Tchau, moral! Adeus, virtude!

O ser humano não consegue viver sem um critério de como agir. Como o homem moderno rejeitou o cristianismo herdado de seus antepassados, restou-lhe apenas uma opção: eliminar a moral e a virtude da vida pública e substituí-las por simulacros.

David G. Bonagura Jr.

Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere

14 de Novembro de 2019

Faz muito tempo que nossa nação renunciou ao ensino da moralidade [1]. Hoje, a palavra “moral” é pouco pronunciada, pois foi substituída por “valores”, um termo mais subjetivo e agradável aos ouvidos do que seu predecessor, que evoca padrões objetivos e um comportamento ordenado. A sorrateira mudança para “valores” ocorreu quase sem esforço depois que forças seculares expulsaram Deus de nossos sistemas escolares e da esfera pública.

Compreende-se melhor a moral quando uma ordem estabelecida confere a ela uma finalidade, e essa necessidade durante muito tempo foi suprida pela crença no Deus criador de um universo ordenado. Ora, não é de admirar que o comportamento humano tenha sofrido desvios preocupantes, uma vez que secularistas proeminentes passaram a negar a existência de qualquer finalidade no mundo ou na vida humana.

Hoje, a palavra “moral” é pouco pronunciada, pois foi substituída por “valores”.
Agora a sociedade secular está presa numa armadilha criada por ela mesma. Por um lado, defende com ferocidade o direito de um indivíduo a “definir seu próprio conceito de existência, de sentido, de universo e do mistério da vida humana”, segundo as infames palavras do juiz Anthony Kennedy [2]. Se uma pessoa quiser matar um bebê in utero, redefinir o matrimônio ou remodelar sua sexualidade, nenhuma lei ou instituição poderá impedi-la. 

Por outro lado, deve haver um código para regular o comportamento até certo ponto, a fim de evitar a anarquia. Portanto, no lugar da moral, que (aliada ao seu outro complemento esquecido: a virtude) outrora moldou o comportamento humano adequado desde dentro, os secularistas impõem leis externas para regular nosso comportamento a partir de fora.

Essas leis são de dois tipos: leis de consentimento e de controle. 

Atualmente, as leis de consentimento governam as relações sexuais, e agora que o matrimônio não é mais o território adequado para a sexualidade, elas têm se tornado cada vez mais necessárias. Sendo o consentimento o único padrão, os atos sexuais já não podem mais ser considerados certos ou errados. A única coisa que importa é saber se as partes envolvidas estão de acordo com o ato. A sexualidade humana é hoje governada por decisões subjetivas de indivíduos, e não por padrões objetivos preservados por uma ordem criada. Isso explica por que atualmente todo tipo de atividade sexual é permitido. Em nosso mundo secular, só pode haver crime quando uma pessoa não está de acordo com tal atividade. 

A sexualidade é hoje governada por decisões subjetivas, e não por padrões objetivos preservados por uma ordem criada.
Leis de controle não limitam uma pessoa, mas uma situação, tal como a competência para possuir uma arma ou aumentar o preço do aluguel. Naturalmente, sempre houve leis desse tipo, e elas não são más em si mesmas. Porém, a versão atual delas se tornou imperativa para secularistas que, por causa de seus princípios, não podem dizer a uma pessoa como viver de acordo com a moral.

Consequentemente, a única alternativa deles é controlar situações potenciais, limitando a oportunidade que uma pessoa tem para prejudicar outra. Pela lógica secularista, não podemos ensinar a um homem o mandamento: “Não matarás”. Em vez disso, temos de dizer: “Não possuirás uma arma”. Negligencia-se discretamente o fato de as leis de controle serem uma imposição da vontade de uma pessoa sobre outra.

Em nosso mundo secular, há apenas uma forma de proteger os seres humanos de ações escandalosas: uma lei externa que obriga a pessoa a obedecer ou a sofrer as consequências. Se as pessoas aderissem aos padrões de consentimento e controle, viveríamos em harmonia. Ao menos é o que se espera. 

Na tradição católica, em contrapartida, a lei e as consequências penais são o último recurso para reprimir uma conduta imoral. Segundo essa tradição, há muitas ações imorais em si mesmas, para além da violação de consentimento. Sem dúvida alguma, o código moral cristão, tal como a lei civil, contém diversas formas negativas: “Não farás [isto ou aquilo]”. Não obstante, essas normas fazem parte de uma visão mais ampla a respeito do sentido da vida humana e, consequentemente, do modo como os seres humanos devem e não devem se comportar. 

Na tradição católica, a lei e as consequências penais são o último recurso para reprimir uma conduta imoral.
Em vez de simplesmente coagir a vontade, tal como o faz a lei civil, o código moral cristão recorre ao intelecto, persuadindo-nos a aceitar como verdadeira uma visão a respeito da maneira como deveríamos viver. A obediência a esse código também tem uma recompensa positiva: a vida eterna com Deus no Céu. A lei civil subsiste para reprimir aqueles que rejeitam esse código.

A moralidade cristã se fortalece ainda mais quando as pessoas religiosas se esforçam para adquirir virtudes, ou o hábito de realizar boas ações. Tornamo-nos virtuosos ao realizar atos de virtude repetidas vezes, enraizando-os em nosso próprio ser. Pessoas realmente virtuosas não dependem mais de proibições negativas porque estão sempre motivadas a fazer a coisa certa em todas as situações. Pessoas virtuosas atingem um nível ainda mais elevado quando amam Nosso Senhor Jesus Cristo. Então, escreve São Paulo: “Se vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sob a Lei… Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança” (Gl 5, 18.22-23).

Além da moral, nosso mundo secular descartou também a virtude, já que esta também implica um modo correto de viver. Em seu lugar, temos hoje campanhas de autoestima e exortações insípidas em prol da amabilidade. Essa defesa é bem-intencionada, mas é ineficaz porque carece de um fundamento razoável que explique por que as pessoas deveriam agir desta ou daquela maneira. O apelo não é direcionado ao intelecto, nem mesmo à vontade, mas às emoções, o que equivale a edificar a própria casa sobre a areia.

Pessoas virtuosas não dependem mais de proibições negativas porque estão sempre motivadas a fazer a coisa certa.
O ensino da moralidade e da virtude não é — nem jamais foi — uma garantia de que todas as pessoas se tornarão santas e jamais agirão de forma equivocada. Porém, o ensino delas aumenta a probabilidade de os indivíduos escolherem viver de forma íntegra, porque eles recebem de três fontes (as virtudes, a moral e a lei), e não apenas de uma, a motivação para agirem assim. Quando reduzimos nossas defesas, nos tornamos mais vulneráveis ao ataque.

Não podemos esperar que a lei civil faça o trabalho realizado outrora por uma ordem moral razoável e por uma formação virtuosa do caráter. O experimento norte-americano [3] deu certo porque essas coisas estavam presentes durante a formação do país e em sua expansão, mesmo antes da chegada do primado do direito a algumas localidades anteriormente instáveis. A rejeição da moralidade e da virtude pela América secular pode bem ser o passo que arruinará nosso grande experimento.

Notas

O autor fala desde os Estados Unidos. Mas, de modo geral, as considerações feitas por ele se encaixam como uma luva também em nossa situação (Nota da Equipe CNP).
Anthony Kennedy foi, até 2018, juiz associado da Suprema Corte dos Estados Unidos, função equivalente à dos ministros de nosso Supremo Tribunal Federal (Nota da Equipe CNP).
Como já dito, o autor fala a partir do lugar onde vive. A expressão “experimento norte-americano” (em inglês, the American experiment) faz referência a um conjunto de ideias que orientou a independência dos Estados Unidos em 1776, e que pode ser encontrado principalmente nos escritos dos chamados “pais fundadores” dos EUA (os Founding Fathers). À parte, porém, essa particularidade, o que aqui vai escrito se aplica perfeitamente bem a qualquer sociedade. Nenhuma nação pode prosperar, no verdadeiro sentido do termo, se não estiver edificada sobre “uma ordem moral razoável” e “uma formação virtuosa do caráter” (Nota da Equipe CNP).

A conversão de Chopin

“Enquanto houver suspiro de vida há esperança“. Esta frase do nosso Fundador, Eudes, sempre nos leva a lançar um olhar de esperança pela salvação de todos os homens. Estes dias, li a história da conversão de Chopin, que aconteceu em seu leito de morte, e desejo aqui compartilhar esta história, a história de Amor de Deus pelo homem. Deus , que não deixa de esperar a voltar de seus filhos para casa. 

Frédéric Chopin © YouTubeFrédéric Chopin © YouTube Padre Paulo Ricardo | Nov 11, 2019

A graça de Deus o tocou no momento decisivo de sua vida, transformando sua morte no mais belo concerto jamais composto por ele

No dia 17 de outubro de 1849, falecia o compositor e pianista franco-polonês responsável pela renovação da sonoridade do piano romântico: Frederic Chopin (1810–1849).

Sua arte sobre-humana, melancólica e apaixonada é bem resumida pelas belas e comoventes palavras que o Venerável Papa Pio XII dirigiu a um grande grupo de poloneses em Roma, no dia 30 de setembro de 1939:

Há em cada um de vós um pouco da alma de vosso imortal Chopin, cuja música extrai de nossas pobres lágrimas humanas, de modo tão brilhante, uma alegria profunda e inesgotável. Se a arte humana pôde realizar tantas coisas, quanto mais habilidosa não deve ser a arte de Deus em aliviar a tristeza de vossas almas? [1]

Mais recentemente, o Papa Bento XVI elogiou Chopin com as seguintes palavras: “Que a música desse famoso compositor polonês, que contribuiu de forma tão significativa para a cultura da Europa e do mundo, aproxime de Deus aqueles que a escutam e ajude-os a descobrir a profundidade do espírito humano” [2].

A vida interior de Chopin teve três fases: a educação em Varsóvia numa família católica devota, o afastamento da Fé e da prática religiosa durante sua carreira relâmpago em Paris (sua principal residência, desde 1831 até os seus últimos dias de vida) e o movimento de retorno a Deus pouco antes da morte.

Os pais de Chopin, Nicolau (um emigrante francês) e Justina (primeira professora de piano dele e de Ludovica, sua irmã mais velha), jamais falharam em relação à honra e à responsabilidade de transmitir a Fé aos filhos. Numa carta escrita em meados de março de 1842, Justina assegura que ela e o marido estavam próximos dele por meio da oração, mesmo durante o período que esteve em Paris, o mais feliz e ativo de sua carreira musical: “Esqueceste, meu querido filho, que teus velhos pais vivem apenas para ti e rezam todos os dias para que Deus te abençoe e proteja.”

Mas foi em Paris que sua fé definhou e sua vida ficou mais atormentada. Muitos de seus novos amigos eram “homens e mulheres sem princípios, ou melhor, de maus princípios” [3]. Sequer algumas mulheres lhe serviram de consolo — especialmente a escritora romântica George Sand, uma “devoradora de homens”, que o conheceu em 1836 e, depois de divergências de ideias e de personalidade, abandonou-o em 1847.

Sua já delicada saúde, particularmente em função das cada vez mais graves e frequentes infecções nos pulmões, enfraqueceu-o bastante nos seus últimos anos de vida. Um dos mais ilustres representantes da emigração polonesa, o padre Alexandre Jelowicki, amigo íntimo de Chopin, esteve próximo do músico em seu leito de morte. O próprio sacerdote viria a relatar detalhadamente o retorno de Chopin à sua antiga fé [4].

O padre Alexandre se aproveitou do humor adocicado do compositor para conversar com ele sobre sua querida mãe Justina, uma boa cristã. “Sim”, disse Chopin, “para não ofender minha mãe eu receberia os sacramentos antes de morrer, mas não tenho por eles a consideração que desejas. Compreendo a bênção da confissão como o alívio de um coração pesado por meio de uma mão amiga, mas não como um sacramento. Estou pronto para me confessar contigo se desejares, porque te amo, não porque considero isso necessário”. Mas o sacerdote não desesperou da graça, que parecia estar próxima.

Na noite de 12 de outubro de 1849, o médico do músico, convencido de que Chopin faleceria muito em breve, chamou o padre Alexandre, que foi correndo ao encontro dele. O moribundo apertou a mão do médico, mas pediu que ele fosse embora; garantiu que o amava, mas não quis falar com ele.

No dia seguinte, festa de São Eduardo, o Confessor, no martirológio tradicional, o padre Alexandre celebrou a Missa pelo repouso da alma de seu irmão Eduardo, morto com um tiro em Viena durante os motins de 1848, e rezou pela alma de Chopin. Ele voltou ao leito do músico e recordou-o de que aquele era o dia do onomástico de seu irmão, a quem o músico tanto amava. “Ó, não falemos sobre isso”, lamentou o moribundo. “Caríssimo amigo”, continuou o sacerdote, “deves me dar algo pelo dia do onomástico de meu irmão”. “O que devo te dar?” “Tua alma.” “Compreendo. Aqui está ela; toma-a!”

O músico segurou o crucifixo que lhe fora oferecido pelo padre Jelowicki; professou a fé em Cristo que sua mãe lhe ensinara e recebeu os sacramentos que o prepararam para se encontrar com o Deus vivo. Seu sofrimento durou quatro dias, mas ele se resignou, teve paciência e às vezes até sorria. O sacerdote escreveu:Advertising

Ele abençoou seus amigos e, quando — depois de uma crise que aparentava ser a última — viu a si mesmo rodeado pela multidão que dia e noite enchia seu quarto, perguntou-me: “Por que eles não rezam?” Ao ouvir essas palavras, todos se ajoelharam e até os protestantes se uniram às ladainhas e orações pelo moribundo.

Estas foram algumas das últimas palavras de Chopin: “Sem ti, meu amigo, eu teria morrido como um porco!” [5]. Ele invocou os nomes de Jesus, Maria e José, agarrou o crucifixo, apertou-o junto ao coração e disse, agradecido: “Agora me encontro na fonte da bem-aventurança!” Num apartamento no número 12 da Place Vendôme em Paris, onde hoje funciona uma joalheria, às duas da manhã de uma quarta-feira, 17 de outubro de 1849, Chopin, o rebelde, morreu aos 39 anos de idade. “Assim morreu Chopin”, concluiu padre Jelowicki, “e na verdade sua morte foi o mais belo concerto de sua vida” [6].

Publicado pelo site Padre Paulo Ricardo 

Referências

  1. The Catholic Northwest Progress, Seattle, WA, 6 de outubro de 1939, p. 3.
  2. Insegnamenti di Benedetto XVI, VI, 1, 2010, Libreria Editrice Vaticana, p. 284.
  3. J. Huneker, Chopin: The Man and His Music, New York: C. Scribner’s Sons, 1918, p. 79.
  4. Huneker, op. cit., 78-84.
  5. Wierzynski, The Life and Death of Chopin, New York: Simon and Schuster, 1949, p. 412.
  6. Huneker, op. cit. pp. 83-84.

Passei um ano como homem trans. Os médicos me deixaram na pior

Sydney Wright era uma adolescente lésbica perdida que achou que mudar de sexo resolveria todos os seus problemas.| Foto: Sydney WrightSydney WrightThe Daily Signal

[12/10/2019] [12:04]

Não consigo ficar em paz com o que fiz a mim mesma nos últimos dois anos, muitos menos com a “ajuda” que alguns profissionais da saúde me deram. Há dois anos, eu era uma menina linda e saudável perto de me formar no ensino médio. Em pouco tempo, me transformei no pesadelo pré-diabético e obeso de um homem transgênero.

Não vou culpar apenas os profissionais da saúde, porque eu deveria ter adivinhado. Mas eles certamente me ajudaram muito a fazer mal a mim mesma — e ganharam muito dinheiro fazendo isso. Eis minha história.

Desde a infância, sempre fui diferente das outras meninas. Eu usava roupas de menino e brincava com brinquedos de meninos. Eu era a clássica “menina-moleque”. À medida que eu crescia, comecei a me interessar amorosamente por outras meninas. Na verdade, à exceção de um menino no ensino médio, só namorava meninas.

Na época, você não saberia, só de olhar para mim, que eu era gay. Eu tinha cabelos louros compridos, usava maquiagem e me comportava femininamente. Mas, na minha cabeça. Eu sabia que era gay — embora eu fosse uma gay cheia de ódio por mim mesma. A verdade é que eu não gostava de gays e não queria ser associada a eles. Ainda assim, lá estava eu, saindo apenas com meninas.

Aos 17 anos, meus pais passaram por um longo processo de divórcio e eu estava morando com meu pai. Foi quando ele descobriu que eu estava namorando meninas. Ele imediatamente me expulsou de casa, dizendo que ou eu mudava ou caía fora. Sem muita escolha, fui morar com minha mãe.

Pouco depois disso, cortei meus cabelos — uma decisão que irritou meu pai e minha mãe. Mas o que aconteceu em seguida irritou ainda mais a mim. Aos 18 anos, comecei a ver várias “histórias de sucesso” de homens transgêneros no Instagram. Os homens trans falavam que sempre sentiram que havia algo de “estranho” com eles e que os outros não percebiam que eles tinham sido do sexo oposto depois da transição. As histórias pareciam ter um final feliz — o que me deu inveja.

Eis-me aqui recebendo olhares de reprovação por andar de mãos dadas com minha namorada em público, sendo que estava sendo constantemente julgada por todos, enquanto os transgêneros podiam namorar parceiros do mesmo sexo tendo a aparência do sexo oposto. Eu me ressentia disso e comecei a invejar os transgêneros. Eu queria aquilo para mim mesma.

Um caminho rápido rumo à transição

Tudo o que eu lia era a favor da transição. Infelizmente, eu não achei nenhum artigo sobre o arrependimento dos transgêneros ou sobre os graves problemas de saúde decorrentes da transição. Os artigos só mencionavam que a transição faria de você uma pessoa corajosa e que seria bom para você.

Esforcei-me ao máximo para encontrar livros que discutissem o assunto com um olhar crítico e me expondo a opiniões opostas, mas só consegui encontrar autores pró-transgênero. Diante disso, a minha conclusão foi óbvia: se todos os “especialistas” defendiam a transição, por que não passar por ela?

Todos os dias eu me via como uma “sapatão” horrível, uma coisa não natural, uma lésbica. Odiava essa imagem e preferia ser um homem namorando meninas. Então procurei no Google o que teria de fazer para passar pela transição e virar um homem. O primeiro passo foi encontrar um terapeuta que escrevesse uma carta de recomendação a fim de que eu começasse a tomar hormônios masculinos.

Encontrei rapidamente uma terapeuta que disse que me ajudaria, e disse a ela que queria começar a tomar hormônios no meu aniversário de 19 anos, que seria dali a cinco semanas. Ela exigia apenas uma sessão de uma hora por semana. Não é tempo o bastante para se conhecer alguém. Mas aquelas cinco horas me renderam uma carta de recomendação que me abriu as portas para o mundo da terapia hormonal e permitiu que eu me transformasse num “homem”. Ela também me ajudou a mudar meu “sexo” na minha carteira de motorista. Agora entendo que a rapidez disso tudo foi um problema. Se a terapeuta tivesse ido mais devagar e sido mais cuidadosa, ela teria percebido que eu não era realmente trans.

Mas, nessa época, eu via os vídeos promocionais. Estava convencida de que meu gênero é que estava “errado” e a terapeuta me orientou por todo o processo e fez com que eu sentisse que precisava mesmo de uma mudança de sexo. Meus amigos também me encorajavam a passar pela transição. “Você é uma menina linda”, diziam. “Você será um menino lindo também!”. Outros tinham medo de dizer que eram contra. Afinal, estávamos em 2017. Nunca sofri reprimendas de ninguém.

Claro que na realidade eu não era menino, mas ouvir o contrário era a última coisa de que eu precisava. Eu estava simplesmente insegura quanto a ser um tanto quanto masculina e lésbica em público. Minha terapeuta nunca tentou se sentar comigo e descobrir o que estava acontecendo. Ao contrário, ela me fazia perguntas como “quando você começou a se sentir assim?” e “por que você se sente assim?” Ela nunca tentou impedir que eu passasse pela transição.

O golpe que me marcou para sempre

Assim que recebi minha carta de recomendação, fui a um médico em Atlanta para passar pelo que se revelou como o pior tratamento da minha vida. O médico veio e perguntou se eu tinha alguma pergunta. “Estou um pouco nervosa”, eu disse. “Você quer fazer isso?”, perguntou ele. “Sim”, eu disse. Ao que ele respondeu: “Certo. Onde está sua carta de recomendação?”

Eu lhe entreguei a minha carta, mas ele não a abriu — nem para ver se era mesmo legítima. Ele disse: “Vou lhe dar uma receita de testosterona”. Aquilo me surpreendeu — eu achava que ele mesmo faria a aplicação. “Não é o senhor quem vai me dar a injeção?”, perguntei. Ele, então, sugeriu sarcasticamente que eu voltasse para Roma, na Geórgia (uma viagem de quatro horas), comprasse o hormônio e voltasse para o consultório a fim de que ele me desse a injeção.

Aquilo não fazia sentido, e ele sabia disso. “Mas não sei como aplicar”, disse. “Não há como errar”, respondeu ele. Ele me disse para ir para casa e aprender. Ele sugeriu que eu assistisse a um vídeo do YouTube.

Isso realmente me deixou com medo. Eu deveria ter percebido que aquilo era um sinal de que o médico não se importava, que era tudo um plano para ganhar dinheiro. A abordagem displicente dele demonstrava que ele tinha certeza de que não seria considerado responsável pelas consequências do tratamento. Mas, naquele momento, eu ainda estava perdida. Achava que a transição poderia me transformar numa pessoa “normal”. Infelizmente, não era isso o que me aguardava.

Destruindo meu próprio corpo

As injeções de hormônios masculinos começaram a fazer efeito, mas não da forma como eu esperava. Comecei a ganhar mais e mais peso. Minha pele começou a ficar inchada e a perder a cor. Meu sangue começou a ficar espesso. O consultório médico me submetia a exames de sangue a cada três meses e os exames disseram que eu era agora pré-diabética — algo que era uma novidade para mim.

O médico responsável por minha transição disse para eu não me preocupar, mas achei melhor consultar outro médico e obter uma segunda opinião. Ele disse que, por causa do sangue mais espesso, eu corria o risco de sofrer um ataque cardíaco ou um derrame. Eu me submeti a isso por quase um ano. Ao longo deste tempo, ganhei 25 quilos e fui a pessoa mais triste do mundo. Nenhum dos problemas que eu achava que isso resolveria foram resolvidos e eu me tornei uma pessoa com ainda menos autoconfiança do que antes. Comecei a me arrepender.

Mas infelizmente eu estava presa. Já tinha declarado a todo mundo que eu era aquilo. Tinha mudado meu gênero e tinha obrigado as pessoas a aceitarem isso e a me chamarem por meu novo nome: Jaxson. No trabalho, os homens tinham que aceitar que a colega, ante mulher, usasse o mesmo banheiro que eles.

Todos pisavam em ovos ao meu redor — e as pessoas aceitavam tudo caladas, por medo do que poderia acontecerem se demonstrassem contrariedade. (Afinal, já havia empregadores sendo processados por esse tipo de coisa). Ninguém era capaz de dizer que o que eu estava fazendo era errado ou “ei, acorde!”. Umas poucas almas corajosas no trabalho tentaram me perguntar “você tem certeza?” e “por que você não pensa melhor nisso?”

Enquanto isso, minha mãe chorava todos os dias por conta do que eu estava fazendo comigo mesma, ao mesmo tempo em que se culpava por aquilo. Por fim, um dia meu avô se sentou comigo para conversarmos. Ele era e ainda é a única pessoa com cuja opinião eu me importo. Com lágrimas nos olhos, ele me pediu para parar com aquilo.

Tudo em mim queria continuar com o processo — não porque eu realmente quisesse, e sim por orgulho. “O que as pessoas vão pensar?”, eu me perguntava. Eu tinha obrigado todos a aceitarem a transição. Se eu de repente a abandonasse, o que eu diria aos outros? Essas perguntas me consumiam. E ali estava meu avô, o homem que eu mais respeito no mundo, implorando para que eu parasse, em meio a lágrimas. Eu simplesmente não podia lhe dizer “não”.

Foi minha salvação. Eu teria deixado que o tratamento me matasse antes de admitir que fizera algo de errado. A intervenção dele salvou minha vida. Então decidi abandonar a transição — e abandonei de uma só vez, sem nem ir ao médico de novo. Mas infelizmente nada era tão simples assim.

Menos de duas semanas depois de parar com o tratamento hormonal, a síndrome de abstinência bateu forte. Em pouco tempo eu caí no chão, gemendo, chorando, vomitando, incapaz de manter qualquer coisa no estômago e de comer. Estar doente todos os dias era exaustivo. Fui ao hospital três vezes e passei por dois procedimentos para que os médicos descobrissem o que estava acontecendo comigo. Meus hormônios estavam desequilibrados e eu estava péssima.

Da última vez em que fui levada para a emergência, estava tomando banho quando de repente tive uma síndrome de abstinência. Chamei minha mãe, que teve de dirigir por meia hora para me tirar do chuveiro e me levar ao hospital. Achei que não conseguiria chegar lá viva.

Antes de a emergência me dar um sedativo, implorei que minha mãe os obrigassem a me internar. “Vou morrer se voltar para casa ou se sair daqui”, eu disse. Ela e eu ficamos sentadas, chorando, até que eu desmaiei por causa dos sedativos que me deram. Achei que não fosse sobreviver.

Por fim, a esperança

Depois de quatro meses cansativos ficando doente todos os dias e perdendo 25 quilos, finalmente voltei a ter uma vida seminormal. Hoje estou mais estável, mas meu corpo leva consigo as cicatrizes da terapia de mudança de gênero. Minha voz ainda é grossa e eu pareço um homem. Hoje estou mil dólares mais pobre por causa dos custos, embora isso tenha sido uma fração do que o seguro-saúde pagou.

E, por causa daquela carta que dizia que sou irreversivelmente homem, minha carteira de motorista agora diz que sou “homem”. Terei de me apresentar num tribunal para provar que sou mulher. Ainda assim, sou grata por ter saído desse caminho horrível viva e antes de ter meu corpo mutilado.

Para mim, é uma loucura que a nossa sociedade permita que isso aconteça aos jovens. Aos 18 anos, eu não tinha idade nem para comprar álcool, mas tinha idade o bastante para procurar um terapeuta e tomar hormônios para trocar de sexo. Isso está acontecendo a jovens vulneráveis mais novos do que eu, e os adultos não estão nem aí.

Quando você entra nessas clínicas, não vê pessoas mais velhas ao seu redor. São meninos e meninas brincando de usar roupas do sexo oposto, levadas lá por pais que não sabem o que estão fazendo, esperando por consultas que provavelmente arruinarão suas vidas.

Espero que eu não seja a única a perceber o problema disso. Nossa cultura criou uma autoestrada para a transição de gênero que resultará apenas em corpos cheios de cicatrizes e vidas destruídas — e a comunidade médica é cúmplice. Eu estive pessoalmente com esses médicos e lhes dei meu dinheiro. Posso dizer que eles não se importam.

Essa é uma crise de saúde pública que nossa imprensa e os políticos ignoram completamente. Cada vez mais jovens estão sendo enganados, ouvindo que a solução para a insegurança e os problemas de identidade deles é a mudança de sexo. Este é simplesmente o pior caminho para um jovem.

Até que façamos algo, até que a comunidade médica crie barreiras e comece a cumprir seu papel — e até que os políticos tenham coragem de agir — veremos mais pessoas assim, com cicatrizes por toda a vida. No mais, espero que minha história sirva como um alerta e poupe algum outro adolescente da agonia e sofrimento pelos quais passei.

Professor admite que fraudou estudos para promover ideologia de gênero: “Eu inventei”

Christopher Dummit diz que não foi o único fraudador nos estudos de gênero e que todo mundo estava inventando (e está).

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO QUILLETTE

ATUALIZADO: QUARTA-FEIRA, 9 OUTUBRO DE 2019 AS 9:59

Christopher Dummitt durante entrevista. (Foto: Reprodução/YouTube)
Christopher Dummitt durante entrevista. (Foto: Reprodução/YouTube)

Christopher Dummitt é um historiador de gênero no Canadá e autor de “O homem moderno: masculinidade nos anos do pós-guerra”. Nos últimos 20 anos, ele tentou provar que não havia sexo, que a identidade sexual era apenas uma construção social baseada no poder, levando à opressão e à desigualdade. Hoje ele admite: “Estava errado e que houve fraude em seus ensinamentos”.

“Se eu soubesse, há 20 anos, que meu lado nas guerras ideológicas sobre gênero e sexo venceria tão decisivamente, eu ficaria em êxtase”, escreve Christopher Dummitt no site Quillette.

Atualmente, ele é presidente do Departamento de Estudos Canadenses da Universidade de Trent, em Peterborough, Ontário.

Ele descreve como os estudos de gênero assumiram os departamentos de história da América do Norte nos anos 90. “Cada um desses campos compartilhava a mesma visão de mundo que eu – que praticamente toda identidade era uma construção social. E essa identidade era toda sobre poder”, observa ele.

Seu zelo por sua posição era incomparável. “Não há nada tão certo como um estudante de pós-graduação armado com uma preciosa experiência de vida e uma grande ideia”, confessa.

Dummitt percebeu que pessoas fora do mundo acadêmico discordavam dele. “Quase ninguém que não havia sido exposto a tais teorias em uma universidade conseguiu acreditar que o sexo era uma construção social, porque essas crenças eram contrárias ao senso comum”.

Mas mesmo ele está surpreso com a velocidade impressionante da reviravolta cultural, usando essa lógica defeituosa.

“Agora minha grande ideia está em todo lugar. Isso aparece especialmente nos pontos de discussão sobre direitos de trans e políticas relacionadas a atletas trans no esporte. Está sendo escrito em leis que ameaçam essencialmente repercussões para quem sugere que o sexo pode ser uma realidade biológica”, observa ele.

Agora ele oferece um “mea culpa” por seu papel nisso, “uma crítica detalhada sobre por que eu estava errado na época e por que os construcionistas sociais radicais estão errados agora. Certa vez, argumentei os mesmos argumentos que eles agora apresentam e, portanto, sei como eles estão enganados.”

Discípulos do engano

Depois que Dummitt terminou seu doutorado em história de gênero, ele publicou um livro sobre o assunto, The Manly Modern, em 2007. Cinco estudos de caso de meados do século XX sobre os aspectos masculinos da sociedade formam o coração do livro.

Agora ele diz que tem vergonha de alguns conteúdos, especialmente dois de seus estudos de caso.

Embora o livro não tenha ganhado nenhum prêmio, logo foi citado por outros estudiosos que escreveram sobre a história da masculinidade.

Ele escreveu outro artigo influente sobre a conexão entre homens e churrasco – também citado por acadêmicos. “Muitos jovens estudantes universitários, primeiro aprendendo sobre a história do Canadá, foram forçados a ler esse artigo para aprender sobre a história de gênero – e a construção social de gênero.

“O problema é: eu estava errado. Ou, para ser um pouco mais preciso, entendi as coisas parcialmente. Mas então, para o resto, eu basicamente inventei”, confessa Dummit.

Mas Dummit não foi o único fraudador nos estudos de gênero. “Todo mundo estava inventando (e está). É assim que o campo dos estudos de gênero funciona”, observa ele.

Em sua postura pública, ele estava zangado e assertivo sobre o que achava que sabia. “Era para esconder o fato de que, em um nível muito básico, eu não tinha provas de parte do que estava dizendo. E é isso que torna tão decepcionante ver que os pontos de vista que eu costumava argumentar com tanto fervor – e com tanta base – agora são aceitos por muitos na sociedade em geral”.

Na pesquisa de Dummitt, ele procurou encontrar uma explicação para a maneira como os canadenses do pós-guerra falavam sobre homens e mulheres. “Eu tinha respostas, mas não as encontrei na minha pesquisa primária. Eles vieram de minhas crenças ideológicas”, observa ele.

Ele diz que seus colegas estudiosos adotaram a mesma abordagem – e ainda o fazem. “Isso é o que era e é: um conjunto de crenças pré-formadas que são incorporadas à penumbra disciplinar dos estudos de gênero.”

“Minha pesquisa não provou nada de qualquer maneira. Apenas assumi que o gênero era uma construção social e procedi nessa base”, conta.

Ele se refere ao mundo isolado da academia como um silo. “Eu nunca me envolvi, pelo menos não seriamente, com alguém que sugerisse o contrário. E ninguém, em nenhum momento dos meus estudos de pós-graduação, ou na revisão por pares, sugeriu o contrário – exceto em conversas, geralmente fora da academia. E, portanto, nunca fui forçado a enfrentar explicações alternativas, de orientação biológica, que eram pelo menos tão plausíveis quanto a hipótese de que eu me vestia com o ar da certeza”, declara.

A certa altura, começaram a surgir dúvidas em seu pensamento. Por quanto tempo a profissão poderia continuar se expandindo simplesmente adicionando mais e mais tipos de opressão? Certamente, em algum momento, a história seria realmente abrangente, ele pensou.

Fraudes

Em 2009, Dummitt publicou um livro com um ensaio intitulado “After Inclusiveness”, afirmando esse ponto. Enquanto muitos em sua profissão admitiram em particular que ele estava certo, ninguém diria isso publicamente.

“Para reiterar: o problema era e é que eu estava inventando tudo. Essas eram suposições educadas que eu estava oferecendo. Eles eram hipóteses. Talvez eu estivesse certo. Mas nem eu, nem qualquer outra pessoa, jamais pensamos em examinar o que escrevi.

Gênero era realmente sobre poder? Para provar seus argumentos em seus escritos, ele citou outros estudiosos que disseram que sim. “Ajudou [o fato de] os nomes deles serem franceses e eles fossem filósofos. O trabalho de um sociólogo australiano, R. W. Connell, também ajudou. Ele argumentou que a masculinidade era principalmente sobre poder… Na realidade, seu trabalho não provou isso; extrapolou plausivelmente a partir de pequenos estudos de caso, como eu havia feito. Então eu citei Connell. E outros me citaram. E é assim que você ‘prova’ que o gênero é uma construção social e tudo sobre poder.”

A bolsa de estudos fraudulenta desenvolvida no ambiente acadêmico e promovida por Hollywood agora está encontrando seu caminho na estrutura política e legal. “Meu raciocínio falho e outras bolsas de estudos que usam o mesmo pensamento defeituoso agora estão sendo adotadas por ativistas e governos para legislar um novo código moral de conduta’, diz.

“Uma coisa era quando eu estava bebendo com colegas de pós-graduação e brigando no mundo inconsequente de nossos próprios egos. Mas agora muito mais está em jogo. Eu gostaria de poder dizer que a bolsa de estudos se tornou melhor – as regras de evidência e a revisão por pares mais exigentes. Mas a realidade é que a atual aceitação quase total do construtivismo social em certos círculos parece mais o resultado de mudanças demográficas na academia, com certos pontos de vista dominando ainda mais do que no meu auge da graduação”, declara.

“Até que tenhamos estudos seriamente críticos e ideologicamente divergentes sobre sexo e gênero – até que a revisão por pares possa ser algo mais do que uma forma de triagem ideológica em grupo -, deveremos ser muito céticos de fato sobre muito do que conta como ‘experiência’ em construção social de sexo e gênero”, defende.

Disforia de gênero

Segundo a psicóloga cristã Marisa Lobo, a confissão de Christopher Dummit não é novidade, pois “a ideologia de gênero é mentira, e aqueles que a defendem inventam e militam social e culturalmente para promover o tema”. Autora de livros que falam sobre o assunto, Marisa diz que é “por isso a que gente vive descontruindo a ideologia de gênero.”

Marisa Lobo diz ainda que eles querem quebrar o paradigma de que homem nasce homem e mulher nasce mulher para contestar religiões e a sociedade, pois querem ter o direito de viver como querem, mas que isso não pode afetar as crianças.

A psicóloga diz que as crianças acabam sofrendo assédio moral, psicológico e acabam sofrendo com doenças mentais. “As pessoas têm o direito de fazer o que quiserem, mas essa interferência na infância está causando uma patologia chamada disforia de gênero. É contra isso que a gente luta”, explicou.

Abortista depõe em caso sobre órgãos fetais: “Alguns desses fetos nasceram vivos”

Um médico que já realizou mais de 50 mil abortos disse que a Planned Parenthood alterava o protocolo para garantir tecidos fetais frescos e intactos.| Foto: Reprodução/ Planned ParenthoodMairead McardelNational Review[04/10/2019] [09:40]3Um médico abortista sentou-se no banco das testemunhas de um tribunal de San Francisco e, surpreendentemente, depôs em nome de dois investigadores pró-vida disfarçados, David Daleiden e Sandra Merritt, que estão sendo processados por fazerem uma gravação secreta de executivos da indústria do aborto falando que eles procuram partes de fetos humanos para vender a pesquisadores.
De acordo com testemunhas, o obstetra-ginecologista dr. Forrest Smith disse à corte que os executivos no vídeo provavelmente alteraram ilegalmente procedimentos de aborto, fazendo com que os bebês nascessem vivos e sujeitando as mães a complicações em sua busca por órgãos fetais mais intactos.
Daleiden, Merritt e a organização que eles comandam, o Centro pelo Progresso Médico, ganharam as manchetes no verão de 2015 depois de terem divulgado horas de vídeos gravados secretamente mostrando executivos da Planned Parenthood e a conferência de 2014 da Federação Nacional do Aborto. Os executivos da indústria do aborto foram flagrados barganhando com os investigadores, que se passavam por representantes de uma empresa de pesquisas que usava tecidos fetais, e admitindo alterar ilegalmente os procedimentos a fim de obterem órgãos fetais mais frescos e intactos, que valem mais para os pesquisadores.

Quando Smith viu Daleiden na televisão, em 2015, ele disse à esposa: “Eu vou destruir esse filho da mãe. Ele está querendo me destruir”, depôs o abortista.
Depois de conhecer Daleiden, contudo, ele chegou à conclusão de que o investigador estava certo quanto ao tráfico de órgãos da indústria do aborto e quanto a outras atividades ilegais e disse até que Daleiden “não sabia nem metade do que estava acontecendo”.
“Não tenho dúvidas de que ao menos alguns dos fetos nasceram vivos”, disse Smith ao tribunal quando lhe perguntaram se os procedimentos de aborto mais agressivos e controversos que os executivos da Planned Parenthood descreviam no vídeo podiam resultar no nascimento de um bebê. “Poucas pessoas no mundo do aborto, fora a Planned Parenthood, fazem isso”.
“Você pode até matar um ser humano, e admito que o aborto é isso”, disse Smith, “mas tem que fazer isso de uma certa forma”.
Smith diz ser “o mais antigo médico abortista em atividade nos Estados Unidos hoje” e diz ter realizado 50 mil abortos.

Daleiden e Merritt são acusados de 14 crimes de gravar informações confidenciais sem consentimento.
De acordo com testemunhas do depoimento, Smith também mencionou a ideia de se pedir que a gestante concordasse em doar os tecidos fetais depois de ela se submeter ao aborto, dizendo que a única opção ética é fazer a pergunta depois do procedimento, de modo que o médico abortista não tenha nenhum incentivo para mudar o procedimento.
O juiz, então, perguntou se Smith estava sugerindo que as mulheres são facilmente manipuladas, ao que Smith respondeu que ele se referiu a “pacientes”, não mulheres.
Minutos mais tarde, Smith disse acreditar que uma mulher grávida é, sim, facilmente manipulável, dizendo que mulheres diante de decisões assim difíceis são muito vulneráveis.
“O dr. Forrest Smith demonstrou uma honestidade heroica ao revelar as mentiras, os eufemismos e os segredos da Planned Parenthood em seu depoimento”, disse Daleiden à National Review. “Suas qualificações como especialista deixam claro que a Planned Parenthood está trazendo crianças à luz em procedimentos de abortos tardios e que empresas que traficam órgãos de fetos matam bebês para tirar seus órgãos”.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/abortista-depoe-em-caso-sobre-orgaos-fetais-alguns-desses-fetos-nasceram-vivos/

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“Houve uma batalha no céu”: a história de São Miguel Arcanjo e os anjos caídos

Redação da Aleteia | Set 28, 2018
O que sabemos sobre o poderoso Arcanjo Miguel, a partir do relato do Apocalipse sobre a queda dos anjos rebeldes capitaneados por Lúcifer

São Miguel Arcanjo é, provavelmente, o mais famoso dos guerreiros de Deus contra o mal, especialmente o mal personificado no anjo rebelde Lúcifer, que optou por afastar-se eternamente do Criador. O que conhecemos sobre essa grande “batalha no céu” é condensado no seguinte excerto de um texto publicado pelo site do Pe. Paulo Ricardo a propósito da Quaresma de São Miguel.


São Miguel e o auxílio dos anjos
De uma forma geral, o nosso relacionamento com os anjos, essas criaturas de Deus, é bastante desleixado: agimos, muitas vezes, como se os anjos sequer existissem. E, no entanto, eles verdadeiramente existem: são uma criação extraordinária de Deus, situada, hierarquicamente, entre o homem e Deus. Eles são puramente espirituais, não têm corpo, mas também estão a serviço de Deus e são muito mais poderosos e gloriosos que os homens, estando alguns ordenados para o auxílio dos seres humanos.

Dispostos em hierarquia, os anjos que estão em contato com os homens são os das miríades inferiores, como, por exemplo, os arcanjos, que constituem o segundo coro angélico. É nesse nível que se encontra São Miguel Arcanjo, cuja celebração acontece no dia 29 de setembro.

São Miguel e os anjos caídos
A história desse arcanjo está ligada ao relato da queda dos anjos. Deus criou-os, antes mesmo da criação do mundo, inseridos, de algum modo, no tempo, e ofereceu-lhes uma ocasião para demonstrar o seu amor. É importante lembrar que, quando Deus criou os anjos, eles não estavam em Sua presença. Ele revelava-se a eles de alguma forma, mas não era um contato face a face, pois isso obstruiria a liberdade angélica: Deus é uma verdade tão atraente que, uma vez contemplada, elimina a capacidade das criaturas de escolher. Então, certa vez, para testar o seu amor, Deus deu-lhes uma provação. Sabe-se disso pela Tradição, mas também pelo ministério dos exorcistas, que expõe que certas ideias são insuportáveis ao demônio, a saber: a encarnação do Verbo divino, o seu aniquilamento na Cruz e, por fim, a posição de primazia de Nossa Senhora entre todas as criaturas. Foi por tais ideias que Lúcifer – um anjo cheio de glória e beleza –, juntamente com um terço dos anjos, decaiu. O relato da batalha travada no Céu por essa ocasião está resumida no livro do Apocalipse de São João:

“Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com eles os seus anjos” (Ap 12, 7-9).

Eugène Delacroix | Public Domain
O relato de um exorcista
O padre exorcista espanhol José Antonio Fortea, no livro “História do mundo dos anjos“, destrincha essa impressionante história, colocando a rica teologia angélica dentro de uma obra literária. Para explicar por que São Miguel, mesmo sendo de uma hierarquia inferior, é aclamado como “príncipe da milícia celeste”, ele coloca na boca de um anjo a seguinte narração:

“Dentre os anjos fiéis a Deus, no meio de todas essas lutas houve um que se destacou. Não se tratava de um anjo superior, mas o seu amor era superior. Foi ele quem manteve mais viva a chama da fidelidade nos piores momentos da batalha, quando tudo estava escuro e parecia que a metade dos anjos iriam se rebelar. Foi destacado no bem e a sua fé iluminou a muitos. Foi ele quem no momento mais escuro, na hora mais terrível no qual as multidões começaram a duvidar, no meio do inicial silêncio geral gritou:

– Quem como Deus!

Foi assim que ficou o seu nome: Mika-El, Miguel. O lutador infatigável e invencível. Miguel continuava a se destacar como guerreiro. A luz do seu veemente amor iluminou a muitos que estavam confusos. O seu amor arrebatador derrubou a muitos que lutavam em favor do erro. Inclusive, aqueles que combatiam com Lúcifer reconheciam que nenhum dardo envenenado com suas razões, poderia penetrar a couraça da sua fé inquebrantável. No meio da dúvida, ele foi imbatível.

Ele é representado com uma couraça, mas ele não portava nenhuma couraça material. Tratava-se de uma couraça espiritual impenetrável às seduções lançadas pelo iníquos. A única arma dele era a espada da verdade, da verdade sobre Deus.

Miguel conhecia melhor a Deus que os inteligentes, porque ele amava mais. Por essa razão, aqueles que foram ao seu encontro, tiveram que recuar” (José Antonio Fortea. História do mundo dos anjos. Trad. Laura de Andrade. São Paulo: Palavra & Prece, 2012. p. 61-62).

Public Domain
“Miguel conhecia melhor a Deus que os inteligentes, porque ele amava mais”. Mesmo sendo de hierarquia inferior, “o seu amor era superior”. Por isso, venceu as hostes inimigas que, embora tivessem como líder o regente dos coros angélicos, Lúcifer, por seu ódio, “tiveram que recuar”.

Mas, que as pessoas não se enganem, pensando que Deus pode perdoar o demônio. De fato, Ele ofereceu a reconciliação a Lúcifer, no tempo da provação, mas ele a rejeitou total e absolutamente. Ainda do livro de padre Fortea:

“Inesperadamente o onipotente Deus, Senhor de todas as coisas, falou. Dirigiu-se a Satanás. Todos sabiam que eram as últimas palavras que iria lhe dirigir.

‘Filho Meu, volta para Mim. Repito, esta é a última oportunidade. O Teu pecado não é maior que a Minha misericórdia. Fui grande ao criar o Céu, mas é maior Meu perdão. Se retornares e coras as tuas faltas, você será a joia do Céu. A luz da Minha compaixão perfeita resplandecerá em ti. Os milênios te contemplarão e Me glorificarão’.

Quão grande foi o Altíssimo ao lhe perdoar todo o seu mal. ‘Filho Meu, você será a joia da Minha misericórdia. Haverás de brilhar e ficarão atônitos os humanos que virão. Eles te olhando compreenderão que não há pecado que eu não possa perdoar. Você melhor do que ninguém poderá transmitir essa confiança ao caído. Você será um grande pregador, um grande intercessor que ao longo dos séculos me repetirá: se me perdoaste a mim, perdoa ele’.

(…)

O diabo ergueu a cabeça e com toda a frialdade respondeu:

– Jamais! Nunca me ajoelharei!

(…)

No mesmo momento que o Dragão ameaçou em se lançar de novo em direção ao mundo angélico, Miguel o arcanjo, desembainhou a espada e mostrou-a para ele. Satã deu um sorriso e com um gesto de desprezo deu um impulso para se jogar em direção das nuvens de anjos. Miguel, sem duvidar e com um gesto instantâneo, cravou-lhe a espada no coração. A Verdade enterrada no próprio coração do diabo teve um efeito fulminante. O imenso Dragão ficou como com seus pés colados ao chão, como se não pudesse levantá-los nenhum milímetro. Parecia que houvesse batido com um muro, essa espada era como uma muralha de granito” (José Antonio Fortea. História do mundo dos anjos. Trad. Laura de Andrade. São Paulo: Palavra & Prece, 2012. p. 89-90).

Martinidry – shutterstock
A vida do homem na terra é uma luta. O combate que se travou no Céu continua no mundo dos homens. Invoquemos a intercessão de São Miguel Arcanjo, para que, assim como ele, sejamos destemidos e experimentemos, em nossas vidas, o primado de Deus.

Discurso firme na ONU: Vaticano reforça sim à vida e não ao aborto

Redação da Aleteia | Set 26, 2019

Cardeal Parolin, Secretário de Estado, detona manipulação de termos como “saúde sexual e reprodutiva” para disfarçar promoção do aborto

Continuando a bater de frente com as ideologias de relativização da vida humana e com as pseudociências que tentam negar a natureza humana do embrião desde a concepção, o Vaticano reforçou na sede da ONU em Nova Iorque a posição oficial da Igreja Católica em defesa da vida do nascituro em quaisquer circunstâncias e, por conseguinte, a sua explícita rejeição ao aborto.
O discurso de parte do Vaticano foi feito pelo Secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, que denunciou o uso estratégico, em documentos da ONU, de termos que permitem interpretações favoráveis à ampliação generalizada do acesso ao aborto como prática corriqueira. Ele citou especificamente as expressões “saúde sexual e reprodutiva” e “direitos reprodutivos“, usadas exaustivamente pelos promotores do aborto como eufemismos enviesados para dar ao aborto uma “cara” mais “suave”.

Parolin declarou:

“A Santa Sé rejeita a interpretação que considera o aborto ou o acesso ao aborto, aborto seletivo, aborto de fetos diagnosticados com problemas de saúde, a gestação por substituição (também chamada barriga de aluguel) e esterilização, como dimensões desses termos”.
Ele recordou as reservas já manifestadas pela Santa Sé no tocante a esses mesmos termos na Conferência Mundial das Mulheres de Pequim, em 1995, e na Conferência da População do Cairo, em 1994. Em 2015, as chamadas “metas de desenvolvimento sustentável para 2030”, também da ONU, incluíram o “compromisso” de garantir o “acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva”.

O Vaticano também denuncia que as políticas ideológicas da ONU a respeito do aborto têm adotado o viés de praticamente obrigar os países-membros a legalizarem a prática.

A respeito do real cuidado da saúde, o cardeal Parolin afirmou com clareza:

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“Entende-se que a saúde das pessoas deve ser cuidada em todas as etapas do desenvolvimento. Ele está essencialmente vinculado ao direito à vida e nunca pode ser manipulado como desculpa para exterminar ou dispor de uma vida humana em qualquer ponto da sua existência, desde a concepção até a morte natural”.
Defesa da família

Representantes dos Estados Unidos também apresentaram uma declaração, assinada por outros 18 países, em defesa da família, que é definida pelo texto como “instituição fundamental da sociedade”, a ser “apoiada e fortalecida”.

Assinaram o documento, junto com os EUA, as seguintes nações, por ordem alfabética: Arábia Saudita, Bahamas, Bielorrússia, Brasil, Egito, Emirados Árabes Unidos, Guatemala, Haiti, Hungria, Iêmen, Iraque, Líbia, Mali, Nigéria, Polônia, República Democrática do Congo e Rússia.

Aborto, assassinato de uma Pessoa

“Fetos encontrados em casa de médico não são lixo hospitalar. São seres humanosClínicas de aborto tentam esconder os horrores do procedimento. Descoberta de milhares de fetos em casa de médico mostram que não há nada de limpo no aborto.| Foto: PixabayAlexandra DesanctisNational Review[18/09/2019] [13:31]9O aborto interrompe intencionalmente a vida de seres humanos. Nós nos lembramos disso de uma forma especialmente macabra no fim de semana passado (14), quando os restos mortais de 2246 fetos foram descobertos na casa do ex-médico abortista Ulrich George Klopfer. A família dele descobriu fetos preservados na propriedade que Klopfer tinha em Illinois depois da morte dele, no começo do mês.
Ele realizou abortos ao longo de quase quatro décadas no norte de Indiana – sobretudo em South Bend, mas também em Fort Wayne e Gary — e teve sua licença médica cassada em 2016, depois de violado leis de registros de abortos e padrões de segurança durante os procedimentos.
Quando a clínica de aborto Women’s Pavilion, onde Klopfer trabalhava, em South Bend, encerrou suas atividades na primavera de 2016, ele teve de comparecer diante do Conselho Médico de Indiana como parte de uma investigação da procuradoria estadual que analisava mais de 2.000 reclamações sobre suas práticas.

O conselho descobriu que, entre outras violações, Klopfer tinha realizado abortos em duas meninas de 13 anos e esperado meses para relatar os procedimentos, sendo que a lei exigia que ele fizesse isso num prazo de três dias. Ele também admitiu ter feito aborto numa menina de dez anos que fora estuprada por um tio, mas Klopfer nunca relatou o caso às autoridades.
Então o fato de Klopfer ter preservado mais de 2.000 corpos como troféus de seu tempo como abortista talvez não seja surpresa para aqueles que conheciam seu trabalho.
Mas talvez surpreenda a consciência de um país que aprova legalmente o aborto de quase um milhão de fetos por ano. É fácil ignorar isso quando os restos mortais são jogados nos terrenos atrás das clínicas ou em lixões, onde nunca os vemos. Eles não devem reaparecer, escondidos na casa de abortistas e emergindo em nossos jornais ou nas telas de televisão.
A morte pode continuar, desde que não tenhamos de prestar atenção. Mas às vezes não temos escolha.

Em seu livro Lições Mortais, o ex-cirurgião Richard Selzer fala sobre o aborto. Ele descreve uma manhã de verão no seu bairro, quando um caminhão de lixo sem querer deixou cair um saco de fetos na rua e ele e seus vizinhos saíram de casa e tropeçaram acidentalmente nos corpinhos.
“Você se abaixa para ver. Porque você tem que ver”, escreve Selzer. “E não estou brincando. Aquela macies cinza não pode ser outra coisa. É um bebê e ele está morto. Você cobre a boca e os olhos. Você fica paralisado. O horror toma conta de você e você jamais será o mesmo”.
Selzer continua:
Mais tarde, na delegacia, a investigação é rápida e conclusiva. O diretor do hospital é quem fala: “(…) os fetos acidentalmente foram misturados ao lixo hospitalar (…) que foi recolhido às oito e meia por um caminhão. De alguma forma, o saco plástico, com a inscrição ‘material perigoso’, caiu do caminhão e se abriu. Não, ninguém sabe como os fetos acabaram no saco alaranjado com a inscrição ‘material perigoso’. Foi um acidente”. O diretor do hospital quer que você saiba que não é algo cotidiano. Foi algo que acontece uma vez na vida, disse ele. Mas você viu aquilo, e o que ele tem a lhe dizer agora?
Ele se torna afável, como se o conhecesse, e lhe diz que, por erro, os fetos se misturaram aos outros lixos. (Sim, ele diz outros e diz lixos). Ele passou o dia todo, diz, tentando descobrir o que aconteceu. Ele quer que você saiba disso. De alguma forma, isso é importante para ele. Ele continua:
Os fetos abortados que pesam menos de meio quilo são incinerados. Os que pesam mais do que isso são enterrados no cemitério municipal. Ele diz isso. Agora você entende. É uma coisa ordeira. É racional. O mundo não está louco. Esta ainda é uma sociedade civilizada (…).
Mas só dessa vez, sabe, não é. Você viu e você sabe.

Os vizinhos de Klopfer não tiveram de tropeçar nas vítimas dele na rua, mas, com sua descuidada coleção de restos mortais, ele nos obriga a vermos os horrores que o aborto causa no feto, a admitir para nós mesmos que aquilo é uma criancinha. A verdade é que o aborto é um ato de violência, o fim de uma vida humana.
E ter a verdade estampada na primeira página do jornal local é algo ruim para os negócios. A recém-reformada clínica de aborto de South Bend emitiu uma nota no fim de semana dizendo-se surpresa com as notícias. Nela, lê-se: “A clínica Whole Woman’s Health de South Bend tem orgulho de atender essa comunidade com serviços de aborto de alta qualidade que respeitam a dignidade das mulheres e das famílias. Seguimos os mais altos padrões de higiene e tratamos nossas pacientes com a compaixão e o respeito de que elas mais precisam”.
Se o padrão e a compaixão estão em não levar para casa restos mortais de fetos abortados no fim do expediente, então talvez a clínica abortista Whole Woman’s Health pode dar um jeito nisso. Mas não há muita diferença entre o que acontece na clínica e o que aconteceu na clínica de Klopfer, entre o que os abortistas farão com os corpinhos e o que Klopfer fez aos 2.246 fetos encontrados na casa dele.
Se a família dele tivesse descoberto milhares ou centenas ou até dezenas de corpos de adultos, assistiríamos a uma interminável cobertura noticiosa sobre o mais famoso serial killer da história — e acertadamente. Mas como os corpos são minúsculos, vamos fechar nossos olhos. Daqui a alguns dias, a maioria de nós esquecerá. Diremos a nós mesmos que Klopfer era um criminoso mas os outros não, que o aborto é um procedimento estéril e sanitário e que os fetos não têm corpos desde que não precisemos vê-los.”Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/feto-medico-aborto-lixo-hospitalar-seres-humanos/?webview=1

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O nascituro é um ser vivo (II)

Vanderlei de Lima | Set 11, 2019

O grande geneticista francês Jérôme Lejoune é quem declara: “Se o ser humano não começa por ocasião da fecundação, jamais começará

A vida só é vida, porque não é um corpo inorgânico e nem um corpo organicamente morto (é óbvio). Acompanhe, pois, com atenção os detalhes desta afirmação.
Corpo inorgânico é aquele que não tem vida, não é organizado. Exemplo? – Os minerais que crescem por justaposição, ou seja, quando há união física sem que um assimile algo do outro. Desse modo, a pedra A pode, por exemplo, juntar-se lateralmente à pedra B, mas cada uma, apesar da junção, conserva suas propriedades particulares. Jamais se fundem.

Contudo, se a união é química, produz-se uma nova substância diferente das duas (ou mais) que se unem. Assim, duas partículas de hidrogênio e uma partícula de oxigênio, formam a água (H2O).

Os corpos organicamente mortos, por sua vez, são organismos que já tiveram vida e, atualmente, não têm mais.

Outra definição diz que vida é “a propriedade ou qualidade por meio da qual organismos vivos são distinguidos dos organismos mortos em três categorias: (1) vivo, (2) morto (vivo anteriormente) e (3) inanimado/inorgânico” (Clowes, Brian. Os fatos da vida. Brasília: Pró-Vida Família, 1999, p. 201).

Fora dessa demarcação, não há nenhuma outra categoria possível, pois um organismo ou é vivo, ou é morto (já esteve vivo, mas agora não mais está) ou é inanimado/inorgânico (nunca esteve e nem estará vivo), segundo vimos acima.

Daí se segue que a maneira mais simples (e óbvia) de provar que o nascituro é vivo se dá mediante a seguinte observação: o óvulo da mulher e o espermatozoide do homem são células vivas e se unem dando origem a um ser vivo da mesma espécie humana. A prova de que há vida é que essas duas células, logo que se fundem (surge uma nova vida), se reorganizam, crescem e continuam a ter todas as propriedades de uma célula viva.

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Portanto, contra a tese abortista, o bebê está vivo. Ele não é nem morto (se fosse morto, o organismo feminino o expeliria pelo aborto espontâneo ou daria sinais de mal-estar e levaria a mulher a buscar ajuda médica) e nem é inanimado/inorgânico (se fosse, nunca poderia nascer vivo).

E mais: um ser morto ou inanimado não realiza divisão celular. Ora, os bebês, além de nadarem e se locomoverem no útero da mãe vivenciam uma taxa bem alta de divisão celular (41 das 45 divisões que ocorrem na vida de um indivíduo).

O grande geneticista francês Jérôme Lejoune é quem declara: “Se o ser humano não começa por ocasião da fecundação, jamais começará. Pois de onde lhe viria uma nova informação? O bebê de proveta o demonstra aos ignorantes. […] Aceitar o fato de que, após a fecundação, um novo ser humano chegou à existência já não é questão de gosto ou de opinião.”

Sobre o aborto diz ele: “Em nossos dias, o embrião é tratado como o escravo antes do Cristianismo; podiam vendê-lo, podiam matá-lo… O pequeno ser humano, aquele que traz toda a esperança da vida, torna-se comparável ao escravo de outrora”.

“Uma sociedade que mata seus filhos, perdeu, ao mesmo tempo, sua alma e sua esperança” (Revista Veja n. 37, de 11/09/1991, apudPergunte e Responderemos n.485, nov. 2002, p. 462-468).

Por tudo isso que acabamos de expor, vê-se que o bebê é um ser vivo e defender o aborto é promover o homicídio.

O nascituro é um ser vivo (I)

Vanderlei de Lima | Set 03, 2019

Rezemos continuamente pela vida e contra a cultura da morte que ronda nossa sociedade

Quase 90% dos brasileiros defendemos a vida inocente e indefesa no ventre materno.
Ora, um dos pontos muito levantados pelos defensores do assassinato de inocentes no ventre materno é o de que (absurdo!) o nascituro ainda não tem vida. Daí à luz da ciência e da fé, tratarmos do assunto neste e no próximo artigo, tentando, apesar do uso de termos da Filosofia e da Biologia, ser simples e acessível aos nossos leitores.

É certo que não basta apenas saber que há vida a ser defendida desde a concepção, mas é preciso agir, dentro da lei e da ordem, para que essa vida seja respeitada, acolhida e amada até o seu fim natural, como nos têm lembrado os Papas São João Paulo II, Bento XVI e Francisco. Passemos, pois à reflexão a que nos propusemos no início deste texto.

O nascituro é um ser vivo: Para iniciar, é preciso dizer – com os Dicionários – que “vivo” é definido como “tendo vida” (Clowes, Brian. Os fatos da vida. Brasília: Pró-Vida Família, 1999, p. 201).

Portanto, todo ser que tenha vida, obviamente, está vivo. Daí ser preciso, embora não fosse necessário, definir o que se entende por vida e dar provas de que o aborto direto é HOMICÍDIO, pois tira uma vida inocente e indefesa.

A vida é “a soma de propriedades pelas quais um organismo cresce, reproduz, e se adapta ao seu ambiente; a qualidade através da qual um organismo difere de corpos inorgânicos ou organicamente mortos”.

Detalhemos cada afirmação contida na definição acima, a fim de melhor entender a vida intrauterina valendo-nos de E. Bettencourt, em seu Curso de Filosofia. Rio de Janeiro: Mater Ecclesiae, 1994, p. 71.

A “soma de propriedades”: é um conjunto de ingredientes ou características próprias de um ser, sem as quais ele não seria o que é (seria outra coisa e não a vida). “Pelas quais um organismo cresce, reproduz e se adapta ao seu ambiente”: o conjunto de ingredientes que faz a vida ser vida (e não outra coisa) se demonstra em três ações principais que são o crescer, o reproduzir-se e o adaptar-se. Vejamos cada uma delas:

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Crescer: todo ser vivo alimenta-se retendo o que lhe é útil e rejeitando o que lhe é nocivo. Com o que é útil a um ser vivo, ele cresce, desenvolve-se até tornar-se um organismo completo, característico de sua espécie: um vegetal, um animal irracional ou um animal racional (ser humano).

Reproduzir: todo ser vivo, por uma série de atividades complexas, mas organizadas entre si, elabora sementes capazes de se desenvolver em indivíduos da mesma natureza.

Adaptar-se: todo ser vivo, ao ser provocado por algum estímulo externo, reage de maneira a defender e a ajudar o seu organismo.

Essa defesa e ajuda se realizam por uma série de movimentos (contrações, secreções, reflexos etc.), que são destinados a manter e a aumentar o seu bem-estar, segundo leis da Física e da Química.

O vivente tem, portanto, uma imagem (Gestalt) interior que assegura a sua centralização e a estruturação de suas atividades, o que lhe proporciona a defesa contra inimigos internos e externos, restaura-lhe as partes lesadas e restabelece as funções prejudicadas em sua luta contínua pela sobrevivência.

Na matéria não viva isso não ocorre. Veremos isso mais detalhes em nosso próximo artigo, se Deus quiser. 

Rezemos continuamente pela vida e contra a cultura da morte que ronda nossa sociedade.