhecer as opiniões dos candidatos aos cargos municipais, porque poucos deles tiveram a oportunidade de considerar a legislação sobre temas como o aborto, a clonagem e a santidade do matrimônio. Porém, estes candidatos, por serem locais, freqüentemente podem ser contatados diretamente ou mantêm comitês eleitorais onde poderão explicar sua postura perante estes temas.

3. Se não for possível determinar a postura do candidato por outros meios, não hesite em escrever-lhe diretamente e perguntar-lhe qual a sua posição sobre cada um dos assuntos inegociáveis.

Como não se deve votar

1. Não confie seu voto apenas à sua filiação partidária, em seus anteriores hábitos de votação ou na tradição familiar de voto. Há alguns anos, estas eram formas confiáveis para determinar em quem se poderia votar, mas hoje não são mais confiáveis. Deve-se olhar cada candidato como um indivíduo. Isto significa que você pode votar em candidatos de partidos distintos.

2. Não vote pela aparência ou personalidade do candidato ou por sua astúcia perante os meios de comunicação. Alguns desses candidatos atraentes, agradáveis e que dizem o que convém apóiam males intrínsecos quando deveriam se opor a eles, enquanto que outros candidatos, que parecem simples, cansados ou incomodados pelas câmaras defendem leis que estão de acordo com os princípios cristãos.

3. Não vote em candidatos apenas porque se declaram católicos. Infelizmente, muitos dos candidatos que se dizem católicos rejeitam os ensinamentos básicos da moral católica. Eles apenas são “católicos” porque querem o voto dos católicos.

4. Não selecione os candidatos baseando-se apenas no pensamento: “O que vou ganhar?”. Tome sua decisão optando pelos candidatos que pareçam mais dispostos a promover o bem comum, ainda que você não se beneficie direta ou imediatamente do ordenamento legal que propõem.

5. Não premie com seu voto os candidatos que estejam corretos em assuntos menos importantes, mas que estão equivocados em assuntos morais fundamentais. Pode ser que um candidato adquira uma certa consideração por ter votado exatamente como você deseja, embora já tenha votado a favor – digamos – da eutanásia. Tal candidato jamais deve receber o seu voto. Os candidatos devem saber que estar equivocado em um dos cinco assuntos inegociáveis é suficiente para excluí-los da sua consideração.

Como votar

1. Para cada cargo, determine primeiro a posição que cada candidato possui em cada um dos cinco assuntos inegociáveis.

2. Elimine da sua relação os candidatos que estiverem equivocados em qualquer um dos assuntos inegociáveis. Não importa que tenham razão em outros assuntos; devem ser desprezados se estiverem equivocados em um só dos não negociáveis.

3. Escolha entre os candidatos restantes, baseando-se no seu juízo sobre as posições de cada candidato em outros assuntos de menor importância.

Quando não há um candidato “aceitável”

Em alguns debates públicos, cada candidato assume uma postura equivocada em um ou mais assuntos inegociáveis. Nesse caso, você pode votar no candidato que assuma menos posturas incorretas; ou que pareça ser mais incapaz para fazer avançar a legislação imoral; ou pode, ainda, não votar em ninguém.

O papel da sua consciência

A consciência é como um alarme: o adverte quando está a ponto de cometer algum erro. Ela apenas não determina o que é bom ou mau. Para que a sua consciência funcione corretamente, deve estar bem informada. Ou seja, você deve se informar sobre o que é bom e o que é mau. Só assim sua consciência será um guia confiável.

Infelizmente, muitos católicos hoje em dia não formaram suas consciências adequadamente sobre os assuntos fundamentais da moralidade. O resultado é que suas consciências não disparam nos momentos apropriados, inclusive no dia das eleições.

Uma consciência bem formada jamais contradiz o ensino moral católico. Por essa razão, se você tem dúvidas sobre o caminho que deve trilhar a sua consciência no momento de votar, ponha sua confiança no firme ensino moral da Igreja (o Catecismo da Igreja Católica é uma excelente fonte de ensino moral autêntico).

Quando acabar de ler este Guia do Eleitor

Por favor, não pare com a simples leitura deste Guia. Leia-o, aprenda com ele e prepare a sua seleção de candidatos baseado nele. Em seguida, forneça este Guia do Eleitor a um amigo e peça-lhe que o leia e o repasse a outros. Quanto mais pessoas votarem de acordo com os princípios morais básicos, melhor será o nosso país.

Abreviações:

CIC – Catecismo da Igreja Católica
CVP – Congregação para a Doutrina da Fé: Nota doutrinal sobre algumas questões relativas ao compromisso e a conduta dos católicos na vida política.
CDF – Pontifício Conselho para a Família: Carta dos Direitos da Família.
EV – João Paulo II: Carta Encíclica Evangelium Vitae (O Evangelho da Vida)
RVH – Congregação para a Doutrina da Fé: Instrução acerca do respeito da vida humana nascente e dignidade da procriação.
UPH – Congregação para a Doutrina da Fé: Considerações acerca dos projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais

[Fonte: Apostolado Veritatis Splendor: Guia do eleitor católico. Disponível em http://www.veritatis.com.br/doutrina/doutrina-social/926-guia-do-eleitor-catolico, desde 07 Outubro 2010; tradução:Carlos Martins Nabeto]

Qual é a diversidade que querem ensinar na escola?

Denunciada na Itália a distribuição de livretos que definem os romances heterossexuais como violência e a religiosidade como um valor negativo

Por Anna Fusina

ROMA, 25 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – Na sessão parlamentar de 19 de fevereiro, os deputados italianos Gianluigi Gigli e Mario Sberna protestaram contra a publicação de três livretos didáticos intitulados “Educar para adiversidade na escola”. O material foi editado pelo Instituto Bech e pelo Departamento para a Igualdade de Oportunidades, que depende da presidência do Conselho de Ministros da Itália.

Os dois parlamentares enfatizam que o conteúdo dos livretos, publicados com o selo da “Presidência do Conselho de Ministros – Departamento para a Igualdade de Oportunidades”, propõe explicitamente “tornar as escolas mais abertas e receptivas, escolas de igualdade de oportunidades, que permitam e promovam o desenvolvimento saudável de todas as crianças independentemente da sua orientação sexual, além de fornecer aos professores as ferramentas para aprofundar as várias questões relacionadas com a homossexualidade, a fim eles próprios se tornarem educadores contra a homofobia”.

Gigli e Sberna denunciam que, para os autores dos três livretos, “a igualdade de oportunidades consiste em ensinar a todos os alunos, do ensino fundamental ao ensino médio, que a família pai-mãe-filhos é apenas um ‘estereótipo da publicidade’; que os dois gêneros, masculino e feminino, são apenas uma abstração; que ler romances em que os protagonistas são heterossexuais é uma violência; que a religiosidade é um valor negativo. Os autores do material chegam ao ridículo de censurar as histórias infantis tradicionais porque elas apresentam, ‘de maneira limitante’, apenas dois sexos em vez de seis gêneros”. Gigli e Sberna observam ainda que os livretos propõem problemas de matemática que se baseiam em novos modelos de famílias homossexuais.

Na opinião dos dois parlamentares, os três livretos denunciados se alinham com iniciativas anteriores de “reeducação”, propostas pelo mesmo departamento, voltadas a profissionais da informação, funcionários de escolas e alunos de todos os níveis, ignorando, deliberadamente, a liberdade e as escolhas educativas das famílias dos estudantes.

Gigli e Sberna destacam que, “em face dos protestos e pedidos de explicações, o Ministério da Educação afirmou não saber nada sobre esta iniciativa nem ter aprovado de forma alguma a produção desse material didático”. Além disso, “o subsecretário do Ministério da Educação, Gabriele Toccafondi, declarou, em 15 de fevereiro, que é muito grave o fato de os livretos terem sido elaborados e distribuídos nas escolas sem a aprovação do Departamento para a Igualdade de Oportunidades e sem que o Ministério da Educação soubesse de nada”.

Toccafondi acrescentou que o responsável pelo material, que agiu autonomamente ao produzi-lo e distribuí-lo em nome do Departamento para a Igualdade de Oportunidades, parece querer impor uma visão cultural unilateral, espalhando preocupação e confusão em todo o sistema de ensino, e que uma questão tão sensível requer atenção especial ao conteúdo e à linguagem utilizada, especialmente ao ser apresentada a crianças e adolescentes de todas as idades.

Em face desta situação, Gianluigi Gigli e Mario Sberna solicitaram que o presidente do Conselho de Ministros da Itália explique:

– como responderá ao alarme educacional gerado em muitas famílias pela iniciativa desautorizada de um departamento dependente da presidência do Conselho de Ministros;

– como garantirá que o mesmo departamento se limite às suas atribuições institucionais e não se arrogue a tarefa de “reeducar” os italianos, especialmente os estudantes, no “politicamente correto” e no “pensamento único das associações LGBT”;

– se irá substituir urgentemente o diretor do departamento responsável pelo abuso de função e pela tentativa de substituir a autoridade política em uma iniciativa que envolve aspectos extremamente importantes da vida social e âmbitos muito sensíveis do processo educativo das novas gerações;

– quem autorizou o uso de fundos europeus para financiar a iniciativa indevida do referido diretor e, caso este tenha agido sem autorização, se irá ressarcir a despesa que provocou injustificadamente;

– se o contrato com o Instituto Bech será rescindido imediatamente por utilizar a sua relação com a administração pública para fins obviamente ideológicos.

Fonte: vitanascente.blogspot.it

A ideologia LGBT quer se tornar ditadura

Ditado em um documento do Departamento Contra a Discriminação Racial do Ministério da Igualdade de Oportunidades na Itália, as condições para limitar a liberdade de imprensa e de expressão dos jornalistas

Por Redacao

ROMA, 27 de Fevereiro de 2014 (Zenit.org) – A intenção ideológica das associações LGBT está se tornando mais e mais invasiva, a ponto de querer prejudicar a liberdade de imprensa e de expressão, obrigando os jornalistas a mudar o significado das definições, dos discurso e dos argumentos.

Conforme relatado pelo site da La Manif pour Tous Itália, UNAR, o Departamento Nacional Contra as discriminações raciais do Ministério da Igualdade de Oportunidades publicou em dezembro do ano passado um documento dirigido aos jornalistas intitulado: “Diretrizes para uma informação respeitosa das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais”.

De acordo com este documento:

I: O sexo é uma característica anatômica, mas cada um escolhe ser homem ou mulher “independentemente do sexo anatômico de nascimento”.

II: Diante dos “Coming out” (sair do armário, ndt) , ou seja, das pessoas que revelam suas próprias preferências sexuais, é preciso ressaltar os aspectos positivos como a coragem de quem se faz visível.

III: Considerar o termo “lésbica” um elogio.

IV: Sempre com relação ao “feminino”, se um transexual se sente mulher o jornalista tem que transcrever ‘a trans’ e não ‘o trans’.

V: Em vez de falar de prostitutas ou prostitutos use-se melhor a expressão ‘profissionais do sexo trans’.

VI: Educar os leitores a um parecer benevolente sobre o ‘casamento homossexual’ ou sobre “outra instituição ad hoc para o reconhecimento dos direitos LGBT”. A ideia básica é inculcar que “o casamento não existe in natura, enquanto que a homossexualidade existe in natura”. E ainda “os três conceitos: tradição, natureza, procriação’ são indício de homofobia”

VII: E ‘ proibido falar de “casamento tradicional”, e, em contraste de “matrimônio gay”, traduzindo como “matrimônio entre pessoas do mesmo sexo”.

VIII: Sobre o tema da adoção é proibido argumentar que a criança “precisa de uma figura masculina e de uma feminina como condição fundamental para a integridade do equilíbrio psicológico”. É proibido falar de “barriga de aluguel”, expressão “pejorativa”, que deve ser substituída pela mais elegante “gestação de apoio”.

IX: Quando nas transmissões são tratadas estas questões, os que conduzem, não são obrigados ao contraditório porque “Não existe uma espécie de consenso pré-determinado, objetivo, além do qual se torna imprescindível o contraditório”.

X: Os fotógrafos em suas reportagens aos “Gay Pride” (orgulho gay) são convidados a evitar imagens de pessoas “reluzentes e nuas”.

Também sobre o tema do “dever de crônica” que obriga a publicar todas as declarações, mesmo aquelas “de políticos e de representantes das instituições” não totalmente de acordo, que os discursos contrários à ideologia do gênero sejam colocados entre aspas, sublinhados como errados, contrapostos àqueles de representantes das organizações LGBT, que serão prontamente entrevistados. Se recomenta também uma “especial atenção no título”.